quinta-feira, 17 de maio de 2007

Para o alto e avante!

A semelhança entre o superman e a BOVESPA hoje reside no bordão: "para o alto e avante".... [acho que era isso que ele dizia no começa dos tempos de sua carreira de super-herói, não??? rsssss]

Afinal, motivos não faltaram para o mercado brasileiro experimentar novos recordes, ontem. No início do pregão, os bons ventos vieram de fora, com números positivos sobre a economia americana. Mas a cereja nesse bolo chamado valorização foi local.
A elevação da nota do Brasil pela agência internacional de classificação de risco Standard and Poor's (S&P) foi o empurrão que faltava para os investidores se animarem e irem às compras no pregão, com força total. O Índice Bovespa (Ibovespa), que na parte da manhã acompanhava a valorização dos índices da Bolsa de Nova York, descolou para cima, fechando com alta de 2,41%, em 51.737 pontos, o novo recorde. O anterior era de 51.300 pontos, de 9 de maio.

Os números sobre a economia americana já seriam suficientes para garantir um pregão de alta. O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) divulgou que a produção industrial nos Estados Unidos registrou expansão de 0,7% em abril, ante uma queda de 0,3% em março. Essa evolução corrobora a tese tão desejada pelos investidores de que a economia dos EUA caminha para uma desaceleração suave, sem grandes sustos. Contribuiu para esse otimismo a notícia que a construção de casas novas cresceu 2,5% em abril. O único dado que trabalhou contra todo esse céu azul foi o de permissão para a construção de novas casas, que caiu 8,9% no mês passado.


A elevação da nota do Brasil pela S&P ocorre uma semana depois de a agência de classificação de risco
Fitch Ratings fazer o mesmo. A S&P elevou a nota de longo prazo em moeda estrangeira de "BB" para "BB+", apenas um degrau abaixo do grau de investimento - uma espécie de selo de que o país é um lugar seguro para se investir.

Até onde vamos não é o que importa por ora, o que é interessa é saber COMO vamos, ou seja, "não há bem que sempre dure, nem mal que não tenha fim"... Natural que haja uma correção, afinal o elástico está mais que esticado!


Portanto, não se espantem se "surgir" algum pretexto para vender ações e embolsar lucros, estejam atentos e preparados".

BON$ INVE$TIMENTO$

terça-feira, 15 de maio de 2007

Indusval Multistock será o 9º "Banquinho" na BOLSA

Caríssimos, virou uma mania louca esta tal de IPO! Vejam...



O interesse dos bancos pequenos e médios em abrir o capital e captar recursos no mercado parece estar longe do fim. Ontem, o
Banco Indusval Multistock (BIM) pediu autorização à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para se tornar empresa aberta e fazer uma oferta pública de ações. O Indusval é nono banco a pedir registro na CVM para fazer uma oferta pública de ações este ano. Animados com as perspectivas de crescimento do mercado de crédito interno, os bancos pequenos e médios resolveram se capitalizar via mercado de capitais.
Na semana passada, o Daycoval e o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) já haviam pedido autorização para listar ações. BicBanco, Paraná Banco, Cruzeiro do Sul estão entre as outras instituições que aguardam sinal verde da CVM para acessar o mercado.
O BIM é dirigido por Manoel Felix Cintra Neto, presidente da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) - que também está abrindo o capital. O banco fará emissão de ações novas e venda de papéis em poder dos sócios - além de Cintra Neto, Luiz Masagão Ribeiro, Carlos Ciampolini e Antônio Geraldo da Rocha vão vender parte de seus papéis.
O banco vai listar as ações no Nível 1 da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que exige basicamente maior transparência de informações. O Indusval afirma, porém, que já adota práticas do Novo Mercado, o nível mais elevado de governança. Entre elas, oferece o chamado "tag along", ou seja, se o banco for vendido, quem tem ação preferencial recebe o mesmo preço que o valor pago para os controladores. Tem ainda 20% do conselho formado por executivos independentes. No prospecto, o banco afirma que pretende migrar para o Novo Mercado no futuro.
No primeiro trimestre, o Indusval teve lucro líquido de R$ 9 milhões, 60% acima do resultado do mesmo período de 2006. As operações de crédito fecharam março em R$ 409 milhões, expansão de 58%. O patrimônio líquido ficou em R$ 158 milhões, alta de 12%. O Índice de Basiléia ficou em 22%, o dobro do exigido pelo Banco Central. O foco do banco é o crédito a empresas de médio porte ("middle market").
Do valor total da oferta, entre 10% e 15% serão destinados ao varejo, com aplicação inicial de R$ 1 mil. O restante vai para grandes investidores.
A oferta será feita apenas no Brasil, mas terá esforço de venda no exterior por meio da regra 144(A) - que permite venda no mercado americano sem a necessidade de listagem nas bolsas locais. A operação é coordenada pelo Credit Suisse.

PETR4 não vive seus melhores dias....


PETR4 já foi uma bela flor do campo, atualmente passa por um momento menos afortunado....

O gráfico ao lado fala
per si - CLIQUE NELE!




Pensamento

"100% das informações que temos sobre qualquer empresa ou qualquer investimento refletem o passado.

100% do valor de tal investimento depende do futuro. A verdadeira questão é como dados passados se conectam com o futuro.”

Bill Miller

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Brinquedo é coisa séria!


















Caríssimos,


Quem disse que brinquedo é coisa de criança?
Não é não!
Vejam a evolução da TECTOY [ TOYB4 ]....
No dia 01/12/2007 ela valia R$ 0,16.
Ontem, dia 10/05/2007 ela fechou a R$ 0,33!
MAIS DO QUE DOBROU!!!!
E o que explica isso?...... O de sempre! A famosa boataria, ou dita especulação...
Há uma "Lenda Urbana" que a Sony estaria interessada em comprá-la, verdade ou mentira? Só o tempo dirá...
De qualquer forma o rompimento do TH de 0,34 é um importante marco, o qual vale a pena acompanhar....

Vejam o gráfico....

terça-feira, 8 de maio de 2007

Panorama do Mercado

Caríssimos,

A temporada de divulgação de balanços referentes ao primeiro trimestre deste ano tem sustentado as bolsas de valores em alta.

O índice Dow Jones registrou recorde no encerramento de sexta-feira pelo quarto dia consecutivo, atingindo 13.264 pontos. Com o resultado, o índice
apresentou valorização pela quinta semana seguida. As altas semanais, em ordem cronológica, foram de: 1,7%; 0,4%; 2,8%; 1,2%; e 1,1%.

Em maio, o Dow Jones acumula 1,5% de valorização.
No Brasil, o Ibovespa registrou recorde no fechamento do pregão de sexta-feira, atingindo os 50.597 pontos. Na semana passada, a alta acumulada foi de 2,8%, pouco abaixo da valorização do índice em maio, de 3,4%.

O grande número de balanços que serão publicados nessa semana, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, pode retardar o movimento natural de realização de lucros nas bolsas, após os sucessivos recordes apresentados.


Mas lembrem-se: todo cuidado é pouco agora!

Acompanhem de perto o mercado... um olho no gato, outro no peixe!

sexta-feira, 4 de maio de 2007

A vida começa ao 50!

Muitos já ouviram esta expressão, não?

Pois bem, parece que a BOVESPA também... rssss

Mais rápido do que muitos esperavam, o Índice Bovespa superou a barreira psicológica dos 50 mil pontos. E a onda otimista que varreu o mercado ontem, puxando a bolsa e derrubando os juros futuros, só não jogou o dólar para baixo dos R$ 2,00 porque o Banco Central (BC), com todas suas forças, fechou o gol e não deixou a moeda cair, comprando dólar e vendendo contratos de swap cambial. A questão é: e agora?

Nesse nível, as projeções das corretoras de o Ibovespa atingir 55 mil, 60 mil pontos no fim do ano parecem mais palatáveis. Mas uma alta dessas, com essa velocidade, de 14,41%, em praticamente dois meses, de março para cá, aumenta consideravelmente também a expectativa de uma realização de lucros. Para o investidor, o melhor é ir com cuidado e não se deixar levar pela euforia, principalmente porque os ganhos potenciais em bolsa ficaram menores.

A alta da bolsa reflete vários fatores, entre eles a forte liquidez internacional e o crescimento das economias mundial e brasileira, que atraem recursos para o Brasil, afirma Mônica Araújo, chefe de análise da Ativa Corretora. Em abril, o saldo de estrangeiros na Bovespa foi positivo em R$ 1,214 bilhão, elevando o total no ano para R$ 1,517 bilhão. Além disso, há maior procura de investidores locais. No mês passado, segundo dados preliminares da Bovespa, o número de investidores cadastrados no sistema de negociação via internet home broker passou dos 100 mil pela primeira vez. "Por isso o Ibovespa atingiu esses níveis".

No curto prazo, o investidor que já teve um lucro elevado poderá antecipar uma realização, trazendo queda para a bolsa, afirma Felipe Cunha, da Brascan Corretora. Mas a tendência de longo prazo é de alta, diz ele, que está revendo a projeção para o Ibovespa, de 58 mil pontos em 12 meses. Ele lembra que a bolsa brasileira, apesar da alta recente, ainda tem preços atrativos. A relação Preço/Lucro, que dá uma idéia de em quantos anos o investidor teria o retorno de seu investimento, no caso do Ibovespa, está na casa das 10 vezes, para 16 vezes do índice S&P. Mas é preciso ainda acompanhar vários fatores, como a rentabilidade das empresas brasileiras, que divulgam neste mês os resultados do primeiro trimestre. E o comportamento da economia dos EUA e da China, que afeta diretamente os papéis das exportadoras brasileiras. "Não há consenso que não há risco de recessão nos EUA."

FIQUEM ATENTOS & BON$ INVE$TIMENTO$

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Pensamento


"Sociedade é como água salgada, é boa para nadar, mas difícil de engolir...."
Arthur Stringer

terça-feira, 1 de maio de 2007

Para onde vai a Bolsa?

Caríssimos,

para onde ela vai só DEUS sabe... Porém há evidências que vamos por um bom caminho, à exceção de alguns momentos de infortúnio acredito que teremos mais um bom ano na BOVESPA.

Por outro lado, o pessoal que investiu na CR2 está, como se diz na gíria, "saindo fora", pois depois de os controladores terem divulgado a compra de quase um terço dos papéis vendidos na operação de abertura de capital, 60% dos investidores institucionais desistiram das ações
. O investidor de varejo que quiser desfazer o negócio tem até as 17 horas de quinta-feira para se manifestar junto à corretora em que fez a reserva para ter o seu pedido cancelado e reaver o dinheiro aplicado - caso contrário, ficará com os ativos. Mesmo que o comprador tenha negociado as ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o Unibanco, o coordenador líder da oferta, se comprometeu a ressarcir eventuais prejuízos. Desde que estreou no Novo Mercado da Bovespa, no dia 23, <<CRDE3>> (ordinária, com direito a voto) acumula forte desvalorização (apesar da alta de 4,7% na última sexta-feira).


O episódio da CR2 contrasta com o lançamento da Agra Incorporadora, que estreou na bolsa na quinta-feira e já acumula ganhos de 14%. Mas reforça a percepção de que não é qualquer papel que o investidor vai topar levar para casa.

O fato de o Ibovespa estar próximo dos 50 mil pontos (na sexta, fechou com alta de 0,33%, aos 49.229 pontos), demonstra que mesmo as veteranas na bolsa podem estar cotadas a valores próximos do preço justo. O que dirá das novatas. O índice acumulou queda de 0,36% na semana passada, após cinco de alta, com 15,63% no período. No mês, o ganho é de 7,48% e, no ano, 10,69%.

À primeira vista, para a Cremer e a Wilson Sons transcorreu razoalvemente bem. Na oferta da fabricante de produtos hospitalares, as reservas no varejo até R$ 24,6 mil (1.406 ações) foram plenamente atendidas, com o investidor levando igual valor para as encomendas excedentes. Depois de a empresa ter fechado o capital em 2004 com um valor de mercado próximo dos R$ 25 milhões, vai estrear hoje na bolsa com uma capitalização de R$ 584 milhões. E quem participou da operação de venda dos Brazilian Depositary Receipts (BDRs, recibos que representam ações ordinárias que serão listadas na bolsa de Luxemburgo) da Wilson Sons garantiu R$ 5 mil, com um rateio de 5,9% nas reservas acima disso.

Fique atento e BON$ INVE$TIMENTO$!

sábado, 28 de abril de 2007

O CÉU PARECE SER O LIMITE!

Caríssimos,

A IMAGEM fala por si própria << Basta clicar para visualizar melhor >>

DESCUBRA O MAPA DO TESOURO!

Caríssimos,

Tirar os intermediários de qualquer processo, via de regra, é sempre interessante sob a ótica do cliente, neste caso de investidor.

Portanto prestar atenção no valor que você está pagando aos intermediários é necessário, diria quase imprescindível para garantir uma boa rentabilidade nos títulos oferecidos pelo <<Tesouro Direto>>.

Abaixo seguem tabelas auto-explicativas <<CLIQUE NAS TABELAS PARA VISUALIZÁ-LAS EM TAMANHO MAIOR!>>, portanto have fun!





sexta-feira, 27 de abril de 2007

FÊNIX: Braskem ressurgindo das cinzas!

Caríssimos,

Para quem não teve a oportunidade de conhecer a origem do termo FÊNIX, aqui vai um resumo breve e sucinto para contextualizar esta postagem.

Fênix é um pássaro da
mitologia grega que quando morria entrava em auto-combustão e passado algum tempo renascia das próprias cinzas. A Fênix, o mais belo de todos os animais fabulosos, simbolizava a esperança e a continuidade da vida após a morte.

Isto posto, BRASKEM parece-me guardar semelhanças atualmente com esta lenda.

WHY ?????

Às vésperas da divulgação dos resultados do primeiro trimestre, as ações PNA da Braskem lideraram as altas do Ibovespa ontem, subindo 3,06%, para R$ 16,80. Apesar das dúvidas em relação ao acordo com subsidiária da PDVSA para o desenvolvimento do complexo petroquímico de Jose, na Venezuela, nove entre dez analistas mantêm recomendação de compra, com a média em R$ 22,29. [ se isto for assim, são mais + 32,68% de alta!!! UAU !!!! Oxalá assim seja!!!! ]

Claro que no meio do caminho as ações podem cair, o que é natural, pois dificilmente uma ação na Bolsa sobe, sobe e sobe sem que ninguém realize lucros e faça seu preço depreciar, mas isto não quer dizer que é um mau negócio comprar BRKM5, nem tampouco que é um bom negócio comprar, apenas uma reflexão a mais!

FIQUE DE OLHO...... &

BON$ INVE$TIMENTO$

quinta-feira, 26 de abril de 2007

AI Pí OU? Ou Ó Pê Í ?

Caríssimos,

O ser humano aprecia o <<
reducionismo>> clique na palavra para ver o significado, e de certo modo as siglas são uma marca desta característica humana.

Pois bem, para os leigos ou ditos neófitos IPO significa [ está escrita como se lê em português AI + PI + OU.... Desculpe não resisti ao brincar com a fonética!!! ], em inglês, Initial Public Offering, ou em português, Oferta Pública Inicial.


Portanto, IPO é quando uma empresa abre o seu capital, ou seja, registra suas ações pela primeira vez para negociação em mercado de balcão organizado e bolsas de valores, ela está fazendo um Initial Public Offering ou IPO. Com isso ela possibilita que outras pessoas sejam sócias de seu negócio.

O IPO de ações pode ser por emissão de novas ações - emissão primária - ou por venda de ações já existentes - oferta secundária.

Para ser de capital aberto é necessário solicitar autorização da Comissão de Valores Mobiliários, para obter o registro de Companhia Aberta. A empresa deve também cumprir uma série de exigências que visam dar proteção aos novos sócios (acionistas minoritários) e estar constituída na forma jurídica de uma sociedade anônima.

Feito o Prólogo, vamos à prática!

Vejam os mais recentes resultados das IPO´s que ocorreram nos últimos dias!

<< clique na tabela para visualizá-la em um tamanho maior >>



Bom, e o que te parece esta tabela?

Uma salada de frutas?

Muito bem! É isto mesmo! Uma verdadeira salada de frutas!

Temos desde um aparente abacaxi [ CR2 quase - 13% ] até um suculento morango [ Metal frio + de 13% ].

E como separar o espinhaço do abacaxi do prazeroso morango em seus investimentos?

ESTUDE!!! E sempre visite o Site do BUSSOLA !

BON$ INVE$TIMENTO$

terça-feira, 24 de abril de 2007

Violência dá lucro!

Caríssimos,

É com pesar que devo reconhecer que violência dá LUCRO! E não só para traficantes! Para investidores também!

Não que a TAURUS fomente a violência, mas a marca está associada a quê? Ninguém pensa em uma missa ao pensar no nome desta empresa, ou pensa? OU ainda em uma cachoeira?

Pois bem, juízo de valor para lá o que desejo demonstrar é a IMPRESSIONANTE evolução [clique no código da ação a seguir] da FJTA4, a qual INFELIZMENTE parece-me seguirá avançando. Porquê? Razões óbvias: Você acha que a violência irá diminuir no curto prazo? Se respondeu sim, você não vive no RJ, SP ou PE, por exemplo, ou se vive é um sortudo ou um alienado!

Enfim, também vale dizer que a TAURUS hoje diversifica. Porém, o que têm 4 patas, balança o rabo e late, é cachorro, certo?

Matéria abaixo hoje no VALOR:

Exportações garantem vendas da Taurus

O salto nas exportações de armas no primeiro trimestre puxou para cima o desempenho da Forjas Taurus no período. A empresa instalada no Rio Grande do Sul apurou receita líquida consolidada de R$ 103,31 milhões, com um crescimento de 12,6% sobre o mesmo intervalo do ano passado, enquanto o lucro mais que dobrou, passando de R$ 3,98 milhões para R$ 9,17 milhões. O lucro da controladora, que fabrica e exporta pistolas, subiu de R$ 3,92 milhões para R$ 10,45 milhões.

Conforme o relatório trimestral encaminhado pela companhia à Bovespa, as vendas externas da controladora aumentaram quase 128% em reais, para R$ 38,43 milhões, e 134,5% em dólares, para US$ 18,54 milhões. Com isso, a participação das exportações sobre a receita líquida não consolidada (que subiu 81,8%, para R$ 56,62 milhões) evoluiu de 54,2% para 67,9%.

O crescimento na venda de armas no primeiro trimestre era esperado porque a empresa concluiu, no fim de 2006, a ampliação da capacidade de produção no segmento em 30%. O investimento de todo o grupo, que fabrica ainda produtos como capacetes para motociclistas e máquinas industriais, foi de R$ 35,2 milhões no ano passado e deve chegar a R$ 23,2 milhões em 2007. Só de janeiro a março foram quase R$ 7,4 milhões.

Com a capacidade de produção ampliada, a Forjas Taurus também diluiu os custos fixos e viu a margem bruta pular de 21,3% para 32,3% na controladora. No consolidado, o índice passou de 31,3% para 43,5%. Cerca de 70% das exportações de armas da empresa são para os Estados Unidos. O diretor presidente da companhia, Luiz Fernando Costa Estima, não estava disponível ontem para comentar o resultado.

sábado, 21 de abril de 2007

Não é bola de cristal!

Caríssimos,

Muitos alunos me perguntam sempre: "Professor, como o senhor faz para acertar tanto na compra e venda de ações?".

Bom, primeiro eu não tenho bola de cristal! Segundo, eu também ERRO!

Porém, a diferença que creio possuir em relação a muitos ditos GURUS é muito simples: Eu não quero e nem acredito que haja alguém que seja o DONO da verdade! Apenas faço análises QUANTITATIVAS, PONDERO e caso considere a alternativa de investimento com uma relação Risco x Retorno sigo em frente.

Assim o foi com a RAPT4, por exemplo.

No ultimo post de 03/mar demonstrei que seria uma alternativa interessante para se refletir.

Resultados???

Bom, do dia 05/mar (proximo dia útil posterior à postagem) até ontem (20/abr/07), a RAPT4 variou nada mais, nada menos que 25,5%. Isto mesmo 25,5% em 46 dias corridos, o que é equivalente a 16% am ou, se preferir, 491% aa. Tá bom pra você?

E eu com isso? Bom, minha carteira de ações não se desfaz desta jóia da rainha tão cedo.

Não estou dizendo que deva comprar a ação,
nem que não deva comprá-la
Apenas demonstro como ajo. Você é o único responsável por suas decisões, mas cá entre nós: dá uma certa tristeza de não ter entrado, não é mesmo? Bom na próxima, pondere melhor!

Ainda estaria em tempo de entrar? Talvez sim, Talvez não.... Depende de você!

O que posso dizer é que eu não pretendo vender tão cedo o papel.

BON$ INVE$TIMENTO$

Na surdina, sem fazer alarde....

Prezado(a)s amigo(a)s leitore(a)s,

Primeiro quero informar que devido a um sem número de compromissos pessoais e profissionais [ graças a DEUS, melhor assim! ] não encontrei energias para concentrar-me em outros temas, portanto peço desculpas pela tardança em fazer novas postagens.

Do dia 21/mar para cá [ quase 1 mês ] vimos a BOVESPA assumir novos caminhos, uma nova onda de otimismo tomou do mercado, como sempre, os famosos ciclos, afinal na vida tudo é passageiro, tirando o motorista e o trocador [ perdoem-me pelo trocadilho, não resisti... ].

Enfim, o quero trazer à tona é a velha e boa noção da importância de diversificar, não colocar todos os ovos na mesma cesta!

E posso dizer que sei bem do que estou falando, tenho conhecimento de causa! Não apenas do ponto de vista do investidor, mas também das experiências pessoais pelas quais passei. E o fato de ser precavido, sempre me assegurou uma "saída pela direita à la Leão da Montanha". [ Não sei se conhecem bem este desenho animado, era maravilhoso! ]

Portanto, o quero ressaltar hoje é que na surdina, sem fazer alarde o FDO IMOBILIARIO está se mostrando cada vez uma melhor opção de investimento. Claro que não tem o mesmo retorno que a BOVESPA ou ativos de renda variável, pois assim o é por motivos óbvios, não é um ativo da mesma categoria de risco.

Como gosto de dar exemplos claros, falo de minha experiência, pois comprei COTAS de um FDO IMOB e garanto que estou satisfeito. Como não sou remunerado pela IF [ Instituição Financeira ] não farei MERCHAN para eles, mas se forem esperto(a)s e sei que são, irão perceber do que estou falando....

Abaixo segue o texto que acho que vale a pena dar uma lida...

Enfim fica a msg: "canja de galinha e prudência nunca fizeram mal a ninguém...." E tudo que sobe, também pode descer!!!

Um abraço a todos!

quarta-feira, 21 de março de 2007

Vale a pena ver de novo!


Vai aí uma dica macetosa!

Pessoal: este é um curso introdutório muito interessante: Acesse clicando diretamene na figura ou pelo link: http://www.universia.com.br/supertrader/graficos/



sábado, 3 de março de 2007

RAPT4: analise da PLANNER Corretora


Não são minhas palavras.. mas eu confesso que tenho uma percepção muito parecida a respeito do potencial da RANDON.... [ clique na imagem para visualizar em formato LEGIVEL ]


Sempre é interessante pensar em diversificar!

Vamos falar de uma nova modalidade de investimento, que na surdina tem se mostrado muito interessante.

Trata-se do FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO.

O QUE É?
Os Fundos Imobiliários são instrumentos do mercado de capitais para captação da poupança popular por meio de quotas representativas de valores mobiliários de renda variável. As quotas são parcelas de valores mobiliários não resgatáveis, isto é, o quotista tem que vender a terceiros, como se fossem ações de companhias abertas, parcela de suas quotas para retomar seu investimento. Elas são emitidas para subscrição mediante ofertas públicas e devem ser comercializadas no mercado secundário em mercado de balcão ou de bolsa.

O Fundo Imobliário é uma adaptação do instituto do "TRUST" do direito comum anglo - saxão ao Direito Brasileiro, regulado pela
Lei 8668/93, modificada pela Lei 9779/99. Constitui-se, portanto, de grupos de investidores semelhantes aos fundos de ações de renda fixa gerido exclusivamente por instituição financeira sob fiscalização da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) com base nas Instruções 205/94 e 206/94. Os recursos são aplicados em projetos imobiliários em construção ou já concluídos e seu patrimônio compreenderá parte ou o todo de um ou mais imóveis e de direitos sobre os mesmos.

CARACTERÍSTICAS E DIFERENCIAIS
O diferencial competitivo do Fundo Imobiliário em relação às demais alternativas de investimento coletivo em imóveis é a sua liquidez decorrente da possibilidade da venda parcial ou total das quotas representaivas do investimento no mercado de balcão, sem as complicações operacionais inerentes às transações imobiliárias.

Outra vantagem é que o Fundo pode aplicar seus recuroso em vários empreendimentos simultaneamente, o seu capital tende a ser maior que o de um condomínio constituído de apenas um imóvel o que lhe confere maior flexibilidade no momento da venda das respectivas quotas.

O Fundo Imobiliário é o formato mais adequado como veículo "pass through", em função do regime de tributação, nos quais a renda flui do empreendimento para os investidores através do fundo. Tendo menores custos e uma base de capital mais ampla os Fundos Imobiliários podem ofercer maior liquidez para os investimentos imobiliários.

O fundo está isento de impostos, inclusive de Imposto de Renda, este incide apenas, sobre as receitas financeiras obtidas com a aplicação das disponibilidades de caixa do fundo na distribuição de redimentos aos participantes e no ganho de capital que o quotista obtiver por ocasião da venda de suas quotas. As normas tributárias vigentes estabelecem uma retenção na fonte de valor equivalente a 20% do rendimento distribuído e do ganho de capital. Os benefícios tributários estão regulados pela Lei 9779/99.

SAIBA MAIS [ CLIQUE NOS LINKS ABAIXO ]

quinta-feira, 1 de março de 2007

A ALMA DA BOVESPA

A carteira Bovespa para quem não sabe é composta da seguinte maneira [ clique na figura ao lado para visualizar melhor ].

Por curiosidade, você saberia destacar que 2 empresas respondem por mais de 1/4 de sua composição?

Bom, como o rio desagua sempre no mar.... a resposta é PETROBRAS e VALE. Mais precisamente a PETRO [ petr4 + petr3 ] = 16,271% e a VALE [ vale5 + vale3 ] = 12,402%.

Total PETRO + VALE = 28,673%.

E o KIKO? Bom, meu caro a PETRO anda em um início de ano muito pouco favorável. Por outro lado, a VALE tem segurado as pontas mesmo e já ensaiou ontem uma leve recuperação do que ocorreu no dia 26-Fev-07 [ o tombo chinês ].

Muitos que conheço nutrem quase uma paixão platônica pelo papel da PETRO... Eu sou um cara mais pragmático, do tipo passe curto na direção do gol, e o que vale é o "Bottom line", ou seja, o resultado! Portanto, pense bem antes de se aventurar só porque a PETROBRAS é rentável a longo prazo [ escuto muito isso! ]... Como dizia KEYNES: "A Longo Prazo, todos estaremos mortos!".

Vejam os gráficos de ambas e tirem suas próprias conclusões [ clique nas figuras abaixo para visualizar melhor ].

Bon$ Inve$timento$!!!!

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

ECONOMIA MUNDIAL & BOVESPA

Conjecturas Econômicas: China despencando e afetando o resto do mundo

Como a China é considerada uma “grande baleia” entre os emergentes, com indicadores superlativos, os movimentos de ajustes, gerados por alguma decisão externa, sempre ensejam grandes oscilações, levando junto o resto do mundo, com destaque para os emergentes. Foi isto que aconteceu nesta terça-feira. Os mercados ao redor do mundo experimentaram fortes quedas, por uma conjunção de fatores, mas o grande destaque foi o mergulho da bolsa chinesa nesta madrugada (- 8,8%), a maior queda em uma década.

Em função disto, o mercado de ações brasileiro, dentre os mais líquidos do mundo, acabou duramente afetado, com o dólar também “esticado”, aos R$ 2,12. Outros fatores contribuíram para este “estresse” dos mercados, como: o atentado suicida na base norte-americana do Afeganistão, quase atingindo o vice-presidente republicano dos EUA, Dick Cheney, e a divulgação de alguns indicadores norte-americanos, aquém do esperado, como as encomendas de bens duráveis, que recuaram 7,8% em janeiro.

Na China, pela dificuldade de informações, o mercado continua avaliando os acontecimentos, mas é impressão geral que houve um movimento de realização de lucro, diante da possibilidade de novas medidas saneadoras [ MY OPINION: ALGO MUITO POSITIVO!!! ], na sessão anual do Congresso na próxima semana. Neste caso, duas são as principais preocupações dos dirigentes chineses: tornar o mercado financeiro mais aberto e transparente e preocupações recorrentes com o ritmo intenso de crescimento da economia chinesa, que em 2006 foi de 10,7% - nível mais alto em 11 anos – que pode se repetir em 2007.

Este forte crescimento foi atribuído aos investimentos no mercado imobiliário e em outros ativos, podendo, no entanto, se traduzir em novas pressões inflacionárias e forte endividamento das famílias. Em resposta a estes riscos, no último dia 16/02 o Banco do Povo da China (banco central chinês) elevou o depósito compulsório, para 10% dos depósitos dos bancos do país – a segunda elevação neste ano.

Recordemos que no ano passado a taxa de juros para empréstimos foi elevada duas vezes, em abril e agosto, em 0,27 ponto percentual nas duas ocasiões, a fim de “conter a demanda por empréstimos de longo prazo e a expansão muito rápida de investimentos em ativos fixos”. Agora, a taxa bancária está em 6,12% anuais. Com isto, o iuan se apreciou 6,5% contra o dólar, e o consumo doméstico cresceu em ritmo menor do que em 2005.

Outra medida é a que impede os investidores estrangeiros de comprar residências, que não de uso particular, sendo obrigados a pedir aprovação do governo para a transferência de propriedades, devido à destinação de créditos concedidos nessa área – antes direcionados para as construções de luxo e em outros projetos considerados desnecessários pelo governo - o que poderia causar problemas no sistema bancário no caso de inadimplência das construtoras. Em 2006, os investimentos imobiliários cresceram cerca de 21,8% (0,9 ponto percentual acima do registrado em 2005).

Somado a isto, sendo a bolsa de valores chinesa ainda incipiente, várias medidas regulamentadoras devem ser adotadas na semana que vem visando evitar o excesso de operações especulativas. É possível que sejam anunciadas medidas de restrição na tomada de empréstimos bancários para a compra de papéis, além de medidas de controle de capital.

Com o crescimento acelerado da economia chinesa em 2006, as apostas dos chineses no mercado de ações aumentaram exponencialmente, com as bolsas do país (Xangai e Shenzhen) registrando valorização de 130% em 2006. Com isto, aumentaram os riscos de formação de bolhas especulativas. Estimativas do mercado apontaram um aumento de três milhões de novas contas nas corretoras chinesas ao longo do ano passado.

Para o resto do mundo, o receio maior é de que possa ocorrer uma desaceleração mais forte que o desejável da economia chinesa, o que afetaria, diretamente, a demanda e a cotação das commodities agrícolas, minerais e o petróleo. Estejamos atentos aos próximos movimentos do governo chinês.

TRADUZINDO O ULTIMO PARÁGRAFO: SE ISTO OCORRER DE FATO, OS PAPIES DA PETROBRAS E VALE SENTIRAM = BOVESPA FORTEMENTE AFETADO.... [ MY OPINION ]

Fonte: Lopes Filho & Associados

Leis da Natureza atuando na BOLSA

Pessoal, não posso me furtar de falar o que muitos sabemos, mas HESITAMOS em aceitar: Tudo que sobe, desce também!

Na BOLSA não é diferente.

Há motivos para a queda de hoje? Sim, há. Eles são per si o mais importante? Não, não são.

Em minha forma de entender, que não é melhor do que a de ninguém [ vale dizer ], o mais importante é entender que a BOLSA, como todo produto ou serviço derivado do comportamento humano, possui características relacionadas ao ser humano. Logo, a imprevisibilidade, e o movimento de massas também fazem parte desta dinâmica.

Enquanto a BOLSA batia recordes atrás de recordes, ninguém duvidava do seu fôlego. Porém, um movimento na CHINA, associado à declaração do SENHOR MERCADO [ Mr. Allan Greenspan ] deram o tempero necessário para um movimento de correção, que diga-se de pasagem é MUITO SAUDAVEL,
e ser SAUDAVEL muitas vezes é passar por momentos de desconfortos.

Quem malha, possivelmente já ouviu falar na expressão: "
NO PAIN, NO GAIN"... Ou seja, quer um musculo bonito? Um biceps bacana? VAI TER QUE SENTIR DOR!!!

Na BOLSA é o mesmo! Quer ganhar mais? Quer superar o rendimento "seguro" [ou dito menos arriscado]... VAI TER QUE SE EXPOR... E possivelmente SENTIR DOR!!!

Dói ver o dinheiro diminuir [ ainda que temporariamente ], mas é parte do processo natural de correção. Contudo, é preciso saber como agir, há vários mecanismos de proteção... Desde os mais simples e intuitivos como
NUNCA SE COLOCA TODOS OS OVOS NA MESMA CESTA, até o mais sofisticados, via derivativos.. Fica ao gosto e conhecimento de cada um....

Esta nota tem como propósito trazer um momento de reflexão, e sinalizar que pode ser um bom momento para pensar em fazer uma comprinhas.... com prudência, é claro! Afinal, como dizem os mais experientes:
MUITA CALMA NESSA HORA!!

Adicionalmente, o que ocorreu hoje pode ser entendido fazendo um paralelo com o que medicina moderna chama de SINDROME DO PANICO, só que no caso da BOLSA foi em MASSA!!!

O que é Síndrome do Pânico ?

A Síndrome do Pânico é caracterizada pela ocorrência de freqüentes e inesperados ataques de pânico. Os ataques de pânico, ou crises, consistem em períodos de intensa ansiedade e são acompanhados de alguns sintomas específicos.

Os ataques de pânico se iniciam geralmente com um susto em relação a algumas sensações do corpo. Estas sensações disparadoras podem ser desde uma alteração nos batimentos cardíacos, uma sensação de perda de equilíbrio, tontura, falta de ar, alguma palpitação diferente ou um tremor, por exemplo.

A
partir deste susto inicial, começa um processo de medo e ansiedade que vai crescendo até atingir uma intensidade em que a pessoa se sente em estado de desespero e pânico.

Uma das características da Síndrome do Pânico é a pessoa viver com muita ansiedade, na expectativa constante de ter uma nova crise. Este processo, denominado ansiedade antecipatória, leva muitas pessoas a evitarem certas situações e a restringirem suas vidas a um mínimo de atividades.

A Síndrome do Pânico faz parte dos chamados
transtornos de ansiedade conjuntamente com as fobias (fobia simples e fobia social), o estresse pós-traumático, o transtorno obsessivo-compulsivo e a ansiedade generalizada.

Quando duas pessoas estão conversando, elas estão em contato, porém não necessariamente em conexão. Contato é uma interação de presença, que pode ser superficial, enquanto conexão é uma ligação profunda que ocorre mesmo quando as pessoas estão distantes. Duas pessoas podem estar em contato, conversando, mas com baixíssima conexão, como numa situação social formal. Por outro lado, duas pessoas podem estar distantes, e, portanto sem contato, mas se sentirem conectadas.

Geralmente, as pessoas com pânico conhecem estas sensações: uma sensação de estar "ausente", meio fora da realidade, se sentindo distante dos outros, mesmo de quem está ao seu lado. Os olhos perdem o foco...Neste momento a crise se inicia.

Enfim, qualquer semelhança com o dia de hoje pode não ser mera coincidência....

Minhas DICAS???


Prudência com um tom de Ousadia!!! Paradoxal para você??

sábado, 24 de fevereiro de 2007

PARTICIPE DA PESQUISA DO BUSSOLA


Pessoal,

Esta é uma nova funcionalidade do BUSSOLA, criada com o intuito de verificar a percepção de nossos visitantes e leitores a respeito de determinados assuntos.

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REVISTA EXAME: CUIDADO COM ESTES PAPÉIS


As ações de Souza Cruz, Acesita e Avipal estão entre as piores opções de investimento da bolsa

O mercado de ações é, por natureza, volúvel. Até alguns anos atrás, os papéis da Souza Cruz estavam entre os mais cobiçados por investidores interessados em obter bons retornos com os altos dividendos pagos pela empresa. Mas a campanha antitabagista ganhou força, o mercado paralelo de cigarros atingiu uma dimensão assustadora e o que era sexy perdeu seu poder de sedução. "A empresa não tem perspectiva e apresenta baixa capacidade de geração de caixa", diz Marco Melo, chefe da área de pesquisa em ações da corretora Ágora Sênior, do Rio de Janeiro. Melo faz parte de um grupo de 25 analistas de algumas das mais respeitadas instituições financeiras do país, que, consultados, colocaram as ações da Souza Cruz entre as piores opções de investimento para 2007. Também fazem parte dessa lista - embora por motivos diferentes os papéis da Acesita, do Banco do Brasil, da Paranapanema e da Avipal.

MAIS DO QUE O PASSADO, a perspectiva de futuro ou a falta de uma visão clara dele costuma elevar ou derrubar o preço de uma ação. A fusão entre os grupos siderúrgicos Arcelor e Mittal lançou sombras sobre o desempenho dos papéis da Acesita, líder do mercado brasileiro de aços planos especiais. Durante o período em que foi controlada apenas pela Arcelor, o mercado financeiro acreditava que a Acesita seria vendida a qualquer momento. Desde que os indianos da Mittal assumiram o comando dos negócios, em junho do ano passado, os analistas esperam em vão algum sinal sobre planos futuros silêncio que não tem colaborado para dirimir as muitas dúvidas. A Acesita é uma exceção no vigoroso setor brasileiro de siderurgia, um dos mais beneficiados pelo crescimento da demanda em economias emergentes. Entre janeiro e setembro de 2006, a rentabilidade da Acesita sofreu queda de 30%, causada sobretudo pelo aumento da competitividade de rivais internacionais. O bom desempenho dos concorrentes também está por trás dos problemas com as ações do Banco do Brasil. "Entre todos os grandes bancos, ele apresenta sempre a pior rentabilidade", diz Melo, da Ágora. Para outros analistas, o que conta também é que a ação já atingiu seu preço justo e só valeria a pena para quem quer aplicar no longo prazo.

IPO´S III: PERSPECTIVAS PARA 2007

O ano começa quente na Bovespa e a previsão de novo recorde de oferta de ações abre um leque de oportunidades para o investidor.

No último dia 12, algumas dezenas de investidores e analistas estiveram presentes ao sóbrio edifício que abriga a Bolsa de Valores de São Paulo. Foram assistir ao lançamento inicial de ações ou IPO, na sigla em inglês da usina de açúcar e álcool São Martinho, quase uma desconhecida do grande público. Os aplausos e gritos que se ouviram após a batida do martelo revelaram o estado de ânimo dos presentes. Quem investiu no IPO ganhou, num único dia, 18% do capital aplicado. Menos de uma semana depois da operação, o ganho já atingia 30%.

A São Martinho foi a sexta empresa a lançar ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) desde 1o de janeiro, recorde histórico para esta época do ano. A maioria esmagadora das previsões dá conta de que o ritmo intenso vai se manter, e que mais de 50 empresas podem abrir o capital neste ano foram 27 em 2006. Nessa fila estão empresas como o banco Pine e o banco Cruzeiro do Sul, as construtoras Even e JHSF, a concessionária Ecorodovias e o frigorífico JBS-Friboi, entre inúmeras outras. Com tantos IPOs, abre-se ao investidor um leque crescente de oportunidades de negócios nos próximos meses. Quais são as empresas que prometem ganhos maiores? Para destacar o que há de mais atraente no horizonte, EXAME ouviu 15 especialistas e mapeou as candidatas a arrasa-quarteirão deste ano.

Nem todas elas, dizem os analis tas, necessariamente vão abrir o capital -- há casos de empresas que desistem de lançar ações no meio do processo. Por ora, um dos grupos que têm atraído mais atenção é o de bancos de médio porte. Além do Pine, constam da lista o Cruzeiro do Sul, o Panamericano e o BicBanco. "Todos eles têm muitas chances de aumentar seu peso no setor financeiro, um dos mais rentáveis da economia brasileira", diz Erivelto Rodrigues, sócio da consultoria Austin Asis, especializada em bancos. Outra promessa é o JBS-Friboi, número 1 em carne bovina no país e recordista em exportações. "O setor de frigoríficos deve se sair bem nos próximos anos, tanto em consumo interno quanto externo", afirma Marco Gomes, superintendente do Banif Private Banking.

Para poder participar de um IPO, o investidor precisa encaminhar um pedido à sua corretora. Antes de efetivamente comprar as novas ações, é fundamental se informar sobre os riscos que rondam a companhia e conhecer seus planos -- em outras palavras, saber o que ela pretende fazer com seu dinheiro. Também é imprescindível examinar a política de governança corporativa para saber se sócios minoritários receberão o mesmo valor por ação que o controlador em caso de venda. Por último, o preço na hora do IPO precisa ser atraente. Mesmo a companhia mais eficiente do setor mais promissor pode se mostrar um negócio ruim se o valor pedido no lançamento for tal que anule a perspectiva de valorização. Parece óbvio, mas é uma regra que muita gente costuma esquecer.

Para as companhias, um IPO é a possibilidade de levantar recursos de forma barata. É também um bom negócio para os investidores? A julgar pelo histórico recente das aberturas de capital feitas no país, a resposta é sim. Na imensa maioria dos casos, as cotações subiram com a abertura, beneficiando quem comprou o papel no lançamento. O sucesso tem sido explicado pelo interesse de investidores estrangeiros -- que chegam a ficar com 70% das ações das empresas que abrem o capital. Com tal reforço na demanda, muitos investidores não têm conseguido comprar todos os papéis que gostariam antes do lançamento. Os que ficam de fora tentam fazer suas aplicações no dia da estréia no pregão, jogando o preço para cima.

Apesar do histórico positivo, investir num IPO não deixa de conter uma dose alta de risco. É difícil fazer uma análise profunda e bem-feita das incertezas e oportunidades, uma vez que todos os consultores do mercado ficam proibidos de emitir opinião a partir do dia em que a empresa registra oficialmente o pedido de lançamento até um mês depois da estréia. Cresce no mercado a percepção de que algumas companhias estão vendendo cotas com preço acima do que seria o adequado e que não entregarão os resultados prometidos. Como quase tudo que envolve o mundo das finanças, o segredo do sucesso é conseguir separar o joio do trigo
.

DICAS DA EXAME PARA 2007

Num ano que promete recordes de movimentações, as empresas de consumo e de infraestrutura despontam como as grandes estrelas

O ano começou particularmente auspicioso para quem investe na bolsa de valores. Antes de paralisar suas operações para o feriado do Carnaval, a Bovespa havia batido dois recordes de movimentação, atingindo os níveis mais altos da história. Num único dia, três marcas foram alcançadas maior volume financeiro, maior número de negócios realizados e maior pontuação. Subidas radicais costumam provocar certo temor em investidores mais ressabiados. Mas, segundo 30 dos mais respeitados especialistas em mercado financeiro consultados por EXAME, 2007 prosseguirá sendo o ano da bolsa. A previsão média dos analistas é que o Índice Bovespa, principal termômetro do mercado acionário brasileiro, chegará a 55 000 pontos em dezembro, alta de 20% em relação ao fechamento de 15 de fevereiro. Se a expectativa se confirmar, este será o quinto ano consecutivo de valorização.

Como sempre, esse não será um movimento uniforme e é exatamente aí que moram o risco e a beleza desse tipo de investimento. Certos setores são sempre mais beneficiados que outros de acordo com a dinâmica da economia brasileira e internacional. Para os oráculos do mercado financeiro, a maré econômica claramente favorecerá empresas de dois setores infra-estrutura e consumo. A aposta na infra-estrutura está baseada na confiança de que os investimentos nessa área vão de fato aumentar. Parte do impulso virá do governo, que recentemente anunciou o PAC, programa com uma longa lista de obras a ser erguidas. Os analistas do mercado também sentem um crescente apetite do setor privado para retirar projetos do papel. Isso beneficia as ações de companhias de energia elétrica, logística e construção civil, entre outras.

A indicação de empresas associadas ao setor de consumo deve-se à previsão de crescimento econômico, ainda que moderado, e de aumento da renda da população, o que terá efeito direto nas caixas registradoras do varejo. "Nossas taxas de crescimento podem ser decepcionantes quando comparadas às de outros países emergentes, mas são as melhores em anos", diz Mauro Cunha, gestor da Franklin Templeton, uma das maiores empresas mundiais de gestão de investimentos. Uma economia mais aquecida e com juros em queda favorece uma maior rentabilidade das empresas. Esse cenário foi recentemente desenhado numa pesquisa do banco Merrill Lynch, que prevê aumento de 23% nos lucros das companhias brasileiras de capital aberto neste ano. "A bolsa vai refletir a ótima situação das empresas", diz Pedro Martins, chefe de análise de ações do Merrill Lynch.

ALÉM DE ESCOLHER BEM a companhia e o setor, o investidor precisa manter-se atento ao preço. Nem todas as empresas de construção civil, por exemplo, são boas opções de compra. As ações da maior parte das construtoras que abriram capital recentemente subiram demais nos últimos meses, o que reduz as chances de novas valorizações. Em vez de comprar esses papéis, os analistas recomendam aplicar nas empresas que fornecem produtos à construção civil, como a Eternit e a Gerdau. A exceção é a construtora Klabin Segall, que vem ampliando sua atuação no segmento de baixa renda, um dos mais promissores do mercado, e cujo papel está barato quando comparado aos de suas concorrentes.

Fora dos setores mais quentes, duas empresas se destacam na lista de recomenda ções dos analistas. São elas a processadora de cartões CSU CardSystem e a Vale do Rio Doce. Sua inclusão entre as apostas mais promissoras deve-se a características próprias de suas operações. Recentemente elevada à posição de segunda maior mineradora do mundo graças à aquisição da canadense Inco, a Vale é uma das estrelas dos pregões brasileiros. Nos últimos dois anos, a cotação de seus papéis dobrou -- e a perspectiva é de novas altas. Com a Inco, a Vale diversifica seu portfólio de produtos e atuação geográfica, o que deve aumentar sua rentabilidade. A aposta na CSU CardSystem, por outro lado, tem uma explicação eminentemente financeira. Desde que abriu o capital, em abril do ano passado, a CSU tem apresentado desempenho medíocre na bolsa. Nesse período, suas ações caíram 24%. "Como o preço do IPO foi muito elevado, a empresa ficou cara", diz Daniel Gorayeb, analista da corretora Spinelli. O cenário para 2007 é mais otimista. A CSU venceu a maior licitação do mercado brasileiro em seu segmento e passou a administrar os 3 milhões de cartões da Caixa Econômica Federal. Especialistas prevêem que o acordo eleve seu faturamento e sua rentabilidade.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Fermento para a bolsa

Os ventos devem continuar favoráveis para os emergentes e, em especial, para a América Latina. Estudo de uma das maiores corretoras do mundo, a Merrill Lynch estima que as aplicações dos fundos de investimentos e de pensão em ações da América Latina deverão mais do que dobrar até 2010 e atingir a marca de US$ 438,839 bilhões. Isso representa mais US$ 245,901 bilhões (ou R$ 516 bilhões) na região. Mas as boas notícias não param por aí: o Brasil deve ser o grande beneficiado dessas aplicações em bolsa. Para o investidor, isto pode ser uma oportunidade de acompanhar esse movimento e ganhar com a procura maior por determinadas ações. E reforça o otimismo com o mercado, que projeta para o fim deste ano um Índice Bovespa na casa dos 51 mil pontos.

Segundo o levantamento, do total de crescimento do mercado acionário da região, o Brasil responderá por 62,4%, ou US$ 153 bilhões. Pelas projeções da Merrill Lynch, desse valor, cerca de US$ 37 bilhões virão da troca dos investimentos em renda fixa dos fundos por ações. Outros US$ 35 bilhões serão decorrentes do aumento da base de investidores e US$ 80 bilhões de valorização dos papéis.

O otimismo aparece diante das taxas de juros menores e perspectivas de o país atingir o chamado grau de investimento - selo de baixo risco conferido pelas agências de classificação de crédito, o que permitirá aos grandes fundos de pensão internacionais investir mais pesadamente no Brasil. No fim do ano passado, os fundos de investimento e de pensão brasileiros aplicavam cerca de US$ 118,931 bilhões em ações. Isso quer dizer que as aplicações dos fundos em ações devem crescer 128% em quatro anos e somar US$ 272,247 bilhões.

Vale ressaltar que, para chegar a esses números, a Merrill Lynch projetou para os fundos de pensão um crescimento "modesto" na aplicação em ações, de 32% para 40% da carteira nos próximos quatro anos. O estudo abrange também os mercados de ações da Argentina, do Chile e do México.

Os fatores externos devem continuar favorecendo os investimentos na América Latina, diz Pedro Martins, estrategista de renda variável da Merrill Lynch. Para ele, o crescimento global deve continuar alto, com expansão de 4,6% para este ano, segundo estimativas da instituição. "As condições de liquidez devem ainda ser abundantes, o que favorece os emergentes", diz Martins. Além disso, os preços das commodities devem se manter em padrões elevados e as perspectivas para as bolsas ainda são positivas, em especial para a bolsa brasileira, avalia o executivo.

Na opinião de Martins, a bolsa brasileira é a mais atrativa da região. O indicador Preço/Lucro (P/L, que dá uma idéia do número de anos para que se tenha retorno com o investimento) do Ibovespa é de 10 anos. Só para se ter uma idéia, o principal indicador da Bolsa de Santiago, no Chile, país sempre lembrado como o exemplo que deu certo na região, tem um P/L médio de 19 vezes.

No portfólio recomendado pela Merrill Lynch, o setor de infra-estrutura é destaque. No segmento de energia, aparecem principalmente as geradoras, como Cemig e CPFL Energia. Companhias produtoras de commodities também devem se valorizar. Nesse caso, a corretora vê potencial nos papéis da Petrobras, da Vale do Rio Doce e da sua controladora Bradespar. Papel e celulose também aparece, com a recomendação de VCP. Já as empresas beneficiadas pelo aumento de crédito seriam Unibanco, TAM e Klabin (por conta do aumento de embalagens).

Países como Brasil, México e Chile arrumaram a casa e hoje mantêm a inflação baixa, viabilizando a queda dos juros, lembra Martins. Com isso, espera-se um crescimento econômico mais robusto, principalmente no caso brasileiro. Contribui para esse otimismo a perspectiva de realocação dos investidores, já que, com os juros em baixa, muitos deverão adicionar risco ao portfólio. Esse crescimento dos investidores locais interessados em aplicar em bolsa compensaria, inclusive, uma eventual saída dos estrangeiros, avalia Martins.

Nesse contexto, o cenário é bom para os fundos de ações e a categoria deve registrar forte expansão. Em dezembro de 2005, por exemplo, os fundos e carteiras administradas de ações representavam 12% do total investido no setor, lembra Martins. No fim do ano passado, esse percentual já havia subido para 15%. A Merrill Lynch estima que a parcela das aplicações de fundos mútuos em ações suba para 20% nos próximos quatro anos.

Esse é um movimento que já vem acontecendo no mercado. Otimista com o desempenho da bolsa brasileira e confiante de que ainda há oportunidades para ganhos, a UBS Pactual Asset Management iniciou o ano lançando dois fundos voltados para ações. A mudança representa um profunda transformação na estratégia de mercado da asset - resultante da compra do brasileiro Pactual pelo suíço UBS - no país, já que a instituição brasileira sempre foi conhecida pela sua atuação na renda fixa e em multimercados. Outro caso é a Claritas Investimentos. Com atuação focada em multimercados, a gestora lançou em janeiro seu primeiro fundo de ações.

Na opinião de Martins, a classificação "grau de investimento" do país deverá acontecer entre 2008 e 2009. "Mas esse é o ponto de chegada; antes, o país precisa conquistar a confiança dos investidores, o que já vem acontecendo", diz. Ele lembra que é cada vez maior o fluxo de recursos de fundos dedicados à América Latina, carteiras de emergentes ou mesmo de fundos BRICs (sigla para Brasil, Rússia, Índia e China).

O Brasil lidera em volume de recursos aplicados em fundos mútuos e de pensão na América Latina, com mais de US$ 600 bilhões. Isso representa 63% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e 110% da capitalização (valor de mercado) da bolsa. No ano passado, o Brasil ocupava a 11ª colocação no ranking global de fundos de investimentos, com patrimônio de US$ 360,7 bilhões, à frente de economias desenvolvidas como Espanha, Alemanha e Suécia.

Fonte: Jornal Valor (21/02/07).

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Setores da Economia em DESTAQUE

No passado, os fundos de private equity concentraram investimento no setor de tecnologia e nas privatizações. Agora, com bilhões para investir, o alvo são os mais diferentes setores como biodiesel, varejo, mídia e infra-estrutura. Entre os segmentos, o setor imobiliário é um dos que vem atraindo mais atenção.

O Banco Pátria criou no final em 2005 um fundo de participações voltado apenas para o setor. Hoje, a carteira entrega uma de suas primeiras obras, onde investiu R$ 32 milhões: o novo centro de atendimento da Atento, uma das maiores empresas de tele-marketing do país.

O fundo também anuncia um novo investimento, de R$ 70 milhões, para construir um centro de distribuição para a Kimberly-Clark, que faz produtos como toalhas de papel e guardanapos. O centro vai ficar em Mogi das Cruzes e fica pronto em setembro.

O Pátria Real Estate Fundo de Investimento em Participações tem carteira de ativos de R$ 250 milhões. "Hoje o desafio é encontrar bons projetos de investimento, não o recurso para aplicar", diz Alexandre Borensztein, destacando que ficou mais fácil captar no mercado local e externo.

Álvaro Gonçalves, da Stratus, gestora que investe em nove empresas e começou a aplicar em projetos de energias alternativas, avalia que a existência de uma mercado de crédito bancário para financiar as operações também está movimentando o mercado. Cada US$ 1 investido por um fundo, movimenta outros US$ 2 em operações de dívida.

Outro fator é a consolidação do mercado de capitais brasileiro. A Stratus tem quatro empresas com condições de abrir o capital: Neovia (que faz serviços de transmissão de dados), .comDominio (hospedagem de sites e data center), Graúna Aerospace (fornecedora da Embraer) e a Senior Solution (softwares). Duas delas devem abrir o capital este ano.

Um relatório da Empea, associação dos fundos de private equity dos países emergentes, mostra que os fundos investiram US$ 1,5 bilhão na América Latina só no primeiro semestre de 2006 - 80% no Brasil. Para discutir o boom que o mercado atravessa, a ABVCap, a associação dos fundos, faz nos no início de março em São Paulo um congresso que deve ser aberto pelo presidente Lula e terá a participação de vários fundos e investidores estrangeiros.

Fonte: Jornal Valor

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

RANDON (RAPT4): Uma de minhas apostas para 2007

É como dizem: "Na corrida do ouro, ganha quem vende picareta!"

O PAC vai trazer muitos benefícios para o setor de infraestrutura, e nosso mecanismo de distribuição é calcado em rodovias, logo a RANDON irá vender mais... Parece que esta é a lógica que explica, pelo menos parcialmente, o bom desempenho apresentado.

Investindo no IBOV através de mini-contratos futuros


Por que investir em índice de ações? De acordo com a teoria de mercados eficientes, não é possível obter-se consistentemente um retorno (ajustado pelo risco) acima do mercado, seja ele por meio de market timing ou seleção de ativos (stock picking). Existe uma grande controvérsia sobre este tema, pois caso isto fosse verdade uma boa parte da indústria financeira seria redundante e desnecessária.

Desde a década de 60, diversos pesquisadores investigaram a questão. Tomando como exemplo a indústria de fundos mútuos de ações nos EUA e Reino Unido, muitos estudos concluíram que a maioria dos fundos realmente não gera retornos estatisticamente superiores ao mercado.

No caso dos pequenos investidores, bombardeados diariamente por dicas de ações e sistemas e indicadores de análise técnica “infalíveis”, o problema é ainda maior. Um fato muito importante, normalmente ignorado, é o custo de transação.

Um exemplo é o estudo conduzido por Barber e Odean (2000), professores da Universidade da Califórnia, analisando o retorno de 66.465 contas de uma grande corretora de varejo dos EUA. Eles dividiram os investidores em 5 grupos, de acordo com o nível de movimentação financeira (turnover).

O GRÁFICO acima mostra o que eles encontraram.

Temos o retorno médio anual bruto (gross return) em branco, retorno médio anual líquido (net return) em preto, e o quanto cada grupo movimenta (turnover), para os cinco grupos, para o investidor médio, e para um fundo passivo de ações (iremos discutir o conceito a seguir).

Podemos ver claramente que o retorno bruto é semelhante para todos os grupos. Isto indica que ao negociar mais o investidor médio não aumenta sua performance bruta, de modo que ele está negociando com base em “ruídos” (a dica do momento ou o sistema “infalível”), ao invés de informação útil. Quando considerado o custo de transação, quanto mais negócios o investidor médio realiza (indo do grupo 1 ao 5), menor é seu retorno líquido, ou seja, maior é o dinheiro que acaba saindo da sua conta para a conta de sua corretora.

Deste modo, dada a dificuldade de se bater o mercado consistente-mente, muitos pequenos e grandes investidores preferem simplesmente como alternativa de baixo custo investir no mercado de ações como um todo de maneira passiva, isto é, seguindo um índice de ações.

Índices de ações são construídos com o objetivo de representar a performance do mercado como um todo (de um país, de grupos de países ou até mesmo de todo o mundo), de setores específicos da economia ou de empresas que possuam características comuns. Os índices mais utilizados e divulgados são os que representam os mercados de países, por exemplo: Dow Jones, S&P500 (EUA), FTSE (Inglaterra), Nikkei (Japão), Ibovespa (Brasil).

Os fundos que seguem índices de ações são chamados de fundos passivos (index trackers). Como a composição do fundo é conhecida e fixa na maior parte do tempo, o custo é baixo.

O fundo americano Vanguard 500, introduzido em 1976, segue o índice S&P500. Este fundo possui mais de US$ 100 bilhões em ativos administrado e tem um custo médio de apenas 0,18% ao ano para o investidor.

No Brasil, muitos destes fundos cobram taxas de administração elevada, de cerca de 2,5% ao ano. Este pequeno artigo mostra uma alternativa com o uso de mini-contratos futuros negociados na BM&F (Bolsa Mercantil e de Futuros).

O que são mini-contratos futuros de Ibovespa?
Um contrato futuro é um acordo entre duas partes para comprar e vender um certo ativo em um certo período no futuro por um certo preço. Um exemplo simplificado: um fazendeiro em Agosto/2006 possui café estocado e pode estar preocupado com uma possível queda do preço do café no mercado.

Desta maneira, ele vende contratos futuros de café na BM&F pelo preço de US$ 127,50 a saca com vencimento em 21/09/2006. No dia do vencimento o fazendeiro entrega o café recebendo o preço acordado anteriormente (US$ 127,50 a saca), mesmo que o preço tenha caído no mercado. Deste modo o fazendeiro que vendeu o café garantiu seu preço. A contraparte (que comprou os contratos futuros) irá ter feito um bom negócio se o preço do café subir no mercado até o vencimento.

Contratos futuros são padronizados e negociados em bolsa. Deste modo as partes não negociam diretamente.

No caso de contratos futuros do índice Ibovespa, o ativo não é físico, mas apenas financeiro (o valor do índice). No dia do vencimento do contrato, a BM&F calcula o preço de liquidação do contrato, baseado no preço médio do índice Ibovespa das últimas duas horas e meia de pregão. Os vencimentos são bimestrais. Cada ponto do índice vale R$ 1,00 e o lote mínimo de contratos que pode ser negociado contém 5 contratos.

Por exemplo, no dia 15/09/2006 um investidor compra 5 contratos futuros de Ibovespa a 36.460 pontos. Suponha que no vencimento em 18/10/2006 o preço de liquidação seja de 39.460 pontos. Este investidor ganhou (39.460-36.460) x R$ 1,00 x 5 contratos = R$ 15.000,00 no período menos os custos de corretagens.

Em geral a posição não é carregada até o vencimento, mas encerrada (zerada) antes com a operação contrária a operação inicial. Por exemplo, o investidor comprou os 5 contratos por 36.460 em 15/09/2006. Após uma semana, o contrato está sendo cotado a 37.460 pontos. O investidor pode simplesmente vender 5 contratos por 37.460, “zerando” sua posição inicial comprada e embolsando a diferença (37.460-36.460) x R$ 1,00 x 5 contratos = R$ 5.000,00.
Como pode-se ver, o contrato de Ibovespa futuro é bem caro para o pequeno investidor. Uma variação de 1000 pontos do índice em 5 contratos vale R$ 5.000,00. Desta maneira, a BM&F introduziu o mini-contrato futuro, onde 1 ponto do índice vale R$ 0,20 e o lote mínimo de negociação é de apenas 1 mini-contrato. Assim, no exemplo do parágrafo anterior, teríamos (37.460-36.460) x R$ 0,20 x 1 contrato = R$ 200,00 para uma oscilação de 1000 pontos.
Em muitos casos, o pequeno ou médio investidor/especulador vê o mini-contrato futuro como uma oportunidade para especular com alta alavancagem, isto é, apostar na direção do mercado e ganhar dinheiro com oscilações de curto prazo. Não é este o nosso propósito. Contratos futuros são uma alternativa extremamente barata e flexível também para o investidor de longo prazo, como iremos mostrar abaixo e nos próximos artigos.

Fonte:
http://www.bastter.com/BR/MERCADO/Aprendizado/IndiceFuturo/Default.aspx

domingo, 11 de fevereiro de 2007

POP: Assista ao vídeo e saiba mais!!

Lembrando, POP não é simplesmente comprar uma ação!!!

É uma estratégia de investimento, composta por Ações + Opções de Compra e Venda.

Exemplo: ao adquirir 100 unidades do POP´s, você está adquirindo 100 ações do ativo X qualquer + 100 unidades da Opção de Venda deste ativo X - 20 unidades da Opção de Compra deste ativo X.

Clique na figura acima e assista ao vídeo do Diretor de Controle da CBLC - Sr. Francisco C. Gomes.

Caso o link não funcione, clique aqui: http://www.bovespa. com.br/InstSites /POP/Palestra. asp

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Pensamento

"Em tudo o que a natureza opera, ela nada o faz bruscamente"

Lamarck

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Governo pode permitir investimento do FGTS em ações

Isto pode AGITAR POSITIVAMENTE ainda mais o mercado acionário em 2007!!!

O governo abriu a possibilidade de permitir que os trabalhadores invistam de 10% a 20% do seu saldo no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) no mercado de ações da Bovespa. A proposta foi discutida nesta terça-feira (6), em reunião do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, com representantes das centrais sindicais.

A liberação do uso de parte do saldo do fundo para investimento na Bovespa seria uma contrapartida do governo ao apoio dos sindicalistas ao fundo de infra-estrutura que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e que também prevê o uso do FGTS, caso o trabalhador assim escolha.

Entretanto, a proposta não é consenso entre todas as centrais sindicais. A idéia é defendida pela Força Sindical e pela Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), mas enfrenta a oposição da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Ficou acertado no encontro que as centrais buscarão um entendimento entre elas até a próxima segunda-feira (12), quando terão um novo encontro com Marinho.

Se as centrais conseguirem chegar a um acordo, a proposta poderá ser levada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Porém, Luiz Marinho explicou que a decisão final sobre alterações no uso do FGTS caberá ao Congresso. Porém, considera importante um entendimento com as centrais sindicais porque elas também pressionam o Legislativo.

Fonte: www.G1.com.br