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sábado, 12 de setembro de 2009

SDIA4 igual a FENIX

PessoALL,

Sadia ressurge das cinza tal como Fênix o fez.

Acaba de romer importante resistencia em 5,70.

Vale ficar ligado... Próxima parada 6,15 e depois 7,13


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

IBOVESPA: Figura de OCO - Ombro Cabeça Ombro


PessoALL,

Considerando as figuras de análise da escola grafista, temos no Ibovespa a formação de OCO (Ombro Cabeça Ombro), conforme figura a seguir.

IBOVESPA fechou com um Spinning Top que é figura de indefinição sinalizando perda da força do movimento anterior, no caso de alta.

O possível Ombro Cabeça Ombro só será descartado se atingir o topo anterior em 58.630 pontos, formando um Topo Duplo.

O volume financeiro fechou em R$4.80 Bilhões ante R$4.55 Bilhões.

Suportes 57.700, 57.370, 56.830
Resistências 58.140, 58.300, 58.630

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O que será que será??

Prezados,


Na ultima postagem há exatos 41 dias atrás, comentei as razões que me levavam a pensar que a Bolsa iria supreender.

Pois bem, saímos de cerca de 46.000 pontos para fecharmos, hoje, dia 04/06/09, em exatos 53.463 pontos, isto é, uma valorização de mais de 16%!

Havia dito também na ocasião a seguinte frase: “Ainda há pechinchas no mercado.. A hora de aproveitar é essa.. depois quando a Bolsa voltar a 60.000 pontos (e não creio que seja muito difícil ela nos surpreender... Aliás, o mercado financeiro é useiro e vezeiro neste quesito...).. não vá chorar pitangas!”

E QUAL O SEGREDO?
Bem, não há segredos, como disse na mesma ocasião basta juntar as peças do quebra-cabeça, pois se tem 4 patas, balança o rabo e late, meu caro, só pode ser cachorro!

PRINCIPAL TRIGGER (GATILHO) DO MOVIMENTO DE ALTA
Desde abril o fluxo de investidores estrangeiros está BOMBANDO!!! Só não ver quem não quer, razão pela qual o dólar já está abaixo de 1,96!!!

Surreal? Não, é economia simples e pura! Acredito tanto na lei da gravidade quanto na lei da oferta e demanda, e se mais dólares entram no pais, o real naturalmente se valoriza...

E DAQUI PRA FRENTE?
Bom, passado o primeiro grande teste dos 53 mil pontos, a Bolsa precisa agora romper os 55.000 para buscar 57.000 e quiçá os 60.000 pontos.

Hoje, inclusive, o Goldman Sachs já projeta o petróleo até o final de 2009 em US$ 89 o barril, e para 2010 em US$ 90.

As commodities, em geral, estão se valorizando o que beneficia em muito nossas principais ações, leia-se VALE e PETROBRAS.

Contudo, a CRISE não acabou! E a mesma mão que hoje está nos acariciando, pode a qualquer momento nos esbofetear, portanto o mais importante neste momento é acompanhar de perto o fluxo de investimento de estrangeiros, enquanto houver ingresso chuchu beleza, quando houver uma debandada forte, aí meu caro, se segura malandro... melhor tirar o time de campo rapidinho e esperar outra janela de oportunidade para voltar.

No mais, antes de comprar ações avalie seus fundamentos (se pensar em um período de tempo maior), se quiser especular não deixe de ver sua evolução gráfica e utilize os conhecimentos da Analise Técnica para avaliar um bom ponto de entrada.

SETORES PROMISSORES
Bom, se nada desandar, penso que na construção civil, nas empresas que focam a baixa renda ainda há oportunidades de entrada (Rossi, MRV, por exemplo), na siderurgia (Gerdau por exemplo), Financeiro (a ação da própria Bolsa – BVMF3 – por exemplo).

Agora, antes de se aventurar, pense, pondere, avalie, pois a Bolsa de Valores não é um lugar para testes, antes disso use simuladores, há vários (da Folha até o Simula Bolsa).

No mais, desejo a todos BON$ INVE$TIMENTO$!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

TEM 4 PATAS, BALANÇA O RABO & LATE: É CACHORRO!

Prezados,

Não sou nem pretendo ser (até porque já aprendi que milagres não existem no mundo capitalista) pretensioso a ponto de dizer que tudo estava escrito nas estrelas!

Porém, não posso negar que as evidências já foram apresentadas aqui há tempos!

Isto tampouco quer dizer que tenha bola de cristal, apenas que aprendi a observar com um pouco mais de atenção os movimentos que o mercado de capitais apresenta, ou seja, como costumo dizer se tem 4 patas, balança o rabo e late, pode chamar de vaca, mas é CACHORRO!

O QUE QUERO DIZER DE FATO?
Bom, se a metáfora está muito enigmática, vamos aos fatos per si:

IPO DA VISA
Desde fev/09, isto mesmo, já havia evidências de que isto ocorreria. O que se aguardava um ambiente mais propício. < clique aqui e veja post de 26/02/09 >.

FMI APONTA RECESSÃO NO BRASIL
Idem Idem...

Em mar/09 já comentava que, SEM DÚVIDAS, teríamos recessão.. <clique aqui e veja post de 11/03/09>

GOVERNO MUDARÁ PARÂMETROS DE APLICAÇÃO PARA POUPANÇA
Tampouco é diferente...

Por uma questão de lógica, noticiei em 17/03/09 <clique aqui> que isto seria inevitável...

E DAÍ?
Daí que o pior cego é aquele que não quer ver...

Veja o que está acontecendo e procure se antecipar...

1. A Bolsa do Brasil já está praticamente em 46.000 pontos;

2. Voltaremos a ter um importante IPO (Abertura de Capital) após muitíssimo tempo... Ora, ninguém iria se expor se não houvesse a possibilidade de êxito... Portanto, ainda que por osmose, é fácil deduzir que a demanda será grande pela ações da VISA, e que naturalmente isto prejudicou as ações da Redecard (RDCD3) e favoreceu as do Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4), dois dos principais acionistas;

3. O PIOR já passou... Poderemos, naturalmente, ter algum pequeno solavanco pela frente.. Mas já estamos a caminho de MAIO, e o 1º Trimestre/2009 ficou parar trás.....

4. Ainda há pechinchas no mercado.. A hora de aproveitar é essa.. depois quando a Bolsa voltar a 60.000 pontos (e não creio que seja muito difícil ela nos surpreender... Aliás, o mercado financeiro é useiro e vezeiro neste quesito...).. não vá chorar pitangas!

BON$ INVE$TIMENTO$!

segunda-feira, 30 de março de 2009

RESUMO DA ÓPERA PARA INICIANTES & RECORDATÓRIO PARA VETERANOS

Prezados,

Todos nós, de uma forma ou de outra, recordaremos mais de 2008 do que gostaríamos, afinal a BOLHA IMOBILIARIA estourou!

Portanto, é bom ter em conta que passado este período, devemos manter os olhos bem abertos, pois:

1. A VIDA & A ECONOMIA SÃO FEITAS DE CICLOS – As fases da lua, as marés, as estações do ano, a noite e o dia: a mãe natureza insiste em manter ciclos. E os homens também. Nas épocas de fartura tendemos a nos esquecer que tempos difíceis nos aguardam. Nas fases de crise, exageramos no pessimismo. Ganha mais quem percebe os excessos e se distancia das massas. Perde menos quem mantém o equilíbrio e a coerência no longo prazo.

2. USAR O DINHEIRO DOS OUTROS É PERIGOSO
– Gastar mais do que se ganha é uma delícia quando se tem crédito disponível. Mas é dinheiro dos outros. Um dia eles podem não renovar seu crédito, e você vai entrar em pânico. Não fique refém de dívidas. Só faça empréstimos se você realmente tiver condições de pagá-los. Não especule com o dinheiro dos outros acreditando piamente que dias melhores virão – eles podem se atrasar.

3. CONFIE DESCONFIANDO E VICE-VERSA – Delegar a terceiros a responsabilidade de administrar seu dinheiro pode lhe trazer grandes dissabores. Essas pessoas talvez até tenham bastante conhecimento técnico, mas conflitos de interesses são freqüentes e costumam superar a razão de muitos profissionais. Fique atento e busque identificar administradores idôneos. Diversifique suas fontes de informações. Nunca acredite 100% em um profissional apenas.

4. NA ECONOMIA NÃO EXISTE VODU, NEM MILAGRE! Cuidado para não ser o trouxa nesse enredo! Não se iluda com ganhos fáceis e ininteligíveis, porque geralmente são as bases de uma pirâmide financeira. Nos Estados Unidos, Maddoff e Stanford enganaram muitos milionários que se julgavam superiores.

5. BUSQUE A SIMPLICIDADEInvista só no que você realmente entende. Leia as instruções, confira os históricos, prefira investimentos tradicionais e transparentes. ESTUDE! Quem vende caixas-pretas costuma expor seus clientes a grandes riscos.

6. BOLHAS ESTOURAM – Quando os preços fogem muito de suas médias históricas, é hora de sair e apreciar o movimento dos ingênuos de última hora. Eles vão acabar pagando a conta.

7. QUEM TEM CAIXA É REI – Durante crises, cortar despesas não essenciais e manter dinheiro em aplicações de renda fixa é essencial para preservar sua saúde financeira.

8. NÃO TENTE ADIVINHAR ONDE É O FUNDO DO POÇO – Errar custa caro no mundo da especulação. Melhor voltar a investir lentamente, em doses homeopáticas

9. SE OS EUA VÃO MAL, NÃO FICAREMOS IMUNES! – A freada da maior locomotiva do mundo vai gerar efeito em todos os vagões. O Brasil não está tão mal, mas também vai se machucar

10. QUEM RI POR ÚLTIMO NÃO ENTENDEU NADA! – No mercado financeiro, quem chega no final da festa aproveita pouco e geralmente paga a conta. Melhor acompanhar o início dos ciclos e tentar sair antes do fim. Quem começou a investir em ações só em 2007 ou em 2008 hoje está muito triste. Mas não adianta desanimar. Encare essas perdas como uma dolorosa aprendizagem.

11. O PRIMEIRO PASSO PARA GANHAR É PARAR DE PERDER!
- Diversificar não é a melhor maneira de ficar rico, mas é uma boa forma de não ficar pobre – Quem investiu a maior parte do patrimônio em ações perdeu demais. Manter uma boa parcela dele em renda fixa não rende tanto nos momentos de euforia, mas é a única maneira de comprar barato nos momentos de crise. E de dormir bem à noite.



sexta-feira, 27 de março de 2009

BOAS NOVAS: OFERTA DA REDECARD SUPREENDEU!

Prezados,


Por incrível que pareça, a oferta secundária (porque não eram novas ações, e sim as que pertenciam ao Citibank) movimentou R$ 2,2 BILHÕES !!!


Ontem, por meio do anúncio de encerramento da oferta pública, mas secundária, foi possível constatar que 87% das ações vendidas foram adquiridas por capital estrangeiro!


GANHO RÁPIDO!

Além disso, os 4% de investidores Pessoa Física, que também participaram, já podem comemorar uma alta acumulada de 13,26%, levando-se em conta o fechamento do papel ontem, dia 26/03/09. (pois compraram a R$ 24,50 e fechou a R$ 27,75).


RECORDANDO....

Vale dizer que a Redecard fez sua abertura de capital em JULHO DE 2007, como uma das maiores ofertas da época!


Foram movimentados R$ 4,6 BILHÕES, e o preço por ação fixado em R$ 27,00.


Ajustados pelos dividendos, o valor de lançamento corresponderia a R$ 25,01, e o ganho do investidor no período seria de 10,94% desde a abertura do capital, ao passo que o IBOVESPA perdeu 26,08!


E DAÍ?

Daí, que este apetite pode servir de estímulo para outras ofertas públicas ainda em 2009, o que é positivo para a BOVESPA.

Além disso, investidores Pessoa Física podem se motivar a voltar a investir na Bolsa, na expectativa de que o pior tenha passado, pois certamente muitos ficaram de fora por medo!


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Copom reduz Selic para 12,75% e sinaliza ciclo curto de cortes

Prezados,

O COPOM foi tomado por um conjunto de notícias tão virulentas, que não se sentiu constrangido em ser um pouco mais agressivo do que, por exemplo, eu previa.

Com isso, decidiu ontem reduzir a taxa Selic em 1 ponto percentual, alterando o juro básico de 13,75% para 12,75% ao ano. A decisão não foi unânime - cinco membros votaram pelo corte agressivo, mas três insistiram na redução de 0,75 ponto.

Assim como o comitê, o mercado estava dividido entre os dois cortes, mas as expectativas por uma reação agressiva do BC foram reforçadas com a divulgação dos últimos índices de atividade econômica, como a redução de emprego formal e produção industrial, compilados respectivamente do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI). Acendeu-se a luz vermelha entre economistas e analistas de investimento.

Entretanto... Contudo.. Todavia....
Ao meu ver, o que permitiu ao BC trocar um ajuste longo e mais suave por um ciclo que parece ser curto e agressivo de flexibilização de juro é a estimativa de que é possível manter a inflação dentro da meta, já que a desaceleração econômica e a queda no preço das commodities compensam a pressão cambial sobre os preços domésticos. O relatório Focus desta semana projetou um IPCA de 4,8% em 2009.

DE QUALQUER MODO...
O consenso é que, do ponto de vista prático, o corte traz pouca mudança, assim como traria a redução de 0,75 ponto.

O fato de o BC manter a taxa na reunião anterior foi equivalente à uma alteração para cima, já que demais países aceleraram o corte de juros com o acirramento da crise econômica. O último corte brasileiro foi em setembro de 2007 e, para que o País deixasse a liderança de maior taxa de juros reais, descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses, seria necessário um corte de 3 pontos de uma só vez. O corte, impensável para o conservador BC, deixaria o Brasil atrás da Hungria.

Com o corte de ontem e a inflação projetada, o juro real brasileiro fica em 7,6% ao ano. A última vez em que o Copom cortou 1 ponto nominal foi em dezembro de 2003.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

SALVARAM-SE POUCOS EM 2008

Prezados,

Em um ano como 2008, a volatilidade marcou forte presença, o que provavelmente assustou aos novatos, pois o Índice Bovespa flutuou entre 73.920 e 26.435 pontos.

Portanto, encontrar um fundo de ações que tenha fechado no azul é quase missão impossível.

Mas, remexendo em um universo de 1.060 fundos, podemos ver que ao menos dois fecharam com ganhos.


OS GANHADORES

O Nossa Caixa é formado apenas por ações da própria instituição, que subiram este ano graças ao anúncio da compra pelo Banco do Brasil.


E o Polo Fia, da Polo Capital, é um fundo mais sofisticado, meio fundo hedge, com muitas operações de arbitragem e estratégias que vão além da compra e venda de ações apenas.


OS MENORES E MAIORES PERDEDORES

Os menos infelizes foram alguns fundos de dividendos ou de setores defensivos, como energia, telecom e bancos.


Entre os que mais perderam, o destaque fica com o fundo alavancado GWI, que acumulava queda de 98% no ano até dia 18, um resultado coerente com sua estratégia, de ampliar os efeitos da tendência dos papéis.


Alavancagem foi também o que fez o fundo Santander Vale Mais, da Santander Asset Management, perder 60,89%, mais que os 51% da média dos fundos de ações da mineradora. A carteira podia ter exposição de 120% em Vale. Os fundos Petrobras perdem, na média, 46% no ano até dia 18.


Outra estratégia bastante afetada foi a setorial de construção civil. O segmento passou de vedete da bolsa em 2007 para o que mais perdeu este ano. As estratégias envolvendo ações de menor valor de mercado, ou "small caps" - onde também há um grande número de empresas de construção -, também foram bastante prejudicadas pela crise. Nessa lista, entram também o Geração FIA, do banco Geração Futuro, e o Fama Challenger, da Fama Investimentos.


PORÉM.. NO LONGO PRAZO...

A crise deste ano não foi capaz, porém, de tirar o brilho das carteiras dos últimos cinco anos. Observando os fundos de ações a partir de 31 de dezembro de 2003 - depois do ajuste à forte queda ocorrida em 2002 durante a campanha presidencial -, há várias carteiras bem acima do Ibovespa.


RECEITA PARA 2009: CAUTELA E CANJA DE GALINHA

Apesar de alguns terem lampejos de otimismo, considero oportuno priorizar os chamados setores defensivos, que não dependem tanto do cenário econômico local ou internacional, leia-se: ENERGIA, TELECOM FIXA, BANCOS.


Porém, não se pode deixar de ter em conta que parte substancial da bolsa, porém, vai sofrer, pois é ligada a commodities e, para elas, o cenário não é dos mais auspiciosos pelas dificuldades esperadas para as economias internacionais.


BON$ INVE$TIMENTO$ & FELIZ 2009 !!!!!





sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

ACOES ELETRICAS SAO OPCAO PARA 2009

Prezados,

Dado que as Empresas do Setor Elétrico possuem:

  1. Tarifas reajustadas pelo IGP-M;
  2. Receitas menos afetadas pelo desaquecimento econômico;
  3. Retorno sobre Dividendo (o famoso DIVIDEND YIELD) bem alto.
São boas opções para o investidor em 2009.

Abaixo, uma figura comparativa entre as opções existentes.... (clique na imagem)


segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A Crise e o seu Comportamento!

Prezados,

A queda da bolsa, uma das consequências da atual crise financeira internacional, trouxe perdas significativas para as carteiras de grande parte dos investidores. O que poucos lembram quando se trata de dinheiro é que por trás dessas perdas estão pessoas de carne e osso, que muitas vezes usam mais a emoção do que a razão na hora de decidir seus investimentos.

Daí a importância do que se chama finanças comportamentais, um movimento que ganhou força nos últimos anos e que tenta explicar o mercado a partir da forma de agir e pensar dos investidores.

Por mais Poliana que pareça, uma linha de raciocínio das finanças comportamentais (estilo seleção natural) é que essa crise tem um lado positivo: os investidores que conseguirem sobreviver a esse chacoalhão nos mercados estarão muito mais preparados para continuar aplicando e para enfrentar outras crises - que sem dúvida virão - de forma mais racional.


Um dos aprendizados com essa crise é que a bolsa não vai apenas para cima, pois era essa a impressão que o investidor que comprou ações a partir de 2003 tinha. Uma outra lição que também se tira da turbulência atual é a disciplina no rebalanceamento das aplicações. Não é raro encontrar investidores que, na hora em que a bolsa está subindo, resolvem sempre ficar mais um pouquinho. No fim das contas, quando o movimento de queda começa, o investimento em ações representa no total do portfólio muito mais do que deveria. Com isso, as perdas da bolsa acabam trazendo seqüelas bem maiores do que se as ações continuassem a representar sempre o mesmo percentual na carteira.


As finanças comportamentais também revelam que as quedas da bolsa, além do prejuízo financeiro, trazem perdas sentimentais que podem ser muito maiores. Quando alguém perde alguns mil R$ na bolsa, por exemplo, perde junto todos os sonhos e planos que seriam concretizados com esse dinheiro, como comprar um carro, viajar para o exterior ou pagar os estudos do filho.


IMPACTOS

A conseqüência é que o investidor fica traumatizado e, dependendo do tamanho dos planos que ele tinha para o dinheiro, tira da bolsa aquilo que restou e passa muito anos sem sequer querer ouvir falar sobre ações.


Por outro lado, há alguns estudos que mostram que as pessoas têm facilidade de digerir as perdas ao longo do tempo e que a partir de um determinado momento a cabeça passa a lembrar apenas dos momentos bons e das vitórias. Provavelmente, o investidor novato levará um bom tempo para curar as feridas dessa crise, mas depois que isso acontecer ele voltará para a bolsa, lembrando de todos os ganhos que teve com as ações antes da turbulência ocorrer.

O estudo das finanças comportamentais ainda ajuda a entender por que as pessoas geralmente agem da mesma forma na hora de aplicar. Uma atitude bastante comum é a disposição em vender muito mais as ações que subiram do que as que se desvalorizaram.


Isso acontece porque o ser humano tem aversão a perdas.



Um investidor típico se sente muito mais triste quando perde 10% do que se sente feliz quando ganha exatamente o mesmo percentual.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Crash de 2008 e 1929: Aprenda com o video!

Video interessante sobre a crise deste ano!

Clique no video para ir para o link e assistir a apresentação


sexta-feira, 17 de outubro de 2008

CACHORRO PICADO POR COBRA TEM MEDO ATÉ DE BARBANTE...

Você já viveu algum relacionamento que, quando estava em crise, fazia de tudo para poder melhorar o clima e nada funcionava? Sim? Pois é, sabemos que você deve estar se perguntando a razão desse questionamento, já que aqui se fala sobre finanças, e não sobre relacionamentos. No entanto, o problema que acontece hoje nos mercados mundo afora é justamente este, um problema de relacionamento, mais especificamente, de falta de confiança.

Imagine que, em algum momento, você acabou traindo a(o) sua companheira(o) e que, para piorar a situação, ela(e) descobriu. Muito bem. Muito bem nada, muito mal! Agora, além de não querer te ver nem pintado de ouro, ela(e) perdeu completamente a confiança em você. E agora, o que fazer? Você não consegue imaginar a sua vida sem ela(e) e por isso vai à luta, diz que está muito arrependido(a), compra flores (ingresso para o Campeonato Brasileiro), chocolate (cerveja), jóias. Fala que ela(e) é muito importante para você e que fará tudo para reconquistar a confiança dela(e).

E O QUE MERCADO TEM A VER COM ISSO?
Vamos lá, ao longo dos últimos anos os investidores confiaram cegamente na competência dos grandes bancos de investimentos, no poder da economia norte-americana, na forte expansão das economias emergentes, etc. Com o agravamento da crise do mercado subprime, criado dentro desses bancos, o mercado de crédito em geral foi afetado, impactando diretamente a perspectiva acerca do crescimento econômico global. O castelo de cartas ruiu, e assim como aconteceu com a pessoa traída, foi embora a confiança do investidor.

Nas últimas semanas, os governos e bancos centrais mundo afora têm feito de tudo para reconquistar a confiança dos investidores e do mercado interbancário, que, por não conhecer ao certo a saúde financeira dos outros bancos, reduziram seus empréstimos para não ficarem expostos ao risco de inadimplência, mantendo o conhecido “empoçamento de liquidez”

Para citar alguns exemplos, o banco central norte-americano (FED) anunciou um pacote de ajuda no valor de US$ 850 bilhões. Em uma ação coordenada entre os principais bancos centrais do mundo, anunciaram a redução da taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual das taxas básicas de juros na tentativa de aumentar a liquidez na economia. Além disso, aumentaram a garantia dos depósitos dos correntistas em caso de falência bancária, sendo que, em alguns países, a garantia chega a 100%.

Por aqui, o banco central (BACEN) já mexeu nos depósitos compulsórios a prazo e à vista, sendo que, só da última vez, anunciou medida que resultará na liberação de R$ 23,2 bilhões aos bancos, visando a redução da desconfiança do mercado acerca da escassez de recursos no mercado interbancário brasileiro. Adicionalmente, deu continuidade ao processo de venda das reservas internacionais para conter a alta do dólar, reduzindo a pressão sobre as empresas endividadas na moeda norte-americana.

CACHORRO PICADO POR COBRA TEM MEDO ATÉ DE BARBANTE...
Pois bem, como cachorro picado por cobra tem medo até de barbante, a estatização de um banco na Islândia foi capaz de mexer com o ânimo dos investidores. Daí, você novamente pergunta:

- Por que, mesmo com tantas medidas, as bolsas não se recuperam?
- Falta de confiança!
- Ok, mas até quando isso vai durar?
- Até o momento em que as medidas tomadas começarem a surtir efeito, reduzindo a desconfiança do consumidor.
- E quando começarão?
- Assim como a tentativa de reconquistar a confiança da(o) amada(o), o tempo dirá. Só há uma observação a fazer (e a favor do mercado): pelo fato da economia ser cíclica, existe a certeza de que a confiança será recobrada, restando a dúvida sobre a duração. Já no caso dos relacionamentos pessoais...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O Mundo irá acabar?

Prezados,

A sensação para quem nunca viveu uma crise é péssima. Na segunda, dia 6-10-08, quando a Bolsa chegou a cair mais de 15% no dia, muitos devem ter pensado: "o mundo irá acabar?"

NÃO! O MUNDO NÃO IRÁ ACABAR! ENTRETANTO...
Teremos um caminho árido para a recuperação do valor dos ativos, leia-se ações! Não por acaso muitas empresas estão se valendo desta "oportunidade" para anunciar programas de recompra.

A impressão que se tem acompanhando o mercado no dia-a-dia é que não há nada e nem ninguém que possa estancar a atual onda de venda desmedida dos ativos. Ontem, por exemplo, não faltaram notícias que poderiam ser a justificativa ideal para o investidor se animar um pouco, ou ao menos parar de se desfazer das ações. Uma das mais importantes foi a decisão do Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) de agora ajudar as empresas, comprando notas promissórias (conhecidas como "commercial papers") emitidas por elas. A interpretação positiva é que o governo dos EUA está disposto a fazer qualquer coisa para amenizar a crise. Sob o ângulo negativo, a mensagem é que, se o Fed está socorrendo não apenas as instituições financeiras, é que os problemas já atingiram a economia real e de forma nada comedida. E foi exatamente essa última versão que os investidores preferiram comprar.

PRUDÊNCIA E CANJA DE GALINHA NÃO FAZEM MAL

Portanto, como apontei acima, qq. noticia é vista pelo "pior" ângulo, uma vez que o MEDO tomou conta dos atores deste mercado. E, pelo visto o mais prudente é seguir sereno em meio a este turbilhão, que como toda tormenta irá passar, estragos ficarão mas serão revertidos, pois, como dizem os mais velhos: "O TEMPO É SENHOR DE TUDO!".

LIÇÕES A RECORDAR...
1. Nunca coloque todos os ovos na mesma cesta! Investidor na Bolsa não investe só em Bolsa!
2. Não venda por pânico! Este é o momento de compra e não de venda!
3. O dólar sempre é afetado pela fuga de capitais, agora não seria diferente....
4. Invista com prudência, e siga sua estratégia de longo prazo, afinal nada se cria, nada se perde, tudo se transforma! (Lavoisier)

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

IPO da VisaNet confirmada

Prezados,

uma dos IPOs (Initial Public Offers) mais esperadas dos últimos tempos ficou, na última sexta-feira (29), mais perto de se tornar realidade. Após muita especulação no mercado, a VisaNet finalmente entrou com o pedido de análise de oferta na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Um prospecto inicial da operação já foi divulgado, embora a autarquia ainda tenha que conceder oficialmente o seu aval.

Ainda que o ambiente nos mercados não seja nada favorável, a expectativa é de que a oferta da VisaNet se classifique como uma das maiores da história da bolsa brasileira - senão a maior.


De olho nas perspectivas otimistas que rondam a companhia e seu setor de cartões de pagamento, investidores já começam a se interessar pelo IPO. Todavia, a operação deve ter muitos outros beneficiários, dois principais deles, o Bradesco (
BBDC4) e o Banco do Brasil (BBAS3).

ESTRUTURA ACIONARIA
Analisando a estrutura societária da VisaNet, é evidente o peso do Bradesco e do Banco do Brasil em seu capital: 39,258% e 31,629%, respectivamente. Ambos serão acionistas
vendedores da oferta, que devido ao seu caráter secundário, não concederá à companhia quaisquer recursos decorrentes da emissão de papéis no mercado.

"Os acionistas vendedores receberão todos os recursos líquidos resultantes da venda das ações objeto da oferta, inclusive caso haja emissão de ações adicionais ou o exercício das opções de ações suplementares", nas palavras do próprio comunicado enviado pela empresa. Confira abaixo a estrutura societária da VisaNet:

Acionistas Participação no capital
Bradesco 39,258%
BB Invest 31,629%
Banco Real 14,221%
Visa International 10,000%
Outros 4,892%


TROCANDO EM MIÚDOS
Tanto o Bradesco quanto o Banco do Brasil têm muito a ganhar com a realização do IPO da VisaNet.

De fato, não é a primeira vez que as instituições financeiras tiram proveito de ofertas de ações, sendo tal estratégia relativamente comum no setor bancário.O Banco do Brasil, por exemplo, teve seu desempenho do primeiro trimestre desse ano acrescido por um lucro de R$ 98 milhões, decorrente da venda de participação que detinha nas ofertas de ações da Bovespa Holding e da BM&F S.A.

Os ganhos com o IPO da Visa International nos EUA foram ainda maiores: R$ 362 milhões, devidamente contabilizados no segundo trimestre desse ano.

GANHOS POR VIR
Portanto, a realização do IPO da VisaNet significa expressivos ganhos por vir nos próximos resultados do Bradesco e do Banco do Brasil, provavelmente a serem contabilizados nos primeiros meses de 2009, uma vez que a estréia das ações ofertadas deve se dar no último trimestre desse ano.Há quem estime que se o BB e o Bradesco venderem a mesma participação que o Itaú e o Unibanco venderam na Redecard, eles poderão apresentar ganhos extraordinários que ultrapassam R$ 1 bilhão, o que corresponde a metade de seus últimos resultados trimestrais.

MAS ATENÇÃO À TEMPORALIDADE
No entanto, cabe destacar que tais ganhos são, por definição, não-recorrentes. Isto é, são lucros extraordinários, e que, portanto, não refletem uma melhora mais sólida nos fundamentos ou atuação das instituições. Ainda assim, quaisquer referências positivas em um setor que já recebe projeções otimistas por parte dos analistas são sempre bem-vindas.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Calendario de Resultados do 1º TRI de 2008

Prezado(a)s,

Cliquem na imagem para visualizar com nitidez o calendário.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

APRENDA A INVESTIR NA BOLSA

Prezados,

No próximo dia 29-julho-08 iniciarei, pela PUC RIO, o curso APRENDA A INVESTIR NA BOLSA.

O mesmo é composto de módulos, sempre terças e quintas, das 19h às 22h, na própria PUC Rio, Gávea.

Ao final, os participantes receberão certificado com a prestigiada chancela da PUC Rio.

Aos interessados peço que acessem o link abaixo para realizar sua inscrição o quanto antes, pois as vagas são limitadas e a demanda já é grande!! Felizmente!!!

http://www.cce.puc-rio.br/administracao/bolsa.htm

quarta-feira, 11 de junho de 2008

PETRÓLEO & PETROBRAS

Prezados,

Muitos acreditam que ao comprar as ações da Petrobras terão a alta da cotação do petróleo totalmente incorporada à valorização das cotações de suas ações.

NÃO É BEM ASSIM!
O pregão de sexta-feira passada (06/junho/08), que, diga-se de passagem, foi a maior alta da história em um único dia da cotação do petróleo, ilustra muito bem isso.

O primeiro vencimento de contrato futuro do barril do petróleo do tipo WTI, para julho, fechou o último pregão em Nova York a US$ 138,54, um recorde absoluto, com uma alta de 8,41% no dia.

As ações da Petrobras subiram, mas comeram uma poeira e tanto se comparadas com a commodity. As preferenciais (PN, sem direito a voto) subiram ínfimos 0,06% e as ordinárias (ON, com voto) insignificantes 0,01%.

Detalhe ainda mais importante: ao se analisar um período maior, a distância é ainda mais ampla, com o petróleo indo para um lado e os papéis da companhia, para outro.

Na semana passada, o barril subiu 8,79% e as PNs da estatal caíram 2,88%.

Já no ano de 2007, os dois ativos foram para a mesma direção, mas com uma distância abissal: o petróleo subiu 44,34%, enquanto as PNs da companhia se valorizaram 8,35%. Portanto, olhar o desempenho do petróleo e acreditar que o mesmo irá ocorrer com os papéis da Petrobras é, no mínimo, precipitado e arriscado.

A ESTATÍSTICA EXPLICA: A CORRELAÇÃO É BAIXA!
Um levantamento feito pela consultoria financeira CMA, com os dados dos últimos seis meses, mostra que a correlação entre o preço do petróleo e da ação da Petrobras é de 0,48.

Isso significa que, num intervalo de 100 dias, por exemplo, em 48 deles o papel da companhia e o barril caminham na mesma direção, subindo ou caindo.

O estudo da CMA aponta que, nos últimos seis meses, apenas 23% da variação das ações da Petrobras se explica pela oscilação do petróleo no período. Daí pode-se concluir que as ações da Petrobras nem sempre vão para a mesma direção que o petróleo e muito menos sobem ou caem na mesma intensidade que a commodity.

Com base nessas estatísticas, a CMA também fez algumas projeções sobre para onde iriam as ações da estatal conforme o nível do petróleo. Se o barril caísse para US$ 115, por exemplo, as PNs recuariam para R$ 43,66, uma queda de 8,26% ante o seu fechamento na sexta-feira.
Já se o petróleo voltasse para os US$ 100, as ações cairiam para R$ 39,44, uma desvalorização de 17,13%.

OUTROS FATORES IMPORTANTES A LEVAR EM CONTA!
Um deles, e que se refere exatamente ao petróleo, é que a empresa tem uma política muito particular de preços, e não repassa imediatamente para os seus produtos os aumentos do barril.

Em última instância, quanto mais o petróleo sobe e a estatal não reajusta seus preços, mais ela perde, e não o contrário, como muitos imaginam. À medida que o preço do petróleo fica em níveis elevados e por muito tempo, maiores são as chances da Petrobras ter perdas no seu negócio de refino.

A série de novas reservas - algumas com potencial de exploração gigantesco - que a companhia brasileira vem anunciando também é um fator relevante, que faz suas ações descolarem do preço do petróleo e, nesse caso, para o bem.

São exatamente esses anúncios que mais têm pesado no desempenho positivo dos papéis nos últimos meses. E, mesmo com toda a valorização que já tiveram, as ações ainda têm muito espaço para subir, por conta do quanto essas novas reservas irão agregar de produção para a companhia

quinta-feira, 29 de maio de 2008

COMPARATIVO DE CUSTOS DE CORRETAGEM

Prezados,

O Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getúlio Vargas mapeou quais as corretoras mais baratas para quem quer aplicar em títulos públicos via Tesouro Direto e em ações, abaixo segue o resultado.

1) Para quem tem a partir de 5 Mil reais para aplicar em títulos públicos via Tesouro Direto

Corretora / Custos de operação sobre o valor investido

Banif / Gratuito
Socopa / Gratuito
Ativa / 0,20% ao ano
Agora / 0,23% ao ano
Banco Fator / 0,25% ao ano
Spinelli / 0,25% ao ano
XP Investimentos/ 0,25% ao ano
Easynvest (Título) / 0,30% ao ano
Elite Corretora / 0,30% ao ano
Geração Futuro / 0,30% ao ano
HSBC / 0,30% ao ano
Safra Corretora / 0,30% ao ano
Votorantim corretora / 0,30%
Coinvalores / 0,35% ao ano
Geraldo Corrêa / 0,35% ao ano
Unibanco (Invest Shop) / 0,35% ao ano
Isoldi / 0,37%
Planner / 0,37% ao ano
Solidez / 0,40%
Gradual / 0,40% ao ano
Win / 0,40%
ABN Corretora / 0,40% ao ano
Caixa / 0,40% ao ano

SLW / 0,50% ao ano
Link / 0,50%
Mundinvest / 0,50%
Solidus / 0,50% ao ano
Banco do Brasil / 0,50%
Intra / 0,50% ao ano
Itaú / 4% ao ano
Bradesco / 4% ao ano mais 25 reais por compra


2) Para quem tem a partir de 5 Mil reais para aplicar em Ações.

Corretora / Custos por operação
Banif / 15,99 reais
Solidez / 14,99 reais mais 10 reais por mês (2)
Ativa / 15 reais e não há taxa de custódia
Planner / 15 reais mais 9,90 reais por mês

Link / 18,80 reais (1)
HSBC / 18 reais mais 6,90 reais por mês
Agora / 20 reais mais 6 reais por mês
Banco do Brasil / 20 reais mais 9 reais por mês
Easynvest(Título) / 30 reais (3)
Gradual / 20 reais mais 10 reais por mês
Socopa / 20 reais mais 20 centavos a cada intervalo de 100 reais operados
Win / 20 reais (mínimo 100 ações) mais 10 reais por mês (4)
Geraldo Corrêa / 20 reais mais 10 reais por mês
Safra Corretora / 0,25% mais 12,50 reais mais 25 reais ao mês
Bradesco / 0,30% sobre o valor operado mais 10,80 por mês
Concórdia / 0,5% mais 25,21 reais
Spinelli / 0,5% reais mais 25,21 reais ou 16,90 reais
Unibanco(Invest Shop) / 0,5% mais 30 reais por mês
Mundinvest / 0,5% mais 25,21 reais mais 6,90 por mês
XP Investimentos / 0,5% mais 25,21 reais mais 9,86 por mês
Banco Fator / 0,50% mais 25,21 reais mais 10 reais por mês
Prosper / 0,5% mais 25,21 reais mais 10 reais por mês
Solidus / 0,5% mais 25,21 reais mais 10 reais por mês
Itaú / 0,5% mais 25,21 reais mais 10,80 reais por mês
SLW / 0,5% mais 25,21 reais mais 12 reais por mês
Elite Corretora / 0,5% mais 25,21 reais mais 13 reais por mês
ABN Corretora / 0,5% mais 25,21 reais mais 13,50 por mês
Coinvalores / 0,5% mais 25,21 reais mais 15 por mês
Intra / 0,5% mais 25,21 reais mais 15 reais por mês
Superbroker – Santander / 0,5% mais 25,21 reais mais 30 reais por mês


(1) Adicional de 8 reais por mês se não for feita operação no período.
(2) Isenção a partir da sexta operação do dia
(3) 10 reais por operação e mínimo de três operações por mês
(4) Ou 5 reais no mercado fracionário por ordem executada

Vale a pena verificar quanto você paga e se as alternativas acima são mais atrativas!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

O VALOR DOS DIVIDENDOS....

Prezados,

muitos olham para as ações somente em função do seu ganho de capital, isto é, a valorização obtida por meio do crescimento de suas cotações mas se esquecem dos ganhos obtidos pelos dividendos pagos, ou seja, o "dividend yield".

Pois bem, o investidor em ações está com o bolso mais cheio este ano graças aos dividendos ou juros sobre capital próprio - parcela dos lucros distribuída pelas empresas. Além dos ganhos bem mais gordos - os lucros cresceram em média 26,9% em 2007 e mais 12,4% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme estudo do Valor Data - muitas empresas estão mais líquidas, faturando alto e puderam antecipar o pagamento neste início de ano. Com isso, até abril, foram pagos R$ 12,371 bilhões, 70% a mais do que os R$ 7,245 bilhões do mesmo período de 2007, segundo dados da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC).

Se retirarmos desse total Petrobras e Vale, que sozinhas responderam por R$ 4,6 bilhões do que foi pago de parte do lucro até abril deste ano, mesmo assim o crescimento é relevante: R$ 7,7 bilhões, para R$ 4,2 bilhões nos primeiros quatro meses do ano, um crescimento de 72%, segundo a CBLC.

É interessante notar o crescimento do número de empresas repartindo parte dos lucros. Até abril, 248 haviam distribuído algum dinheiro aos acionistas, para 196 no mesmo período de 2007. O crescimento pode ser atribuído à estratégia de mostrar números bons para o investidor em um momento em que a bolsa ia mal das pernas e muitos papéis perdiam até 50% de seu valor por conta da crise das hipotecas americanas. E como muitos acionistas são investidores estrangeiros, curtos de caixa por conta da crise, pagar logo os dividendos passa a ser um atrativo a mais. Parte desse dinheiro já deve inclusive ter deixado o país, como mostram os números de remessas ao exterior. Houve ainda casos específicos, como as empresas de telefonia que estão se reestruturando e onde, segundo analistas, é interessante para os atuais acionistas receberem o máximo de dividendos antes de sair.

Outro ponto importante é a contribuição das novatas para os dividendos. Até abril, as empresas que abriram capital ou entraram no mercado para valer - caso, por exemplo, de TAM e SulAmérica, que tinham ações em bolsa, mas fizeram ofertas recentemente para possibilitar uma liquidez mínima - de 2004 para cá contribuíram com R$ 1,028 bilhão em lucros para o bolso do investidor. Sozinha, Cosan respondeu por R$ 342 milhões, seguida de Redecard, com R$ 67 milhões.

Nesses valores, há tanto lucros obtidos neste ano quanto no ano passado, uma vez que algumas, companhias, como os bancos, pagam mensalmente os dividendos. Outros esperam fechar o balanço anual para pagar, caso de Petrobras, mas antecipam uma parte por meio de juros sobre o capital. A boa notícia é que o crescimento dos lucros continua este ano, como apontam as projeções de ganhos feitas pelos analistas de bancos e corretoras

O aumento dos dividendos foi decorrência de uma série de mudanças para melhor nas empresas. Entre essas melhorias está a maior capacidade de distribuir lucros graças ao aumento dos ganhos, avanço das políticas de governança corporativa e o aumento do "pay-out", a parcela do lucro reservada para distribuição. A maioria das empresas brasileiras já paga mais de 30% do lucro aos acionistas, mais que os 25% exigidos por lei.

Apesar do crescimento dos dividendos pagos, porém, o retorno do acionista levando em conta o preço da ação - o chamado "dividendo yield" - caiu neste ano. Mas foi muito mais em função da alta dos preços das ações. Hoje, os principais papéis da bolsa brasileira, levando-se em conta o Índice Bovespa, projetam um retorno de 2,6% este ano em dividendos sobre o preço das ações no início de maio. É um percentual aparentemente baixo em relação aos juros, de 11,75%, mas está acima da média dos emergentes, de 2,3%, e de muitos mercados, como Rússia, Coréia, Índia e China. Mas essa é uma média, há empresas que pagam bem mais que isso.

O "dividend yield" médio do mercado brasileiro projetado para este ano deve recuar da média histórica de 4,5% para a casa dos 2%, estima o chefe de análise da Fator Corretora. A alta dos preços das ações, explica, acaba reduzindo o retorno proporcional em dividendos. Ele lembra que muitas empresas estão ampliando seus investimentos, o que pode fazer com que o crescimento dos dividendos não acompanhe o dos lucros. Vale e Petrobras estão com programas de investimento muito ambiciosos para os próximos anos e talvez os dividendos não cresçam tanto.

sábado, 24 de maio de 2008

POR QUE, QUANDO OS JUROS SOBEM, O VALOR DOS TITULOS PUBLICOS CAI?

Prezados,

Há tempos no Brasil se adota uma Política Monetária que tem por finalidade controlar por meio do acréscimo dos juros a demanda inflacionária.

Dito em outras palavras, o Banco Central quando sente que há uma ameaça de elevação inflacionária aumenta a taxa de juros, vide a última elevação do COPOM.




MAS COMO ISSO INFLUENCIA O PREÇO DOS TÍTULOS PÚBLICOS?
Quando compramos um título público pelo tesouro direto, ou entramos em algum fundo de renda fixa baseado em títulos atrelados, por exemplo, à SELIC, estamos assumindo a posição de "emprestadores” ao governo. No exemplo mais simples, compramos um título pré-fixado, por hipótese pagando juros correspondentes à taxa SELIC (LTN – Letra do Tesouro Nacional), por um valor de R$ 1.000,00. O governo promete nos pagar, daqui a 1 ano, o valor de R$ 1.000,00 acrescidos dos juros referentes à taxa SELIC (11,75%), o que significaria receber um total de R$ 1.117,50. Nos valores a seguir não considero os custos de operação e dos impostos, pois não são necessários para explicar o mecanismo de variação nos preços dos títulos.

Sairiam R$ 1.000,00 no “dia 0” da sua conta e voltariam R$ 1.117,50 (R$ 1.000,00 do principal + R$ 117,50 de juros), ao final de 1 ano.

Isso é algo contratado, ou seja, mesmo que os juros disparem ou derretam, não há como mudar esse resultado, pois é um título pré-fixado à taxa SELIC do dia em que foi comprado. Se você segurar o título até o vencimento, terá o valor combinado.

MAS E SE PRECISO DO DINHEIRO ANTES DO VENCIMENTO?
Nesse caso existe um mercado secundário para os títulos, que tem suas peculiaridades que não serão discutidas aqui, mas que, em tese, recompraria os títulos pelo valor que eles estiverem no mercado naquele dia.

E SE OS JUROS SUBIREM?
É nesse caso que os valores vão mudar.

Quanto maior for a alteração, para mais, na taxa de juros, maior será a depreciação no valor do título.

Os brasileiros que tinham dinheiro em renda fixa em meados de 2002 lembram dos efeitos que a tal “marcação a mercado” provocaram em seus patrimônios. Em apenas 1 dia, alguns fundos de renda fixa chegaram a cair 4%.

É que as instituições financeiras registravam os títulos pelo valor de face, corrigido pela taxa de juros contratada inicialmente, só que, no mercado secundário, esses títulos flutuavam de acordo com a direção dos juros. De um dia para o outro, os fundos precisaram ajustar seus valores contábeis a valor de mercado, por isso o patrimônio caiu, pois os títulos no mercado tinham valor bem inferior ao que estava registrado nos fundos.

Isso gerou uma saída expressiva de recursos dos fundos pré-fixados à SELIC, com conseqüente migração para a poupança. Depois, quando os investidores entenderam o que havia ocorrido, os recursos acabaram voltando.

Naquela época, onde, devido à fragilidade das contas externas, às vezes o Banco Central tinha que aplicar grandes choques de juros, para evitar que o dinheiro estrangeiro saísse durante crises internacionais.

Empresas que detinham grandes somas em títulos de renda fixa (como seguradoras por exemplo) acabaram registrando uma perda contábil por essa marcação a mercado, dado que a
percepção do mercado era de que os juros subiriam para conter a inflação. Não é uma perda REAL, pois eles não devem vender o título, vão esperar até o vencimento, mas no balanço são obrigados a registrar a queda no valor dos títulos de renda fixa.

Naturalmente, quando há queda nos juros, os títulos sobem de valor.

É por isso que na TV Bloomberg, quando se divulgam os dados sobre o valor dos títulos da dívida
americana, o apresentador diz: O valor dos títulos se move na direção inversa do ganho percentual.

Guarde bem essa mecânica!