terça-feira, 27 de abril de 2010

PUDIM AZEDOU!

PessoALL,

Pudim azedou hoje pra Bovespa....


Grécia e China, como de costume nos tempos mais recentes, desanimaram ainda mais os investidores, que estão mais preocupados ainda com o "freio" na economia chinesa, o que reduziria a demanda por commodities (leia-se sobretudo petróleo e minério, ou seja, Petrobras e Vale).

Por sua vez a Grécia tá fazendo uma novela à la mexicana, e as bolsas na Europa sobem igual a rabo de cavalo, ou seja, pra baixo e avante!

E com isso, não preciso comentar muito mais, basta olhar o gráfico abaixo da ação da Petrobras (PETR4), que é o carro-chefe da Ibovespa...




quinta-feira, 22 de abril de 2010

PRESENTE DE GREGO....

PessoALL,

Desde o último post a Ibovespa demonstra sentir o peso das más notícias na Europa, hoje tivemos mais uma e a bolsa segue balançando.

A Moody's informou hoje, dia 22 (quinta), que baixou a nota da Grécia para "A3" e prevê reduzi-la ainda mais. A agência espera precisões sobre as medidas que Atenas tomará para sanear suas finanças públicas.

A Moody's ressalta o risco significativo de que o país tenha que pagar juros ainda mais altos e cujo único efeito será estabilizar sua enorme dívida.

Além disso, ante um déficit maior que o previsto, de 13,6 % do Produto Interno Bruto (PIB), "será mais difícil para o governo grego conformar-se aos objetivos do programa de estabilidade" imposto por Bruxelas, e que prevê uma redução do déficit de quatro pontos porcentuais, afirma Sarah Carlson, analista encarregada da Grécia na Moody's.

Vale lembrar que o início de abril, a agência Fitch reduziu em dois pontos a classificação da Grécia, em nome do aumento dos "desafios orçamentários" enfrentados pelo governo grego.


sexta-feira, 16 de abril de 2010

Uou Uou Uou.. Nada Mudou....

PessoALL,

 

Pelo menos por agora, nada mudou no panorama.

 

Lá fora, leia-se a Matriz, nos EUA o Indice Dow Jones já rompeu os incríveis 11 mil pontos e não conseguimos passar ainda dos 72 mil pontos com vontade, e a toda hora perigamos descermos a ladeira, pois a Grécia pode ser o estopim para uma realização mais forte.

 

Portanto, só para não variar (risos!), a Bovespa operou mais uma vez na contramão de Wall Street, pressionada pela volatilidade decorrente do vencimento de opções sobre ações na próxima segunda-feira, pela perspectiva da alta da taxa de juros no Brasil e por uma realização de lucros. O Destaque a meu ver foi que Petrobras e Vale tiveram giro bastante elevado e engordaram o movimento financeiro geral, que foi o maior de abril - desconsiderando-se o de ontem, quando houve exercício de opções sobre  Ibovespa.

 

O principal índice à vista caiu 0,72%, aos 70.524,35 pontos. Na mínima, registrou 70.429 pontos (-0,85%) e, na máxima, os 71.066 pontos (+0,04%). No mês, a Bolsa acumula alta de 0,22% e, no ano, de 2,82%. O giro financeiro totalizou R$ 8,582 bilhões, dos quais R$ 2,059 bilhões referem-se apenas à negociação com Vale PNA e R$ 1,474 bilhão, Petrobras PN.

 

Pela manhã, a Bovespa acompanhou o sinal negativo vindo de fora, com a volta de temores em relação à Grécia e dados ruins de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, além de uma realização de lucros no mercado acionário de lá depois de os índices renovarem as máximas do ano nas últimas sessões. No início da tarde, entretanto, Wall Street passou a subir, num movimento que não foi acompanhado pelo Ibovespa.

 

No mais, vejo que se reforçam as apostas de que o aperto monetário no Brasil será retomado na reunião de abril do Copom com uma alta de 0,75 ponto porcentual. Hoje, a taxa Selic está em 8,75% ao ano.


 

E A GRECIA?

A Grécia m reduziu as expectativas com relação ao montante que espera levantar em uma emissão de bônus em dólares no fim deste mês e pode até mesmo descartar o plano todo, caso o interesse dos investidores dos EUA continue diminuindo, segundo duas autoridades do governo grego.

 


LÁ FORA...

O Dow Jones terminou em alta de 0,19%, aos 11.144,57 pontos. O S&P avançou 0,08%, aos 1.211,67 pontos, e o  Nasdaq ganhou 0,43%, aos 2.515,69 pontos.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

PETR4: Análise Gráfica

Petrobras segue firme feito prego no pudiim.. hehehe

Basta olhar o gráfico e ver que a maré num tá pra peixe para este papel....


Formou um clássico Ombro-Cabeça-Ombra, ou simplesmente O-C-O...

O motivo é da hora: a famosa capitalização que não sai...


O efeito: madddeeeeiiiirraaaaaa.....

BOVESPA AINDA ACIMA DOS 70 MIL

PessoALL,

Ontem, terça-feira, dia 13/04/10, na BOVESPA, a PETROBRAS impediu a recuperação maior do índice, que fechou o dia em alta de 0,25%, aos 70.792,40 pontos. Na máxima, voltou a experimentar os 71 mil pontos, a 71.053 pontos (+0,62%). O volume desta terça-feira ficou em R$ 5,574 bilhões.

A queda das ações da PETROBRAS não esconde novidade. Ocorre ainda no rastro da demora da capitalização da empresa, sobre a qual o presidente GABRIELLI manifestou
descontentamento, na semana passada.. Ele teme que o atraso na tramitação do projeto do pré-sal no Congresso inviabilize a operação ainda neste semestre... PETRO PN
encerrou o pregão cotada a R$ 34,19, com queda de 0,58%. PETRO ON caiu 0,44%, em R$ 38,37. Enquanto a VALE voltava a ser o contraponto positivo da bolsa.

Depois de uma leve realização de lucros na véspera, as ações da mineradora voltaram a atrair compras ontem, mesmo com a queda das commodities metálicas lá fora. As perspectivas positivas para demanda e preços do minério de ferro garantiram o ganho de 0,39% para VALE PNA, a R$ 50,95, e de 0,80% para VALE ON, a R$ 59,35.

Mas o destaque do pregão foram os papéis do PÃO DE AÇÚCAR - que caíram 4,98%, liderando a lista das maiores quedas do índice, com as notícias de que as Casas Bahia
estão revendo os interesses na associação. GOL PN (-3,03%) foi a segunda maior baixa, seguida por TIM Par PN (-2,45%). As maiores altas foram de MMX ON (+4,67%), da
REDECARD ON (+3,2%) e LLX ON (+3,2%). No setor siderúrgico, USIMINAS PNA, com alta de 2,11%, refletiu boas expectativas com o início das negociações para aumentar os
preços do aço, em decorrência dos reajustes do minério de ferro.

O DÓLAR hesitou sobre o rumo a tomar durante todo o pregão, e acabou fechando na mesma cotação da véspera, a R$ 1,7570, depois de uma mínima de R$ 1,7550 e uma
máxima de R$ 1,7680..

NO MAIS
Vale lembrar que teremos neste mês reunião do COPOM, e é forte a expectativa para a alta dos juros básicos, a famosa SELIC, muitos já apostam em aumento de 0,75%....

quarta-feira, 7 de abril de 2010

NUVENS SE APROXIMAM

PessoALL,

Uma notícia veiculada no final da noite de ontem na Bloomberg pode comprometer os prognósticos de mais um dia positivo para os mercados globais... Segundo a agência, um
membro do conselho de política monetária do Banco do Povo, Li DAOKUI, declarou ao China Securities Journal que o BC CHINÊS deve elevar o JURO neste trimestre. Pode
pesar para as COMMODITIES, que ampliaram os ganhos nessa última onda de otimismo com a economia americana. E se pesar para as commodities, pesa para a BOVESPA.

GRÉCIA continua no foco, no dia em que chegam a Atenas representantes do FMI para prestar "assistência técnica" na administração do déficit público. Nesta terça-feira, pesaram notícias de que os bancos gregos estariam sofrendo uma onda de saques. Caíram mal, também, os rumores de que o país resiste à participação do FMI no socorro financeiro acertado com a UE.

A impressão de que o FED não deve retomar tão cedo o aperto do juro também ajudou a inibir ontem parte das perdas do EURO, mas a moeda ainda terminou o dia preocupada com a GRÉCIA, de volta como fator de cautela. Não adiantou o ministro das Finanças, George PAPACONSTANTINOU, negar que Atenas tenha tomado alguma medida com o objetivo de "alterar os termos do recente acordo com o Conselho Europeu sobre um mecanismo de suporte"... Prevaleceram as especulações de que o governo grego estaria tentando excluir o FMI do plano de socorro, para tentar escapar das condições de empréstimos mais rígidas. O EURO caiu a US$ 1,3406.


SELIC NO OLHO DO FURACAO
Cresceram apostas numa alta de 0,75 ponto porcentual na taxa SELIC, agora em abril. Bancos como Santander, Bradesco e BTG Pactual vieram a público, ontem, refazer suas estimativas para o juro, e interferiram no rumo dos negócios.

No Santander, o economista-chefe, Alexandre SCHWARTSMAN, estima não uma, mas duas doses de 0,75 ponto, em abril e em maio.... "Acreditamos que esta estratégia
compensará o tempo perdido com a manutenção da Selic em março, colocando a taxa no caminho que deveria ter prevalecido se o BC tivesse iniciado o ciclo no mês passado", diz o relatório do banco... Schwartsman espera um total de 3,25 pontos porcentuais de ajuste na Selic, este ano. Ou seja, juro de 12%, no final de dezembro.


terça-feira, 6 de abril de 2010

PASSAMOS DOS 70 MIL....

PessoALL,

Nesta segunda-feira, o Ibovespa continuou a se sustentar acima dos 70 mil, seguindo a tendência das demais bolsas internacionais e fechou em alta de 0,22%. O Índice terminou o dia aos 71.289 pontos, com um volume financeiro negociado de R$ 5,300 bilhões.

No mercado internacional destaque para o Payroll nos EUA, onde o número veio abaixo das expectativas em 38 mil postos. A expectativa era de criação líquida de 200 mil postos de trabalho, porém apenas 162 mil foram criados.

No Brasil, destaque para a divulgação do Relatório Focus, que desta vez não veio com muitas mudanças. A modificação principal foi no IPCA para 2010, que foi revisto para cima em 0,02 p.p, para 5,18%.

Dentre as empresas que compõem o índice, destacaram-se positivamente a Gerdau Met PN e TAM PN, cujas altas foram de 1,99% e 1,95%, respectivamente. Já as maiores quedas foram Redecard ON (-2,97%), e LLX LOG ON (-2,71%).

O dólar fechou o dia com desvalorização de 0,40% frente ao real, sendo cotado a R$ 1,762

quarta-feira, 31 de março de 2010

70 MIL O NÚMERO A SER VENCIDO....

PessoALL,

AINDA NÃO FOI DESSA VEZ...
De novo, a BOVESPA começou o dia com a promessa de romper o nível de 70 mil pontos e... NADA. Pela manhã, os investidores chegaram a se empolgar com a notícia de que a VALE conseguiu reajustar o preço do minério de ferro em quase 100% para alguns clientes asiáticos, além de ter imposto contratos com base trimestral. Na máxima intraday, o IBOVESPA conseguiu chegar até os 70.451 pontos, exibindo valorização de 0,73%. Mas no fechamento do dia já tinha neutralizado todo o otimismo, para encerrar o dia praticamente no mesmo lugar de onde partiu: 69.959,58 pontos (+0,03%). Na mínima, bateu 69.750 pontos (-0,27%). O volume financeiro totalizou R$ 5,472 bilhões.

Acabou falando mais alto a cautela com o PAYROLL, que prevaleceu sobre as bolsas em NY, onde o desempenho não foi dos melhores. Também o fato de as ações da VALE já terem antecipado a perspectiva de reajustes vantajosos nas negociações do minério parece ter inibido qualquer entusiasmo maior, embora os papéis da mineradora ainda tenham fechado positivos. VALE PNA teve ligeiro ganho 0,18%, a R$ 49,55, enquanto VALE ON foi mais longe, ampliando a alta em 0,70%, para R$ 57,45 no fechamento.

ENQUANTO A PETRO....
.
Já PETROBRAS continua insegura, diante da indefinição sobre o processo de capitalização da empresa. Nem com a alta do petróleo, os investidores se animaram a comprar os papéis da estatal. O diretor financeiro da empresa, Almir BARBASSA, afirmou ontem que espera receber a aprovação do projeto de capitalização pelo Senado até maio. "É um bom negócio para o País. Estamos correndo contra o tempo", afirmou, acrescentando que isso é uma premissa para que a companhia possa fazer os investimentos previstos entre 2010 e 2014. Próximas da estabilidade, PETROBRAS PN registrou leve queda de 0,29%, a R$ 34,80, e PETRO ON caiu 0,38%, a R$ 39,30.


E NO SEGUNDO PLANO.....
A maior alta do IBOVESPA foi de BRF-BRASIL FOODS ON (+3,55%). O co-presidente do Conselho de administração, Nildemar SECCHES, disse que a companhia já começou a trabalhar no primeiro plano de investimento unificado com a SADIA e PERDIGÃO. A segunda maior alta ficou com CESP PNB (+2,62%) e REDECARD ON (+2,49%).


O JUDAS É A CONSTRUÇÃO CIVIL....
O setor de construção civil continuou liderando as perdas da bolsa nesta terça-feira: MRV ON (-4,92%), PDG REALTY ON (-4,24%) e ROSSI RESIDENCIAL ON (-3,05%).



terça-feira, 30 de março de 2010

VALE OURO

PessoALL,

VALE OURO!
No início da madrugada brasileira, o site da Bloomberg informava que a VALE pôs fim a um sistema que vigorava há 40 anos - de reajuste anual do minério de ferro -, conseguindo estabelecer uma precificação trimestral junto às siderúrgicas asiáticas e emplacando um aumento de 90% nos preços do produto.

A notícia representa uma vitória em relação aos clientes da Ásia, que vinham resistindo à mudança para uma base trimestral, por preferirem a estabilidade de um preço anual (que traz muito menos volatilidade). Segundo o porta-voz da japonesa SUMITOMO METAL INDUSTRIES, a companhia teria concordado em pagar um valor entre US$ 100 e US$ 110 por tonelada de minério no segundo trimestre, a partir da próxima quinta-feira, dia 1° de abril. O valor é quase o dobro do definido no contrato referencial de longo prazo do ano passado. Nada mau, Né?


Ontem, a impressão de que a VALE estivesse próxima de bater o martelo sobre o preço final do minério à ÁSIA induziu as ações da mineradora a um novo rali e ajudou a reconduzir a BOVESPA novamente para perto dos 70 mil pontos. Hoje, se não resolver realizar no fato, quem sabe a bolsa não lance uma investida de vez para esta marca.

Também indicadores econômicos positivos divulgados nos EUA ajudaram a compor o ambiente positivo do dia, que levou o Dow Jones à máxima do ano.

IBOVESPA INDO PARA 70 MIL PONTOS: É LOGO ALI ....

O apetite por risco voltou a dominar as mesas de negócios lá fora e aqui e levou o IBOVESPA a encostar mais uma vez nos 70 mil pontos. O índice encerrou o pregão em alta de 1,83%, aos 69.939,12 pontos, muito perto da máxima de 69.943 pontos. Operando em tempo integral no azul, na mínima, a bolsa se segurou na estabilidade, aos 68.681 pontos (estável). O volume financeiro permaneceu em R$ 5,479 bilhões. Enquanto respiraram aliviados em relação à Grécia, os investidores saíram às compras, elegendo as commodities como alvos favoritos, o que bateu positivamente na VALE e nas siderúrgicas.

No fechamento, VALE PNA registrava valorização de 1,87%, negociada a R$ 49,46,

enquanto o papel ON subia 2,24%, para R$ 57,05. As especulações sobre o reajuste do
minério de ferro tiveram grande parcela de contribuição no otimismo.

E QUAL O POTENCIAL PARA A VALE APÓS O REAJUSTE?
Diante de uma alta próxima de 100% nos preços do minério, muitos já consideram que o valor justo para VALE PNA seria de R$ 55, isto equivale a pouco mais de 10% em relação ao preço de fechamento de ontem, dia 29/03/10.

Ontem, as siderúrgicas ocuparam cinco das seis maiores altas do Ibovespa. A líder foi LLX ON (+5,84%), seguida por USIMINAS PNA (+5,72%) e ON (5,69%), GERDAU PN (+4,7%) e MMX ON (+4,56%). CSN ON subiu 3,45% e METALÚRGICA GERDAU, +4,07%.

E OS PAPEIS DAS CONSTRUTORAS? COMO FICAM?
Reagindo mal à falta de novidades no anúncio do PAC e à concentração ainda maior dos financiamentos nas faixas de renda mais baixa, as construtoras tiveram as maiores perdas. PDG REALTY ON liderou, caindo 4,65% e foi seguida por GAFISA ON (-2,75%) e MRV
(-2,55%). CYRELA ON caiu 1,18%.

E A GRECIA?

O mercado respirou aliviado depois de ver o risco de calote da GRÉCIA afastado, ao menos por enquanto, com o relativo sucesso da emissão de 5 bilhões de euros em bônus de sete anos feito pelo país. Foi a terceira captação grega no ano. A notícia valorizou o euro e também ativos mais sensíveis ao crescimento econômico, como as commodities. Mas como nem tudo é perfeito, a alta taxa de retorno que o país precisou pagar (3,33 pontos acima dos bônus alemães) mostrou que os investidores estão cautelosos. Por isso, o mercado estará atento à demanda nas emissões futuras do país.

sexta-feira, 26 de março de 2010

SAIMOS DO “SE” PARA O “QUANTO”...

PessoALL,

OS JUROS IRÃO SUBIR...
Já sabemos todos que aumento na taxa de juros não é atrativo de forma alguma para Bolsa de Valores.

Depois da Ata do COPOM de ontem não há mais dúvidas quanto ao “se” haverá aumento na taxa básica de juros do Brasil, a SELIC, a pergunta agora é o “quanto” aumentará em abril. Uns dizens 0,50%, mas há quem arrisque 0,75%.

Portanto, diante deste quadro, daqui pra frente, toda a atenção é pouca para os dados de inflação, que farão as expectativas penderem para um ou outro lado. Novos indicadores com potencial para mexer nos juros serão observados semana que vem, quando o mercado espera ver definido também o destino do presidente do BC, Henrique Meirelles, que prometeu pensar no seu futuro este fim de semana.

Hoje, vale lembrar a SELIC está em 8,75% ao ano.

E O DÓLAR?
No câmbio, seja pela pressão das medidas cambiais anunciadas na véspera ou pela influência de mais uma alta da moeda lá fora (ou pelas duas coisas juntas), o Dólar encerrou o pregão cotado a R$ 1,809, com avanço de 0,50%. Entre as novas regras no câmbio, a que mais mereceu atenção ontem foi o aumento de 360 dias para 750 dias no prazo para que o Tesouro antecipe as compras de dólares necessários para honrar seus compromissos

REVERSÃO DE CENÁRIO DE TARDE PARA A BOLSA
O PUDIM AZEDOU à tarde, junto com NY e antes do anúncio do acordo para salvar a Grécia. Faltando menos de duas horas para o final do pregão, a bolsa inverteu o sinal para o negativo, encerrando o dia em queda de 0,68%, aos 68.441,66 pontos. Na mínima, registrou 68.377 pontos (-0,78%) e, na máxima, foi até 69.572 pontos (+0,96%). O giro financeiro totalizou R$ 5,476 bilhões.

Desprezada ontem pelos investidores estrangeiros, as ações da PETROBRAS caíram bem mais do que o petróleo lá fora. No final do dia, Petrobras PNA perdia 2,47%, a R$ 35,20, e PETRO ON (R$ 39,45) recuava 2,11%. Também as ações da VALE pesaram, com a virada para o negativo na reta final do pregão, apesar da valorização dos metais lá fora. VALE PNA fechou em queda de 0,68%, a R$ 48,17, e VALE ON, -0,72%, a R$ 55,30.

O GRÁFICO DO IBOVESPA NÃO FICOU BONITO ONTEM NÃO....



quinta-feira, 25 de março de 2010

O PUDIM AZEDOU

PessoALL,

Nesta quinta-feira, o Ibovespa fechou em queda de 0,61%, após ter passado grande parte do pregão em terreno positivo. O índice fechou aos 68.441 pontos com o volume financeiro da sessão foi de R$ 5,47 bilhões.

No mercado externo, foi divulgada boa noticia em relação a situação de desemprego norte-americana. O número de pedidos de auxílio desemprego no país totalizou 442 mil na semana terminada em 20 de março, contra 457 mil registrados na semana anterior. No Brasil, o IBGE divulgou a taxa de desemprego do mês que apresentou expansão de 0,2 p.p. no mês de fevereiro frente aos 7,2% de janeiro. O índice de confiança do consumidor de março, divulgado pela FGV, apresentou alta de 0,6% ante fevereiro, alcançando 110,9 pontos.

Apesar da melhora em março, o indicador de fevereiro havia apresentado recuo de 2,2% em relação ao mês anterior. Dentre as empresas que compõem o índice, destacaram-se positivamente a Eletropaulo PNB e a PDG Realty ON, cujas altas foram de 2,89% e 1,94% respectivamente. Já as maiores quedas foram Brasil Telecom PN (-5,46%), e Cesp PNB (-3,83%).

O dólar fechou o dia com valorização de 0,50% frente ao real, sendo cotado a R$ 1,809.

quarta-feira, 24 de março de 2010

TODAS AS ATENÇÕES PARA A GRÉCIA E PARA O PREÇO DO MINÉRIO

PessoALL,

Tal como havia comentado, PETRO é a "bola murcha" da hora e a VALE é a "bola cheia"....

VALE OURO!
Ontem, terça-feira, as ações da mineradora seguiram atraindo compras, com os rumores de que o aumento negociado com os asiáticos pode passar de 100%. Confirmados os prognósticos, a receita da VALE seria elevada em US$ 12,8 bilhões, este ano - mais que o dobro do lucro da companhia em 2009. Nada mau, náo é verdade?

Em relatório, o GOLDMAN SACHS reiterou a recomendação de compra para os papéis de VALE, ressaltando que a companhia não tem sido capaz de atender toda demanda.
Por isso, a China não assusta quando acusa a VALE de formar um oligopólio junto com a BHP e a Rio Tinto para o fornecimento de minerais, encarecendo os preços.

Muitos devem se recordar que, no início do mês, a especulação que circulava no mercado era de que, neste ano, o preço do minério de ferro seria reajustado em 60%. Depois,
falaram em 80% e 90%... E quando o investidor achava que estes porcentuais já estavam muito bons para ser verdade, surge o rumor de que a VALE adotou um novo sistema de
precificação, que poderá resultar em uma correção de até 114% no valor dos contratos. A nova metodologia tem como base o preço no mercado spot para reajustes trimestrais.

Segundo informações não confirmadas pela mineradora, o sistema seria adotado a partir de abril, quando vencem os contratos fechados com as siderúrgicas da Ásia.

No início da tarde, a VALE soltou nota oficial dissendo que "não fez qualquer novo comunicado ao mercado de capitais sobre preços de seus produtos". Mas admitiu que "nos últimos tempos" implementou uma nova política comercial, mais flexível quanto à forma de vendas, "uma política que reflete a realidade de mercado e necessidades específicas dos clientes".

Apesar disso, pagando para ver, investidores promoveram uma nova rodada de compras dos papéis da companhia, que voltaram a garantir a BOVESPA - em alta quase o dia todo... Na mínima, tudo o que a bolsa caiu foi 0,19% (68.913 pontos)... Embora não tenha tido força para retomar os 70 mil pontos (na máxima, subiu 0,83%, 69.613 pontos), o IBOVESPA terminou com elevação de 0,50%, aos 69.386,72 pontos. De todo o volume financeiro de ontem (R$ 5,895 bilhões), quase 20% foi girado apenas por VALE PNA, que subiu 2,60%, para R$ 48,55. Terceira melhor alta do índice, VALE ON disparou 3,54% (R$ 55,80).

Nos reflexos do otimismo, as ações de outra mineradora, a MMX, aproveitaram o rali e subiram 5,56% (ON), a maior valorização do dia. Ainda empresas que detêm ativos em
mineração engataram altas expressivas, como a CSN ON (ganho de 4,28%), na segunda colocação do ranking, e a USIMINAS PNA (+2,1%). GERDAU PN subiu menos (+0,30%), enquanto METALÚRGICA GERDAU PN terminou praticamente estável (+0,12%).


E A PETROBRAS?
Confirmando a impressão de que na carteira das BLUE CHIPS os investidores possam estar priorizando a compra de VALE, optando por vender PETROBRAS, as ações da
estatal ampliaram ontem as perdas. PETROBRAS PN fechou em baixa de 1,16%, cotada a R$ 35,82, enquanto os papéis ON caíram 1,6%, a R$ 39,90, apesar da alta do petróleo.


ENQUANTO ISSO, NO REINO DA GRÉCIA....
A difícil situação da GRÉCIA será discutida no encontro de cúpula da União Européia amanhã e sexta-feira, em Bruxelas. A comissão européia ainda tenta vencer a resistência da chanceler alemã Angela MERKEL, que tem descartado a necessidade de discutir um pacote de emergência para o país, por enquanto.

E como se não bastasse, hoje pela manhã, a agência de classificação de risco Fitch Ratings rebaixour a nota da dívida soberana de Portugal. O rating do país foi reduzido de "AA" para "AA-", com perspectiva negativa .

Tudo isso vai contribuir para aumentar a volatilidade no mercado, que segue como a tônica do momento.


terça-feira, 23 de março de 2010

APROVAÇÃO DA REFORMA DA SAÚDE NOS EUA DÁ ÂNIMO À BOLSA

PessoALL,

Ontem, segunda-feira, o Ibovespa seguiu as principais bolsas internacionais e fechou em alta de 0,31%, aos 69.041 pontos. O volume financeiro da sessão foi de R$ 5,1 bilhões.

Nos mercados internacionais, destaque positivo para a reforma no sistema de saúde americano, que na noite de domingo foi aprovada por uma maioria apertada.

Já no mercado interno, foi divulgado o Boletim Focus e dados sobre a balança de pagamentos de fev/10. O Focus veio com uma alteração para cima do PIB, para 5,5%, e para baixo do câmbio, para 1,80. Com excessão destas, não teve mais grandes alterações.

Por conta da queda do petróleo não permitiu a PETROBRAS de reagir ao lucro acima do previsto, embora as perdas tenham sido zeradas no fechamento..Já a VALE garantiu a
BOVESPA, desprezando os metais para operar a perspectiva de um ótimo reajuste do preço dos minérios. Ainda assim, o índice da bolsa continua longe dos 70 mil.

No melhor momento do dia de ontem, tudo o que a bolsa conseguiu subir foi 0,42%, aos 69.121 pontos, para fechar com alta modesta de 0,31%, aos 69.041,73 pontos. Com efeito potencializado pelo volume financeiro mais fraco, de R$ 5,072 bilhões, a volatilidade deixou a sua marca, chegando a derrubar o mercado para baixo dos 68 mil pontos (a 67.899) na mínima intraday (-1,35%). Não fosse a VALE para salvar a pátria e não tivessem as bolsas em NY e o petróleo recobrado as suas perdas iniciais, as coisas por aqui poderiam ter sido bem mais difíceis.

Dentre as empresas que compõem o índice, destacaram-se positivamente a JBS ON e MRV ON, cujas altas foram de 4,49% e 2,80%, respectivamente. Já as maiores quedas foram Klabin PN (-5,03%), e Eletrobras PNB (- 2,11%).

VALE MELHOR QUE PETRO

Não é difícil que muitos investidores tenham optado, ontem, por um revezamento entre as BLUE CHIPS, vendendo PETRO para comprar VALE, ainda mais agora que vai se
esgotando o prazo final para o reajuste dos contratos do minério de ferro, dia 1º de abril.

Confiante de que consiga emplacar uma "bolada" nas negociações com os chineses, a mineradora brasileira vem despontando na preferência do mercado. Ontem, passou por
cima da queda dos metais lá fora e ajudou a garantir a bolsa. A ação de VALE PNA subiu 1,11%, para R$ 47,32, e VALE ON fechou a R$ 53,89, com valorização de 1,35%.

INVESTIDORES TOMAM FUMO COM OSX DE EIKE
Decepcionados com o IPO, investidores mandaram vender OSX, que caiu 12,50%, para R$ 700, na sua estréia na bolsa. Apesar disso, o Midas EIKE Batista reagiu em entrevista coletiva às críticas de que as companhias controladas por ele ainda não produzem. Afirmou que suas empresas "são vento que vão se transformar em ouro".

E O PRÉ-SAL?
Vale lembrar que os quatro projetos, inclusive o que prevê a CAPITALIZAÇÃO de Petrobras, já estão em regime de urgência no Senado. Têm, agora, 45 dias para serem votados.

CÂMBIO
O dólar fechou o dia com desvalorização de 0,06% frente ao real, sendo cotado a R$ 1,80.

VIDA QUE SEGUE...

Seja como for, a volatilidade deverá permanecer nos próximos dias, com a GRÉCIA no foco, até a reunião da Comissão Européia na quinta e sexta-feira, em Bruxelas.


sexta-feira, 19 de março de 2010

INDIA SOBE SEUS JUROS E BOLSAS CAEM...

PessoALL,

Renda Variável, via de regra, BOLSA não fica atraente com o aumento da taxa de juros...

Ontem, foi a GRECIA. Hoje, foi a INDIA quem deu o tom ao anunciar o aumento de seus juros....

O Banco da Reserva da Índia surpreendeu os mercados com um aumento nas taxas de juro de referência da economia em 0,25 ponto porcentual, citando a necessidade de ancorar as expectativas inflacionárias. Vale dizer que  Índia é um grande consumidor de ouro, outros metais e commodities em geral.

Sendo assim, VALE e PETROBRAS por aqui sentiram o tranco....e  a BOVESPA desceu a ladeira dos 69 mil pontos...

O Dolar, por sua vez, voltou a encostar na casa dos R$ 1,80...

Nao podemos esquecer que nesta ultima reuniao do COPOM, houve uma divisao de opinoes, e tudo indica que apesar da SELIC seguir em 8,75% ao ano, para ABRIL teremos o 1o. aumento depois da crise financeira de 2008.








quinta-feira, 18 de março de 2010

PRESENTE DE GREGO

PessoALL,

não adiantou o COPOM a SELIC  manter em 8,75% ao ano...

A GRECIA deu o tom dos mercados hoje....

Após dias sem influenciar a bolsa brasileira, a situação fiscal da Grécia voltou a pesar na decisão dos investidores. Durante o dia, o Ibovespa inverteu tendência de alta, ofuscando a manutenção da taxa básica de juros em 8,75% ao ano, anunciada ontem pelo Banco Central (BC). Ao final da sessão, o índice recuou 0,04%, aos 69.697 pontos. O giro financeiro da bolsa ficou em R$ 5,66 bilhões. 

O primeiro-ministro grego Georges Papandreou pediu nesta quinta-feira que a União Europeia chegue a um acordo na próxima semana sobre um mecanismo de ajuda financeira a seu país.  O TEMOR é que a GRECIA esteja jogada a própria sorte...

Além disso, indicadores norte-americanos também não ganharam força no desempenho nas principais bolsas mundiais, pois vieram dentro do esperado. Os novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos (initial claims, em inglês) recuaram 5 mil na semana encerrada dia 13 de março. O número de solicitações ficou em 457 mil. 

Já o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) norte-americano registrou estabilidade em fevereiro de 2010. Em janeiro, o indicador subiu 0,2%. E o nível de atividade industrial na região da Filadélfia nos Estados Unidos marcou 18,9 pontos em março deste ano, superando as estimativas dos analistas. No mês anterior, o índice estava em 17,6 pontos.

E por fim, o índice que avalia os indicadores antecedentes dos Estados Unidos apresentou crescimento de 0,1% em fevereiro de 2010, quando comparado com o mês anterior. Em janeiro, o índice registrou expansão de 0,3%.

Internamente, o Ibovespa foi puxado pelas as ações relacionadas as commodities, principalmente pelas blue chips Vale (PNA) e Petrobras (PN). O euro perdeu força frente ao dólar e isso penalizou as matérias-primas. No término, as ações da mineradora perderam 0,65% e da petrolífera caíram 0,34%.


quinta-feira, 11 de março de 2010

PIB CAI 0,2% - PRIMEIRA QUEDA DESDE 1992

PessoALL,

Por mais que o governo desejasse não foi possível esconder a retração da economia em 2009, ocasionada pela crise que se instaurou desde outubro de 2008.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil caiu 0,2% em 2009, para R$ 3,143 trilhões .

Este é o primeiro resultado negativo desde 1992, quando a variação foi de -0,5%. No quarto trimestre, porém, a economia expandiu-se 2% em relação aos três meses imediatamente anteriores, segundo informações divulgadas a pouco, nesta quinta-feira, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Vale lembrar que o  PIB nada mais é do que a soma de todos os bens e serviços produzidos em um país durante determinado período.

Outro sinais de que a crise nos atingiu em cheio foi que a taxa de investimento na economia brasileira no ano passado, que ficou em 16,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Esta foi a menor taxa desde 2006, quando equivaleu a 16,4%.

Por sua vez, vale dizer que a taxa de investimento corresponde ao percentual que a formação bruta de capital fixo (FBCF) representa do PIB.

Ainda neste tom cinzento, o IBGE apontou ainda que a taxa de poupança correspondeu a 14,6% do PIB, a menor marca desde 2001 (13,5%).


sexta-feira, 5 de março de 2010

Semana volátil para as bolsas



PessoALL,

A primeira semana "oficial" (pós-carnaval) começou animada com notícias sobre um possível pacote de ajuda à Grécia de € 30 bilhões e com a divulgação de indicadores antecedentes de atividade melhores, tanto na Europa quanto na China.

No entanto, ao longo da semana, divergências no bloco Europeu minaram parte do bom humor de mercado que apenas foi restabelecido após a confirmação de que o governo grego conseguiu, com sucesso, emitir títulos com 10 anos de prazo, a uma taxa ligeiramente superior aos títulos atualmente disponíveis no mercado e com uma demanda pelo leilão três vezes superior à oferta.

Nesta sexta-feira, foi o tão aguardado relatório sobre o mercado de trabalho norte-americano que conseguiu de fato restabelecer a tendência positiva para os mercados. Segundo o relatório de fevereiro, houve 36 mil demissões líquidas no mês, valor bem superior à mediana das expectativas de mercado que estavam em queda de 70 mil. A taxa de desemprego, apesar de ter ficado estável em 9,7%, não se elevou como o esperado pelo mercado. Nesse sentido, os dados corroboram uma recuperação da economia norte-americana, mesmo que em ritmo lento. Isso traz a sensação de que podemos ter juros baixos por um tempo maior. O que é muito bom pra BOVESPA!

No mercado interno, apesar dos dados de desaceleração da inflação, principalmente sobre produtos e serviços básicos, e da sinalização de acomodação da indústria em janeiro, a pesquisa FOCUS indicou a continuidade no aumento das expectativas de inflação para 2010, que agora se encontram perto de 5%, acima do centro da meta do Banco Central de 4,5%. O mercado de juros segue precificando que existe uma probabilidade significativa de aumento da taxa Selic já em março.


O QUE VEM POR AÍ....

A próxima semana traz uma agenda de indicadores econômicos de grande importância, tanto no Brasil como nos Estados Unidos e Europa.

No Brasil, o fato mais esperado é a divulgação do PIB do quarto trimestre, mas ao longo da semana, teremos a divulgação das vendas no varejo, produção industrial regional, IGP-DI de fevereiro e também as primeiras prévias de inflação do mês de março.

Nos EUA, a agenda concentra indicadores de grande relevância para o mercado. Os maiores destaques da semana são os números de vendas a varejo de fevereiro e balança comercial de janeiro. Ainda conta com estoque de empresas, orçamento mensal e a pesquisa de confiança do consumidor de Michigan.

Na Europa, uma agenda de pouco indicadores, mas de grande peso. Os principais destaques  serão as divulgações das produções industriais da França, Alemanha, Reino Unido e a Zona do Euro. E ainda, o relatório mensal do Banco Central Europeu e a pesquisa Sentix de confiança do investidor.

Próximo teste da BOVESPA em 71 mil pontos!


ÍNDICES

IBOV

3,52%

S&P

3,10%

Dow Jones

2,33%

Nasdaq

3,85%

MAIORES ALTAS IBOVESPA

FIBR3

10,23%

BTOW3

8,11%

NETC4

7,79%

VALE3

7,63%

NATU3

7,34%

MAIORES BAIXAS IBOVESPA

TAMM4

-5,49%

CSAN3

-4,97%

LLXL3

-4,30%

GOLL4

-3,46%

LIGT3

-1,88%

 





 


sábado, 13 de fevereiro de 2010

Mero Alívio ou retomada?

PessoALL,

As principais bolsas terminam a semana em território positivo, com os investidores animados com o plano de ajuda da União Europeia à Grécia. 

Segundo o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, o Banco Central Europeu (BCE) e a Comissão Europeia irão juntar forças para monitorar a Grécia e para redigir "medidas adicionais necessárias" para manter a estabilidade na zona do euro. 

As principais bolsas terminam a semana em território positivo, com os investidores animados com o plano de ajuda da União Europeia à Grécia. 

Segundo o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, o Banco Central Europeu (BCE) e a Comissão Europeia irão juntar forças para monitorar a Grécia e para redigir "medidas adicionais necessárias" para manter a estabilidade na zona do euro. 

No entanto, a questão continua em aberto e deve seguir como destaque nas próximas  semanas. 

Nesse sentido, o Euro deve continuar pressionado, em especial, por que uma das principais consequências do agravamento do endividamento europeu será um crescimento econômico menor, dado a necessidade de um ajuste fiscal à frente. Na manhã desta sexta-feira, a divulgação do produto interno bruto (PIB) da região ratificou essa percepção. A zona do euro perdeu força no quarto trimestre de 2009, quando a economia cresceu apenas 0,1 % sobre os três meses imediatamente anteriores, abatida pela fraca performance da Alemanha. Em 2009, como um todo, o PIB recuou 4%. 

Nos EUA, a novidade veio do presidente do Fed, que deixou claro que o momento de iniciar o aperto monetário ainda está um pouco longe, mas pode começar a retirar os enormes estímulos para a economia, removendo, em primeiro lugar, um pouco da liquidez do sistema financeiro, para, só depois, subir o juro.  Apesar de Ben Bernanke ter deixado claro que esse ajuste não é para agora, o anúncio pode ser compreendido como uma sinalização importante. 

Nesta semana, também foram destaque a divulgação de uma bateria de dados na China, sendo a principal notícia a decisão do Banco Central da China em elevar o depósito compulsório dos bancos do país em 0,50%.  A decisão, dentro do nosso entendimento, corrobora o cenário de crescimento robusto para emergentes. 

No Brasil, as atenções continuam voltadas para os juros e, principalmente, para os dados de inflação corrente que continuam a apontar importantes pressões. Mesmo sabendo que os três primeiro meses do ano são sazonalmente piores para preços, os dados continuam surpreendendo os analistas. Segundo a pesquisa Focus do BC divulgada no início da semana, a mediana das expectativas para a inflação ao consumidor no ano já ultrapassou o centro da meta e hoje está em 4,73%. Os números de atividade, apesar de ligeiramente mais fracos do que no último trimestre do ano, continuam também sinalizando uma atividade corrente forte, como apontou o dado de utilização da capacidade instalada medida pela CNI, que em janeiro ficou em 81,7% da capacidade total, nível já elevado. 

Dentro desse contexto, o mercado externo continua a nortear a mercado doméstico, sendo que a Europa continua no centro das discussões.


QUANTO AO IBOVESPA
Apesar do "repique", segue no canal de baixa, com resistência aos 67346 ptos e suporte aos 61341ptos. Graficamente, há de se aguardar um pivot de alta para confirmar uma reversão da tendência. Por outro lado, caso perca os 61341 ptos, pode fazer novas mínimas.

 

 
 


A próxima semana reporta uma agenda tranquila no Brasil  em termos de indicadores econômicos. Por outro lado, nos Estados Unidos e Europa  alguns dados de maior relevância serão divulgados. 

No Brasil, a semana trará as divulgações das segundas prévias de inflação do mês de fevereiro, com destaque para o IGP-M. Além disso, na quinta-feira será divulgado o fluxo cambial do BC, referente a segunda semana de fevereiro. 

Nos EUA, a agenda concentra indicadores importantes. Os maiores destaques da semana são os números de produção industrial, utilização da capacidade instalada, índice de preços de janeiro do produtor e consumidor . Além disso, de importância relevante,  a ata do FOMC será divulgada no final da tarde de quarta-feira. 

A Europa tem a agenda cheia, no entanto, com indicadores de menor importância na comparação com a semana anterior. Os principais destaques serão as prévias dos PMI´s da Zona do Euro, a divulgação da pesquisa de sentimento econômico e a prévia da confiança do consumidor de fevereiro. A semana conta ainda com os dados de conta corrente e balança comercial da região do euro. O Reino Unido divulgará  a ata do banco Central Inglês. 



sábado, 6 de fevereiro de 2010

CUIDADO PORQUE NINGUEM SABE O FUNDO DO POÇO....

PessoALL,

 

A queda recente das bolsas mundiais trouxe de volta o velho binômio: euforia x desespero. Como já dizia São Tomas de Aquino, a virtude esta no meio. Pena, porem, que em se tratando de bolsa de valores as coisas dificilmente sejam assim.

Passado olho do furacao da crise financeira instaurada em 2008, surge a pergunta: o que mudou de la pra ca? Bom, primeiro que tivemos uma recuperação em 2009 das bolsas mundiais, em especial dos paises emergente, muito acima do esperado. E o mais importante ao meu ver: não há almoço de graça!!

 

Permitam-me explicar melhor...

Ora, de onde vocês pensam que veio toda a montanha de dinheiro necessária para cobrir os rombos provocados pelas hipotecas furadas nos EUA, e dos Grandes Bancos de Investimento? Fácil responder não? Dos cofres públicos de diversos paises, quer sejam os EUA ou os PIGS, o resultado é o mesmo: aumento do déficit fiscal!

 

E AGORA?

Agora parece que o mercado se deu conta disso, e não ta mais muito afim de financiar a Península Ibérica (Portugal e Espanha).

Vale Lembrar que em 1992 houve o famoso Tratado de Maastrich, que para a Zona do Euro limitava o Deficit Fiscal dos paises membros em 3% do PIB, hoje não preciso dizer que os PIGS mais que estouraram este limite...

Não menos importante é dizer que antes quebraram empresas, bancos, agora é mais complicado estamos falando de paises! Dá para imaginar o estrago e o efeito cascata se o mau humor virar pessimismo, não? 

Caso a situação se agrave, veremos muita sangria nas bolsas mundiais, o dólar rompendo facinho a casa dos R$ 2,20, a taxa de juros aumentando (apesar de já sermos a maior taxa de juros real do mundo), e tudo isso em um ano de eleição presidencial e copa do mundo, é muita coisa junto não?

Enfim, recomendo a todos o que vovó já me dizia há tempos: Meu filho, prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém! Portanto, cuidado com a ganância e a vontade louca de aproveitar a queda, porque pode ser que o pior esteja por vir, ou não, como diria Caetano Veloso.

 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

SUSPEDAM A FEIJOADA, OS PORCOS ESTÃO DANDO O QUE FALAR....

PessoALL,

Os PIGS, já postei sobre eles anteontem, seguem dando o que falar... e foram o motivo da queda generalizada das bolsas no mundo hoje, dia 04-fev-10.

Os "credit-default swaps" em Portugal e as dividas do governo Espanhol atingiram hoje 211 e 164 basic points. Entretanto estes níveis encontram-se abaixo dos 415 basic points que custou assegurar o default grego.

Na Irlanda de acordo com um artigo da revista "The Economist" desta semana a recessão já acabou. Os CDS da divida Irlandesa se estabilizaram desde Outubro de 2009, diferentemente do que acontece com Espanha, Grécia, Itália e Portugal.

Ate o momento o risco soberano não apresentou impacto nos bonds corporativos. Não houve aumento significativo de risco nos prêmios corporativos.

Os riscos soberanos neste momento ainda são gerenciáveis. Quando não forem mais e as dividas soberanas apresentarem realmente um RISCO para os mercados financeiros globais o preço do ouro irá disparar!

Vimos, recentemente, a China fazer uma pausa nos empréstimos no final de Janeiro/2010. Os bancos Chineses excederam seus empréstimos em mais de 1.5 trilhões de yuan (219,7 bilhões de dólares)
em Janeiro.

Em um mês os bancos emprestaram 20% da quota de novos empréstimos de $7.5 trilhões, estipulada pelas autoridades Chinesas neste ano. A quota de 7.5 trilhões de yuan em novos empréstimos
representa 20% de aumento em credito num único mês. Assim sendo, estamos bem longo de uma política restritiva de credito.

Mercados, em geral, tendem a seguir com mau humor amanhã, até porque é pouco provável que alguém queira dormir comprado neste final de semana depois da sangria de hoje...