terça-feira, 5 de agosto de 2008

Existem 1000 maneiras de aplicar em Fundos! Escolha a sua!

Prezados,

A variedade de opções é enorme!

Abaixo relaciono as principais características dos tipos de fundo, segundo a ANBID.

Os fundos de Curto prazo se dividem em duas subcategorias, sendo a primeira de fundos de curto prazo tradicionais e a segunda em que os depósitos são feitos automaticamente pela administradora (Curto prazo Aplicação Automática).

Entre os fundos Referenciados, a Anbid divide a indústria entre os fundos Referenciados DI, que investem no mínimo 95% do valor de sua carteira em títulos ou operações que acompanhem a rentabilidade dos Certificados de Depósito Interbancário (CDI) ou da Selic, e Referenciado Outros, que acompanham outro indicador, como um índice de inflação.

Os fundos de Renda Fixa se dividem entre fundos que investem em títulos de juros do mercado doméstico e que acompanham índices de preços, chamados apenas de renda fixa; fundos de Renda Fixa Médio e Alto Risco e Renda Fixa Com Alavancagem. Os primeiros devem manter, no mínimo, 80% de sua carteira em títulos públicos federais ou ativos com baixo risco de crédito e não admitem alavancagem.

As duas últimas subcategorias contam com fundos bem mais arriscados, já que podem investir mais de 20% do patrimônio em títulos de crédito de empresas privadas. Nos fundos com alavancagem, como o nome indica o gestor ainda pode realizar operações para tentar aumentar a rentabilidade e o risco de perda de patrimônio é bastante alto.

Os fundos Cambiais podem aplicar em ativos ligados à variação do dólar (Cambial Dólar sem Alavancagem) ou do euro (Cambial Euro sem Alavancagem). Nenhuma das duas subcategorias admite fundos em que o gestor pode alavancar o patrimônio.

Os fundos Multimercados investem em diferentes classes de ativos e se dividem em subcategorias que indicam se o gestor tem uma parcela da carteira aplicada em ações e se ele pode alavancar o patrimônio em busca de maior retorno. São elas: Balanceados, Multimercados sem Renda Variável, Multimercados com Renda Variável, Multimercados sem Renda Variável Com Alavancagem, Multimercados com Renda Variável com Alavancagem, Capital Protegido e Long Short. As duas últimas subcategorias se referem à estratégia do gestor.

Nos fundos de capital protegido, uma parte das aplicações do investidor fica protegida das oscilações do mercado, já que a maior parte da carteira conta com aplicações de renda fixa, que podem ser títulos públicos ou privados; e uma pequena parcela – menos de 5% - em opções de Ibovespa. Opções significam o direito de comprar ou vender determinado ativo no futuro, pelo preço determinado no ato da compra da opção.

O fundo tem como meta render um porcentual da renda fixa mais 40% da variação do Ibovespa, casa haja exercício das opções no período de carência. Significa que: se a bolsa subir o suficiente para o gestor exercer a opção, o investidor ganha o rendimento da renda fixa mais o da bolsa; se a bolsa não subir, o investidor recebe o capital investidor mais a variação da renda fixa.

Os fundos de capital protegido possuem prazos específicos de depósito e resgate. Fora desses períodos, o investidor não consegue aumentar as aplicações.

Os fundos de long short representam uma estratégia do gestor para tentar se proteger de oscilações bruscas do mercado. Nesses fundos, o gestor assume posição contrária em diferentes ativos. No mercado, o termo long significa ficar comprado em uma aplicação, apostando na alta, e o termo short significa ficar vendido, esperando a queda. O gestor assume posição de comprador em ação X e de vendedor em ação Y e espera ganhar com a diferença entre o comportamento dos dois ativos.

Os fundos de Ações contam com o maior número de subcategorias: são 19. As subcategorias dizem respeito ao índice da bolsa no qual os fundos estão ligados ou se investem em determinado setor ou categoria de ações. A Bolsa de Valores de São Paulo possui diferentes índices de ações e define uma carteira teórica para cada um deles.

Entre os fundos que acompanham o principal índice, existem os fundos Ações Ibovespa Indexado, também chamados de passivos, pois o gestor só tem o trabalho de investir nas ações que integram a carteira do Ibovespa; Ações Ibovespa Ativo e Ações Ibovespa Ativo com Alavancagem. Nos dois últimos, o gestor pode comprar ações que não fazem parte do Ibovespa e, se permitir alavancagem, pode realizar operações no mercado de derivativos.

Outro índice que contam com categorias de fundos é o IBX, que contém as 100 ações mais negociadas da bolsa. Assim como os fundos Ibovespa, os fundos Ações IBX podem ser Indexados; Ativos ou Ativos com Alavancagem.

Os fundos setoriais investem em um único setor e são, portanto, bem mais arriscados. Além do risco das oscilações da bolsa, esses fundos estão sujeitos às perspectivas e desempenho do setor em que as empresas estão inseridas. A princípio, a Anbid considerava as subcategorias Ações Setoriais Telecomunicações e Ações Setoriais Energia. Em 2008, a Anbid criou as subcategorias Ações Setoriais Livre e Ações Setoriais Livre com Alavancagem, que integram fundos que investem em empresas de um mesmo setor, mas que ainda não tenham patrimônio suficiente para formar uma nova subcategoria de fundos setoriais.

Existem também os chamados fundos setoriais que investem em uma única empresa, também chamados de fundos mútuos de privatização, já que na época da criação as empresas estavam sendo privatizadas pelo governo. São dois: os Ações Setoriais Privatização Petrobras e Ações Setoriais Privatização Vale. Inicialmente, foram criados fundos para depósitos com uso do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), que estão disponíveis atualmente apenas para resgate. Com o bom desempenho das duas empresas, surgiram fundos que podem ter aplicações a qualquer momento, já que não é mais permitido utilizar recursos do FGTS.

Em 2008, a Anbid também criou outras três subcategorias: Ações Small Caps; Ações Sustentabilidade/Governança e Ações Dividendos. Os fundos de small caps investem ao menos 90% do patrimônio em ações de segunda linha, pouco negociadas, que não estão entre as 25 maiores participações do índice IBrX (que contém as 100 ações mais negociadas do mercado). Os fundos de sustentabilidade investem apenas em empresas com bons níveis de governança corporativa, ou que se destacam em responsabilidade social e sustentabilidade empresarial no longo prazo. Por fim, os fundos de dividendos investem apenas em ações de empresas que fazem boa distribuição de lucro aos acionistas - os dividendos - de forma regular ou que o gestor acredita que têm perspectiva de pagamento no futuro.

Os fundos que não se aplicam nas divisões anteriores integram as subcategorias Ações Livre e Ações Livre com Alavancagem.

As subcategorias de renda fixa, ações ou multimercados também são utilizadas para classificar os fundos fechados, que não admitem entrada de novos investidores, e fundos de previdência. Sempre que o investidor compra um plano de previdência privada, os valores aplicados são investidos em um fundo, de acordo com o perfil do cliente.


Um comentário:

Allan Panossian disse...

Ótimo post, parabens