
O resultado mostra que 79% deles investem em ações, sendo que 78% têm carteira própria.
O INI é uma instituição sem fins lucrativos, criada com a missão de disseminar a cultura do investimento em ações no Brasil.
O levantamento mostrou ainda que grande parte desses investidores mantém outras alternativas de investimento em bolsa, sendo que 40% deles aplicam em fundos de ações, 19% em clubes de investimentos e 5% em outros ativos.
Do total de investidores ouvidos, 22% possuem até três empresas em sua carteira; 27% têm de três a seis; 10%, de seis a nove; 8% detêm de 9 a 12 empresas na carteira; 4%, de 12 a 15; e outros 4%, acima de 15.
A pesquisa foi realizada com 670 pessoas cadastradas no site da entidade, associadas ou não ao instituto. O levantamento coincide com o aniversário de dois anos do INI, fundado por associações como Abrasca, Ancor, Andima e Bovespa, além de bancos e empresas.
A audiência do site conta com cerca de 18 mil pessoas e as entrevistas foram realizadas por e-mail.
A pesquisa constatou também o que já se esperava de um site voltado para o público investidor: quase a totalidade dos entrevistados (92%) tem o hábito de poupar. Na enquete, 39% afirmara se dedicar à tarefa mensalmente, enquanto 11% a cada dois ou três meses e 4% semestralmente. Do total, apenas 15% informaram não ter uma freqüência de investimento. Dos entrevistados que afirmaram investir em renda variável, 39% são mais conservadores, reservando apenas 25% da poupança para esse tipo de investimento. Outros 29% disseram utilizar de 26% a 50% dos recursos poupados para a renda variável. Os investidores que utilizam mais da metade dos recursos ações se dividem em: 15%, usam de 51% a 75% da poupança total; e 18%, de 76% a 100%.
Entre os que ainda não investem na bolsa, a pesquisa mostrou que a maior parte não arrisca por falta de recursos. Das respostas mais expressivas, 62% informaram que não têm dinheiro disponível e 46% não entendem do negócio. O restante das respostas é dividido em razões como "ainda pretendem fazer depois de conhecer melhor o mercado", com 2%. Outros disseram não ter orientação (2%) ou não ter organização.
Alguns investidores afirmaram não aplicar na bolsa pela inexperiência em planejamento ou se dizem impedidos por causa da profissão, com 2%.
A pesquisa também avaliou o comportamento do entrevistado como investidor: 46% afirmam que fazem a gestão de seu próprio investimento, embora ainda não tenham conhecimento suficiente para isso; 39% se dizem satisfeitos com a própria gestão dos investimentos; 11% informam que entregam seus investimentos para um profissional, embora prefiram fazer as aplicações por conta própria; e 4% entregam seus investimentos para um profissional e estão satisfeitos com este procedimento.
Nenhum comentário:
Postar um comentário