segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Construção em Ritmo Forte

A oferta e a demanda de imóveis estão se ampliando a ponto de especialistas já falarem em “boom” da construção civil e no “melhor momento do setor desde o Plano Real”, conforme reportagem publicada segunda-feira no Estado. O mais importante é que a oferta tende a atender às faixas da população de baixa renda.

Os recursos para a atividade provêm de várias fontes. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, calcula que R$ 40 bilhões serão injetados na construção civil em 2006. Cerca de R$ 9 bilhões virão do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), ou seja, das cadernetas de poupança; R$ 5 bilhões corresponderão a financiamento próprio das construtoras; e R$ 26 bilhões serão recursos das pessoas que constroem por conta própria.


A esse montante se acrescentarão os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), administrados pela Caixa Econômica Federal (CEF). Maior agente do crédito imobiliário, a CEF deverá liberar mais de R$ 9 bilhões do FGTS, em 2006, o dobro dos R$ 4,5 bilhões aplicados em 2004.A construção civil responde à oferta de crédito. Excluída a autoconstrução, sobre a qual os dados não são precisos, o número de unidades financiadas atingiu 393.700, em 2005, saltando para 421.083 nos primeiros nove meses deste ano. Mantido o ritmo no último trimestre, o número de financiamentos de 2006 ficará próximo do recorde histórico de 1980, quando 627 mil unidades foram financiadas pelo SBPE e pela CEF.


Além disso, a atividade da construção civil começa a se desconcentrar. A CEF aumentou de 1.936 para 4.592, em dez anos, o número de municípios onde realiza operações de crédito imobiliário. O ritmo de crescimento do volume de empréstimos imobiliários no interior é três vezes superior ao registrado nas capitais, segundo a Caixa. E o Secovi, de São Paulo, registrou aumento de 21,8% nas vendas, entre 2005 e 2006, um ritmo só inferior ao de 1994, no auge do Plano Real.


domingo, 26 de novembro de 2006

COPOM (28 e 29/11): Previsão para Selic é de 13,25%

Maioria espera novo corte de 0,5 ponto na 4ª-feira.

Que o corte da Selic virá na próxima quarta-feira, é certo. Mas, às vésperas da última reunião do Conselho de Política Monetária (Copom) do ano, o mercado financeiro está mais propenso a acreditar que o Banco Central (BC) dará continuidade ao ritmo das últimas reduções.

De 51 instituições financeiras consultadas pela Agência Estado, 40 prevêem que o corte será de 0,5 ponto porcentual, como ocorreu nas últimas quatro reuniões do Copom. Se a maioria estiver certa, a Selic encerrará 2006 em 13,25% ao ano.

[ clique aqui para ler a materia completa ]

sábado, 25 de novembro de 2006

Agenda de Indicadores


Para acompanhamento dos principais indicadores na ultima semana de Novembro....

CLIQUE na figura (para visualizar em tamanho maior) ou acesse o link abaixo.



Curso Interativo GRATUITO sobre Gráficos


Vai aí uma dica macetosa!

Pessoal: este é um curso introdutório muito interessante: Acesse clicando diretamene na figura ou pelo link: http://www.universia.com.br/supertrader/graficos/

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Rodobens decide abrir o capital

Abrir capital virou o TEMA DA MODA...

A da Ecodiesel, como se previa, não foi muito bem até agora.. saiu a R$ 12 o papel e hoje fechou em 11,40....

A Odontoprev ainda recebe solicitações até o dia 28/novembro....


E mais uma caminho...


A Rodobens Negócios Imobiliários se prepara para estrear na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A empresa vai emitir no mínimo 14,8 milhões de ações ordinárias (ON) e deve listar os papéis no Novo Mercado, segmento para as empresas com as práticas mais elevadas de governança corporativa. O JP Morgan será o coordenador da operação.


A Rodobens Negócios Imobiliários é conhecida no mercado por seus dois sistemas de financiamento de imóveis: o Sistema Fácil e o Plano Único, ambos em parceria com o Unibanco. Só o primeiro já financiou mais de 7,5 mil imóveis residenciais. O financiamento é feito "sem burocracia ou comprovação de renda", segundo a página da empresa na internet.


Nos últimos meses, várias empresas do setor imobiliário lançaram ações na Bovespa, procurando captar recursos para o esperado boom de crescimento do setor. Com o pacote de incentivo do governo, o aumento do interesse dos bancos no crédito imobiliário e a expectativa de maior crescimento da economia, os empresários do segmento estão otimistas após anos de estagnação.

Operando ações: sem psicologia das negociações é impossível obter sucesso

Postei este artigo porque resume bem o tema...

Afinal... "para quem não sabe onde quer ir, qualquer vento é favorável!".


Fonte: Infomoney.


Grande parte dos investidores chega ao mercado de ações com planos já confeccionados, com poucas noções de psicologia das negociações e de gestão do dinheiro. A maioria depreda seu patrimônio e foge correndo. Outros, mais afortunados, continuam jogando, em busca de entretenimento.


Em seu livro Aprenda a Operar no Mercado de Ações, Alexander Elder, operador profissional e psiquiatra radicado nos Estados Unidos, defende que os operadores bem-sucedidos devem transpor várias barreias elevadas - e prosseguir na corrida de obstáculos. "Só ganha quem tem conhecimento e disciplina", enfatiza.


Elder avalia que a intensidade do treinamento depende do emprego almejado. "Se você quiser ser faxineiro, uma hora de treinamento pode ser suficiente. Já se, por outro lado, você quiser realizar cirurgias, terá de aprender muito mais".


Em relação à disciplina, o especialista completa que desenvolver, testar e seguir seu sistema de negociação é aprender a entrar e sair dos mercados em resposta a sinais predeterminados, em vez de saltar para dentro ou para fora ao sabor de impulsos.


Quais serão as metas e estratégias a serem usadas?

Por exemplo, você compra 500 ações da Petrobras. Embalado por boas notícias, os papéis sobem 10% em uma semana, proporcionado ganhos similares a sua remuneração salarial mensal. Qual sua reação? Será que vale a pena vender e realizar lucro? Ou será melhor comprar mais e aumentar as perspectivas de ganho?


Outro exemplo, você liga seu computador em uma bela tarde e vê que seus papéis perderam 4% de seu valor. Seu estômago dá um nó, você se inclina sobre a mesa e, dominado pela ansiedade, sente toda tensão do momento.


Duas perguntas importantes precisam ser respondidas: "qual é a minha meta de lucro?" e "como proteger meu capital?". Ressaltando que o único motivo racional para se operar nos mercados é ganhar dinheiro, o experiente Elder conta que os operadores bem-sucedidos já sofreram duros golpes, mas aprenderam com seus erros e não voltaram a repeti-los.


Siga sempre o plano!

Em primeiro lugar, Elder ressalta que os perdedores adiam o reconhecimento das perdas. Já os vencedores aceitam os prejuízos ocasionais, os absorvem e seguem em frente. "Os operadores ruins compram a 35 e colam stop a 32. A ação chega a 33 e ele recua seu stop para 30. Esse é o erro fatal - transgrediu sua disciplina e violou seu próprio plano".


A única forma de descobrir se suas operações estão sendo bem realizadas é manter bons registros, sobretudo um Diário de Operações e uma curva patrimonial. "Caso o ângulo de sua curva patrimonial incline para cima, com poucas guinadas para baixo, você estará em uma posição confortável. Caso contrário, estará fora de sintonia com o mercado e se sabotando".


Por fim, Elder reitera que o bom operador assume total responsabilidade pelos resultados de todas as suas operações. "Você não pode culpar os outros por tirar seu dinheiro. Você precisa melhorar seus planos de operação e seus métodos de gestão do dinheiro. Isso levará tempo e exigirá muito estudo e disciplina".

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

BOVESPA TEM SUPERÁVIT DE ESTRANGEIROS DE R$421,3 MI EM NOVEMBRO

Lembram-se do post sobre a correlação do saldo de investimento estrangeiro e a bovespa, não?
Então leia e entenderá:http://bussoladefinancas.blogspot.com/2006/11/correlao-estrangeiros-bovespa.html

A Bolsa de Valores de São Paulo registra saldo positivo de estrangeiros de R$ 421,3 milhões em novembro, até o dia 17. No acumulado do ano, no entanto, o saldo ainda está negativo em cerca de R$ 375 milhões.

Nos primeiros 17 dias deste mês, o principal indicador da Bovespa acumula alta de 4,5%. Em 2006, o ganho é de 22,6%.


"THERE IS NO LUNCH FOR FREE"....

SUBMARINO & AMERICANAS...

Americanas.com e o Submarino, as maiores empresas do comércio eletrônico brasileiro, devem anunciar nos próximos dias a fusão de suas operações. Segundo EXAME apurou junto a altos executivos do varejo brasileiro, as negociações estão na reta final, e o valor da transação pode chegar a 7 bilhões de reais.

A empresa será listada em bolsa e se tornará a maior varejista do Novo Mercado, com faturamento superior a 2 bilhões de reais anuais. Pelas regras de governança atuais, o negócio terá de ser aprovado pelos acionistas do Submarino em assembléia.

Nos últimos dias, as ações da Lojas Americanas, controladora da Americanas.com, e do Submarino vêm apresentando forte oscilação. Os papéis do Submarino acumulavam alta de 10% nos últimos sete dias, e as ações da Lojas Americanas, 5%.

Nesta quarta-feira, os rumores de uma fusão entre as duas companhias já chegavam às mesas de operação das principais corretoras do país. Grandes fornecedores ouvidos por EXAME também davam como certo o negócio. Procurada, a Americanas não quis comentar a transação. O Submarino negou.
A fabricante de computadores Positivo, líder de mercado no Brasil, anunciou hoje que planeja fazer uma oferta de 21,95 milhões de ações ordinárias (com direito a voto) que começariam a ser negociadas em Bolsa no próximo mês.

As ações serão ofertadas por entre R$ 17,50 e R$ 23,50 cada, segundo estimativa da empresa. Caso todos os papéis sejam vendidos por R$ 23,50, a Positivo levantaria R$ 516 milhões com a oferta.Os bancos UBS e Pactual vão coordenar a oferta, que valerá para grandes e pequenos investidores no Brasil e nos Estados Unidos.Os interessados deverão reservar os papéis até 6 de dezembro.


A previsão é de que as ações comecem a ser negociadas na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) no dia 11 e a liquidação financeira ocorreria no dia 13. Investidores não-institucionais poderão comprar um mínimo de R$ 1.000 e um máximo de R$ 300 mil em ações da empresa.A empresa pediu registro de companhia aberta para a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) no final de setembro --esse é o primeiro passo para a negociação dos papéis no mercado.

O grupo paranaense Positivo nasceu há mais de 30 anos como uma empresa de educação (atualmente tem colégios, cursinhos, escolas de língua e faculdades), mas hoje também produz bens de informática (venda de computadores) e edita livros (principalmente didáticos).A Positivo Informática, que vai abrir o capital, vendeu 161 mil computadores (desktops e laptops) apenas no primeiro trimestre deste ano, o que lhe garantiu a liderança do setor no Brasil, segundo a consultoria IDC.

No ano, a empresa planeja vender 700 mil computadores, contra 23 mil em 2003. Se alcançar esse percentual, a empresa terá 10,8% do mercado brasileiro de informática.Segundo o IDC, 6,5 milhões de computadores devem ser vendidos neste ano no país, o que representaria uma alta de 18% sobre o ano passado.

Com a fabricação máquinas mais baratas que de outras empresas multinacionais, a Positivo conseguiu conquistar clientes da classe B e C que há alguns anos não consumiam computadores. Assim como outras empresas do setor, a Positivo também foi beneficiada pelo pacote de incentivos divulgado pelo governo federal no ano passado, que isentou de PIS e Cofins os computadores de até R$ 2.500, além de liberar várias linhas de crédito para o consumo desses bens por meio de bancos públicos.

Com o dinheiro levantado com a venda de ações, a Positivo espera financiar sua expansão sem elevar demais o endividamento do grupo.

Depois de oferta conturbada, ações da Brasil Ecodiesel estréiam em leve queda

Depois de uma oferta pública tumultuada, as ações ordinárias da Brasil Ecodiesel, negociadas no Novo Mercado, sob o código ECOD3, marcaram sua estréia na Bovespa com leve queda nesta quarta-feira.

No primeiro negócio estes papéis eram cotados a R$ 12,70, ou seja, uma expressiva valorização de 5,83%. Durante o pregão, porém, as ações da empresa foram perdendo o fôlego e encerraram em baixa de 0,08%, cotadas a R$ 11,99, depois de 4.852 negócios, que movimentaram R$ 73,3 milhões.
Na máxima da sessão, o ativo chegou a ser negociado a R$12,84, valor que implicou em uma valorização de 7% em relação ao preço inicial.

Ajuste de preços após oferta conturbadaFixado pelo mecanismo de bookbuilding, a cotação inicial dos papéis ficou em R$ 12,00.Este preço ficou abaixo do intervalo estimado pelos coordenadores da oferta, que esperavam um valor entre R$ 17,00 e R$ 22,00, pressionado por rumores quanto ao controle da empresa, que levaram investidores institucionais e de varejo a retirarem seus pedidos de reserva.

terça-feira, 21 de novembro de 2006

E por falar em BIODIESEL

Amanhã (22/11/06) é o Grande Dia....

O bookbuilding da oferta de ações da Brasil Ecodiesel Indústria e Comércio de Biocombustíveis e Óleos Vegetais S.A, realizado em 09/11/2006, fixou o preço em R$ 12,00 por ação.


O rateio efetuado em 21/11/2006 foi sucessivo e igualitário, estipulando um valor de corte de R$ 4.068,00 para os pedidos de reserva na oferta de varejo, o que corresponde a 339 ações.


Portanto, os pedidos de reserva dos investidores de varejo que permaneceram na Oferta foram atendidos integralmente até o valor de R$ 4.068,00.


As “Pessoas Vinculadas” foram incluídas na oferta. A liquidação financeira ocorrerá no dia 22/11/2006.


O início da negociação das ações ocorrerá dia 22/11/2006. O código do papel é ECOD3.


E por falar nisso...


GOLL4


Você tem estômago e não precisa de dinheiro no curto prazo... a GOL está cada vez mais interessante... É certo que tudo é cíclico, portanto o tráfego aéreo vai se estabilizar e a GOLL4 tem sido muito castigada....

Isto sem contar que o petróleo pode cair mais um pouco, e se estabilizar na casa dos US$ 60 já tá bom....










segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Novas IPO´s a caminho....

Fiquemos atentos....


Acesso direto via CVM....





LINK: http://www.cvm.gov.br

Como lucrar com empresas novatas na Bovespa

Materia do portal EXAME de hoje (20/11/06)... Vale a pena ler e refletir... até porque outras IPO´s estão a caminho.... Umas dão muito certo.. Já outras como Grendene e UOL.. nem te conto....


Investidores que participaram de ofertas públicas iniciais nos últimos dois anos tiveram ganhos superiores ao triplo do valor aplicado, mas é preciso ficar atento aos riscos do negócio

Por Francine De Lorenzo
EXAME

Quem acreditou que, mesmo após o estouro da bolha em 2001, a internet iria vingar - e investiu suas economias nas ações do Google - está rindo à toa. Desde sua estréia na Nasdaq, a bolsa eletrônica americana que reúne empresas de tecnologia, em agosto de 2004, os papéis do maior site de buscas do mundo já se valorizaram 586%, saindo de 85 dólares na oferta inicial para 498,79 dólares na última sexta-feira (17/11).


Ao contrário do que muitos pensam, oportunidades como esta não são exclusividade dos mercados americanos. Resultado semelhante tiveram os investidores que apostaram no aquecimento do mercado imobiliário brasileiro e participaram do IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial) de sete construtoras que abriram capital nos últimos meses – Gafisa, Company, Abyara, Rossi Residential, Cyrela, Klabin Segall e Brascan Residential. Os ganhos chegaram a 290% sobre o valor da oferta inicial.


Mas não foram só as companhias do setor imobiliário que ofereceram bons retornos. As ações da Natura, por exemplo, já subiram até 472% desde que começaram a ser negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), em maio de 2004.


Desde então, cerca de 30 empresas realizaram ofertas públicas iniciais de ações, movimentando aproximadamente 20 bilhões de reais. Aos pequenos investidores, as companhias costumam reservar entre 20% e 30% dos papéis ofertados no IPO, garantindo, assim, o acesso das pessoas físicas ao investimento. Para participar de um IPO, o investidor pessoa física precisa cadastrar-se junto a uma corretora autorizada pela Bovespa. É ela que vai intermediar o negócio na Bolsa.


Os pedidos de compra podem ser feitos por telefone ou pela internet. Durante o período de reserva, que consta no prospecto da oferta pública, os investidores entram em contato com a corretora na qual possuem cadastro e solicitam a compra. Como durante o período de reserva ainda não é sabido o valor pelo qual serão negociados os papéis – o preço é fixado apenas na véspera do dia do IPO – os pedidos são feitos em reais, e não pela quantidade de papéis. Assim, o investidor pode solicitar à corretora que compre 10 000 reais em ações, por exemplo. O custo da operação para o investidor restringe-se ao valor das ações, uma vez que a comissão de corretagem é paga pela empresa que vai lançar os papéis na Bolsa.


Mas nem sempre é bom negócio participar de uma oferta pública inicial de ações. Os papéis do Universo Online (UOL), por exemplo, foram vendidos no IPO a 18 reais cada. Semanas após o lançamento, em dezembro de 2005, as ações desabaram, chegando a cair a 11 reais. O motivo foi a divulgação de um relatório do banco de investimentos Merrill Lynch que dizia que os resultados da companhia seriam um pouco piores do que o esperado. Na época, alguns analistas comentaram que o estrago foi grande porque a empresa demorou para dar explicações ao mercado. Hoje, um ano depois, os papéis ainda não recuperaram seu valor inicial, sendo cotados no último pregão a 12,50 reais.

Análise de risco
Como não há nada que garanta a valorização das ações, o investidor precisa fazer uma análise cuidadosa do setor e da empresa antes de decidir participar ou não de um IPO.


Por determinação da Comissão de Valores Imobiliários (CVM), órgão que regula o mercado acionário, as corretoras não podem recomendar ou desaconselhar o investimento. "E como não existe um histórico prévio da companhia, as informações que podem servir de base para uma análise são as que estão no prospecto da oferta pública", diz Marcelo Ciccone, sócio da corretora Hedging-Griffo.


Chegar a uma conclusão sobre o investimento não é tarefa fácil. "Não dá para exigir de um investidor pessoa física que não possui qualquer base de conhecimento econômico que consiga entender e avaliar as informações. Nesse aspecto, os investidores ainda não têm maturidade para discernir um bom de um mau investimento. As informações estão disponíveis, a questão é saber interpretá-las.", afirma o diretor de uma corretora que preferiu não se identificar.


Exemplo disso sucedeu-se dias atrás, quando o jornal Valor Econômico divulgou a notícia de que o detentor de 47,7% do capital da Brasil Ecodiesel tem identidade desconhecida – informação que consta no prospecto da oferta pública. O episódio, levantou questionamentos sobre quem seria o sócio oculto. Assustados, muitos investidores que haviam decidido participar do IPO da companhia procuraram suas corretoras para obter mais informações e, até mesmo, para desistir do negócio. O que eles não sabiam ou não lembravam é que uma regra, também presente no prospecto da oferta pública, determinava como irrevogável e irretratável o pedido de reserva de ações realizado pelo investidor de varejo.


Diante da turbulência, a Brasil Ecodiesel optou por adiar a data de seu IPO de 13 para 22 de novembro, conferindo aos investidores a possibilidade de desistir do negócio até a véspera do evento. "Quem atua no mercado de capitais precisa saber lidar com os rumores que volta e meia agitam o setor. Apesar de o mercado de capitais ser muito bem regulado, boatos fazem parte do jogo", diz o gerente da corretora Souza Barro, Luiz Fernando Barrozo.

Brasileiros ainda confundem investimento com jogo

O brasileiro tem o péssimo hábito de confundir seus investimentos com jogo.

Observe, muitos começam a considerar investir em bolsa apenas quando um parente, amigo ou conhecido que já trabalhou em banco ou qualquer área do mercado financeiro aparece com uma "dica" de ação. Ou ainda quando os ganhos do principal índice de ações da bolsa, o Ibovespa, chegam a patamares tão exuberantes que começam a virar manchete.


Ele nem se dá conta de que, quando lê ou ouve que a bolsa está em alta ou baixa, em geral as manchetes se referem apenas ao Ibovespa. Ou melhor, ao fechamento do Ibovespa. A média do índice no dia nem mesmo aparece nas notícias. Em tempos de volatilidade alta, é possível ver o fechamento ir para uma direção e a média está no sentido contrário. O fato é que, na maior parte dos casos, o brasileiro não faz o dever de casa antes de fazer suas aplicações. Um dinheiro que ele batalha muito para conseguir, mas que entrega sem a menor cerimônia ao primeiro que aparece acenando com lucros fantásticos, sem risco e que vai deixá-lo rico. Ele acredita firmemente nessas promessas.


Pesquisa do Instituto Nacional de Investidores (INI) mostra números bastante interessantes do perfil do investidor brasileiro hoje e, o que é ainda mais interessante, indicações do que ele quer ser.


O primeiro dado que chama atenção: 62% dizem que não investem na bolsa porque não têm recursos e 46% dizem que "não entendem do negócio". Note que a pesquisa abordou um grupo do qual 43% têm uma renda mensal entre R$ 3 mil e R$ 8 mil e 29% têm renda acima de R$ 8 mil. Ou seja, mais de 70% dos entrevistados têm uma renda mensal acima do atual teto do benefício pago pelo INSS e, portanto, vai precisar da previdência complementar para manter seu padrão de vida depois de aposentado. E, se assim é, não pode dispensar o mercado de ações, pois ele é importantíssimo para carteiras de investimentos de longo prazo como as que se destinam a financiar a aposentadoria. O provável é que ele não tenha planejamento financeiro ou não tenha informações atualizadas, por isso diz que não tem recursos. Isso porque hoje já é possível começar a investir em ações com R$ 100. Oras, para quem tem uma renda mensal de R$ 3 mil é cerca de 3% da renda que ele estaria dedicando ao investimento, o que é perfeitamente razoável.


Quanto a "não entender do negócio" sinaliza, no mínimo, que ele não tem o menor interesse pelo tema. Pois, se quiser, em poucos cliques navegaria num mar de investimentos, só para citar as informações disponíveis na internet. O próprio site do INI (www.ini.org.br) tem muitas informações gratuitas à disposição do investidor. Nas livrarias, nunca se viu tantos títulos de finanças e investimentos pessoais à disposição do investidor e os jornais e revistas cada vez mais têm áreas dedicadas à cobertura de finanças e investimentos pessoais. Portanto, o problema hoje não é falta de informação, mas sim o excesso.


Um dos primeiros trabalhos a fazer é selecionar quais as fontes confiáveis de fonte de informação. Há muitas informações na pesquisa do INI. Chamam também a atenção aquelas que indicam o desejo do investidor brasileiro. Ele quer ter sua própria carteira de ações e se interessa bastante em ser sócio de bons negócios. "Ficou claro que há uma tendência de investir diretamente em ações", diz Gustavo Poppe, presidente do INI.


A pesquisa, segundo ele, serviu para criar diretrizes de ações para o Instituto no próximo ano e está claro que o mercado de ações entrou de vez no radar do investidor. Os dirigentes do INI estão convencidos de que o brasileiro quer direcionar parte de suas economias ao mercado de ações e, para abril, já programa o I Congresso Brasileiro do INI, que tem como meta reunir os pequenos acionistas individuais que hoje compõem a base de cadastrados do Instituto. Dos cerca de 200 mil acionistas individuais hoje existentes no país, algo em torno de 10% já estão cadastrados no INI, que quer fazer da informação e educação a grade de proteção contra perdas provocadas por euforias e eventos especulativos. Do total de entrevistados, 59% querem eventos exclusivos de empresas para pequenos investidores. Segundo Poppe, desde abril o INI já faz encontros com esse público com empresas abertas.


Já participaram dessas reuniões, por exemplo, Petrobras, Vale do Rio Doce, Natura e Banco do Brasil. A idéia, diz ele, é aumentar a freqüência dessas reuniões em 2007.


Fonte: Jornal Valor de 20/11/06

Mara Luquet é editora da revista ValorInveste e autora do Guia Valor Econômico para o Planejamento da Aposentadoria

e-mail mara.luquet@valor.com.br

Procedimentos e Normas Regras de Negociação – Leilão (parte 1)

Em primeiro lugar, agradeço ao amigo João Sergio o envio do material. Irei publicar de forma gradual....


Antes do mercado abrir ou de fechar, existem regras para estabelecer o preço inicial e final das ações.


Acompanhe a matéria e entenda a lógica por detrás de tudo....

1 - Fixing - Primeiro Critério

O preço atribuído ao leilão será aquele ao qual a maior quantidade de ações for negociada.

Exemplo:


Tabela de preços do leilão:
Preço / Qtd. na Compra / Qtd. na Venda / Qtd. Negociada
17,51 / 1.000.000 / 2.000.000 / 1.000.000
17,50 / 3.000.000 / 2.000.000 / 2.000.000

O preço do leilão é estabelecido a 17,50, pois neste preço uma maior quantidade de ações é negociada.

Negócios gerados:

Qtd. / Preço / Comprador / Vendedor
1m000 / 17,50 / A / C
1m000 / 17,50 / B / C

MERCADO APÓS ENCERRAMENTO DO LEILÃO:



1.1. - Fixing - Segundo Critério

Havendo empate na quantidade negociada entre dois ou mais preços, seleciona-se dois preços, o de menor desequilíbrio na venda e o de menor desequilíbrio na compra. ( a seguir..... )

sábado, 18 de novembro de 2006

INVE$TIMENTO


Inve$tir não é guardar dinheiro.
Inve$tir é colocar seu dinheiro para trabalhar para você!


Pense nisto!!!

Devagar Devagarinho....

As reservas internacionais do Banco Central, que representam o estoque de moeda estrangeira mantido pelo BC e disponível para uso imediato, chegaram a US$ 81,440 bilhões. O valor não era alcançado desde dezembro de 1956. A elevação se deve ao ingresso de US$ 1,5 bilhão captados pelo Tesouro Nacional na semana passada. A operação se deu a partir da emissão do título Global 2017 e da entrada dos dólares comprados pelo BC na última sexta-feira.

AQUARELA DO MERCADO


Pessoal...
Não deixem de acessar esta página..
(http://mapamercado.vci.com.br/index.jsp) O INI oferece gratuitamente esta ferramenta para visualizar o comportamento dos principais ativos do mercado acionário brasileiro.
No campo ( 1 ) você opta pelo período em que deseja visualizar a variação, pode ser no próprio dia (exemplo: hoje - 17/11), em 1 mês, 1 semana, 1 ano....
No campo ( 2 ) você seleciona a forma de apresentação gráfica: por setor, por % de variação, por ordem alfabética...

Bom proveito!!!

DEPOIS DO PIBB, GOVERNO LANÇA INVESTIMENTO EM RENDA FIXA

Taí pessoal, uma nova alternativa de investimento a ser analisada com carinho....


Títulos do BNDESPar, ligado ao BNDES, poderão ser comprados por R$ 1.000,00 cada um; rendimento é calculado pela inflação e juros



Depois de incentivar o investimento em ações por meio do PIBB (cotas de um fundo de ações) e do FGTS (em que o trabalhador pode usar o Fundo de Garantia para comprar ações), o governo está lançando um novo programa para o pequeno investidor que quer entrar no mercado de capitais.



O BNDESPar, subsidiária do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), irá lançar um papel de renda fixa que garantirá a correção pela inflação do dinheiro investido, além de fazer o pagamento de juros.

As “debêntures BNDESPar” poderão ser compradas por R$ 1.000 cada uma (valor mínimo do investimento) por meio de vários bancos e corretoras. O sistema de venda será semelhante ao do PIBB: o investidor fará uma reserva indicando quanto pretende aplicar e as debêntures serão divididas de acordo com a demanda. A reserva deve ser feita entre a 24 de novembro e 12 de dezembro.

O papel será corrigido pelo IPCA, o índice oficial de inflação do IBGE. O investidor também receberá anualmente o equivalente a 6% sobre o valor atualizado do papel na forma de juros. Haverá ainda um desconto em cima dos R$ 1.000, que será definido na data da oferta de acordo com os juros praticados no mercado financeiro para que os papéis fiquem em linha com os títulos do governo federal. Se o desconto for de 10,07%, por exemplo, o investimento irá garantir um retorno de 8,5% acima da inflação.

Os papéis serão resgatados em 15 de janeiro de 2012, quando o investidor receberá de volta o dinheiro corrigido. Se quiser, também poderá vender o papel antes dessa data, que será recomprado pelo Bradesco ou Banco do Brasil. Até lá ele receberá os juros, que começam a ser pagos em janeiro de 2009. Esse “atraso” no pagamento dos juros tem como objetivo garantir uma taxação menor do Imposto de Renda, que cairá de 22,5% para 15%.

Serão cinco pagamentos de juros: dois em janeiro de 2009, um em janeiro de 2010, um em janeiro de 2011 e o último em janeiro de 2012, junto com o resgate do investimento total.

O valor total da oferta é de R$ 500 milhões, podendo chegar a R$ 600 milhões. O investimento máximo individual é de R$ 500 mil. O BNDES reservou 30% desses papéis para o pequeno e médio investidor.

O risco do investimento está ligado ao risco da BNDESPar, que pertence ao BNDES, banco estatal de desenvolvimento.

Entenda a oferta
  • O que é: um título de renda fixa que garante a correção do dinheiro pela inflação e paga uma taxa de juros prefixada.
  • O que não é: não se trata de um fundo de investimento ou de ações (que podem ter rentabilidade negativa).
  • Risco: por serem papéis de uma empresa (BNDESPar), há o risco desta não ter recursos para recomprar o papel. O BNDESPar pertence ao governo federal, o que dá a ele a menor classificação de risco no mercado brasileiro.
  • Imposto e custos: a investidor que não vender o papel antes da data ou ficar com o papel por pelo menos dois anos pagará IR de 15% sobre o rendimento (a alíquota mais baixa). Será cobrada taxa de custódia dos papéis de acordo com a instituição escolhida para fazer o investimento.
  • Como comprar: procure o seu banco ou uma corretora entre 24 de novembro e 12 de dezembro.