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A próxima semana reporta uma agenda tranquila no Brasil em termos de indicadores econômicos. Por outro lado, nos Estados Unidos e Europa alguns dados de maior relevância serão divulgados.
No Brasil, a semana trará as divulgações das segundas prévias de inflação do mês de fevereiro, com destaque para o IGP-M. Além disso, na quinta-feira será divulgado o fluxo cambial do BC, referente a segunda semana de fevereiro.
Nos EUA, a agenda concentra indicadores importantes. Os maiores destaques da semana são os números de produção industrial, utilização da capacidade instalada, índice de preços de janeiro do produtor e consumidor . Além disso, de importância relevante, a ata do FOMC será divulgada no final da tarde de quarta-feira.
A Europa tem a agenda cheia, no entanto, com indicadores de menor importância na comparação com a semana anterior. Os principais destaques serão as prévias dos PMI´s da Zona do Euro, a divulgação da pesquisa de sentimento econômico e a prévia da confiança do consumidor de fevereiro. A semana conta ainda com os dados de conta corrente e balança comercial da região do euro. O Reino Unido divulgará a ata do banco Central Inglês.
PessoALL,
A queda recente das bolsas mundiais trouxe de volta o velho binômio: euforia x desespero. Como já dizia São Tomas de Aquino, a virtude esta no meio. Pena, porem, que em se tratando de bolsa de valores as coisas dificilmente sejam assim.
Passado olho do furacao da crise financeira instaurada em 2008, surge a pergunta: o que mudou de la pra ca? Bom, primeiro que tivemos uma recuperação em 2009 das bolsas mundiais, em especial dos paises emergente, muito acima do esperado. E o mais importante ao meu ver: não há almoço de graça!!
Permitam-me explicar melhor...
Ora, de onde vocês pensam que veio toda a montanha de dinheiro necessária para cobrir os rombos provocados pelas hipotecas furadas nos EUA, e dos Grandes Bancos de Investimento? Fácil responder não? Dos cofres públicos de diversos paises, quer sejam os EUA ou os PIGS, o resultado é o mesmo: aumento do déficit fiscal!
E AGORA?
Agora parece que o mercado se deu conta disso, e não ta mais muito afim de financiar a Península Ibérica (Portugal e Espanha).
Vale Lembrar que em 1992 houve o famoso Tratado de Maastrich, que para a Zona do Euro limitava o Deficit Fiscal dos paises membros em 3% do PIB, hoje não preciso dizer que os PIGS mais que estouraram este limite...
Não menos importante é dizer que antes quebraram empresas, bancos, agora é mais complicado estamos falando de paises! Dá para imaginar o estrago e o efeito cascata se o mau humor virar pessimismo, não?
Caso a situação se agrave, veremos muita sangria nas bolsas mundiais, o dólar rompendo facinho a casa dos R$ 2,20, a taxa de juros aumentando (apesar de já sermos a maior taxa de juros real do mundo), e tudo isso em um ano de eleição presidencial e copa do mundo, é muita coisa junto não?
Enfim, recomendo a todos o que vovó já me dizia há tempos: Meu filho, prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém! Portanto, cuidado com a ganância e a vontade louca de aproveitar a queda, porque pode ser que o pior esteja por vir, ou não, como diria Caetano Veloso.
Finanças
Onde se fez mais dinheiro
Nos últimos dez anos, os investidores que decidiram correr risco no mercado de ações de países emergentes ganharam dinheiro - muito dinheiro. É isso o que revela um levantamento realizado pela revista Fortune. Segundo a publicação, de 1999 a 2009 os papéis cotados na bolsa da Ucrânia subiram impressionantes 893%, logo à frente do Peru e da Rússia. O Brasil aparece em quinto lugar no ranking, com alta de 303% em suas ações. Vale uma ressalva: em 1998, um ano antes de a Fortune iniciar o seu cálculo, a Rússia praticamente quebrou - e sua bolsa atingiu o menor nível em décadas. No Peru, o mercado acionário era quase inexistente há uma década.
Confira
PessoALL,
A semana termina com o mercado internacional de moedas conturbado levando o Real a seu nono pregão de desvalorização.
A moeda encerra o mês cotada muito próxima a RS$/US$ 1,90, com desvalorização acumulada de 8,6% no mês.
O Real sofre em grande parte devido ao fortalecimento do dólar norte-americano. São apontados como os principais responsáveis por esse movimento, tanto os dados econômicos apontando que a economia europeia segue fraca, como a dúvida à respeito da capacidade de pagamento da dívida externa de alguns países do bloco.
A Grécia é o principal foco de atenção. Apesar do premiê da Grécia, George Papandreou, ter avaliado que seu país está sendo vítima de comentários nos mercados financeiros e negar que busca ajuda para financiar o déficit orçamentário doméstico, o próprio comissário de Assuntos Monetários da União Europeia, Joaquín Almunia, disse não haver um plano B para o país porque a Grécia "não entrará em default". Ele também se disse confiante que as medidas fiscais dos integrantes da zona do euro terão sucesso e que a União Europeia está "plenamente comprometida" em ajudar a implementar essas ações. Notou ainda que os problemas de um único país, no âmbito de união monetária, é motivo de "preocupação comum" para todos os participantes.
Nos EUA, a economia cresceu mais que o esperado no quarto trimestre, a uma taxa anualizada de 5,7%, a maior alta desde o terceiro trimestre de 2003 e após o crescimento de 2,2 % no terceiro trimestre. Em 2009 como um todo, o PIB norte-americano caiu 2,4%, a maior queda desde 1946.
Também nesta semana, o banco central dos Estados Unidos afirmou no comunicado final da reunião do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto), que o ritmo de deterioração do mercado de trabalho diminuiu desde a última reunião, em dezembro. O Fed apontou ainda que há sinais de melhora dos gastos dos consumidores e dos investimentos. Sobre o crédito, a autoridade monetária americana disse que, apesar de se manter retraído, "as condições do mercado financeiro continuam favoráveis ao crescimento econômico."
Na reunião, que durou dois dias, o Fed resolveu manter a taxa básica de juros do país em uma banda entre zero e 0,25% ao ano, situação que não muda desde dezembro de 2008.
Na Europa, o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, disse que o banco espera apenas crescimento moderado e pressões contidas de preços nos próximos dois anos na zona do euro. Para Trichet os dados recentes sugerem que a zona do euro continuou crescendo no quarto trimestre do ano passado, mas disse que muitos dos fatores que deram sustentação ao crescimento são temporários e que a expansão futura vai continuar limitada pela necessidade dos bancos, famílias e governos de repararem seus balanços.
Sobre o muito discutido problema dos orçamentos de alguns países membros da zona do euro, Trichet alertou que os persistentes déficits elevados e o aumento dos níveis da dívida de alguns membros podem pôr a perder os esforços do BCE de sanear a economia.
No Brasil, o destaque ficou com a reunião do Copom. O Comitê de Política Monetária decidiu na quarta-feira, manter a taxa Selic em 8,75% ao ano, nível em que se encontra desde julho do ano passado. A decisão dos membros do Copom foi unânime. O resultado já era amplamente previsto pelo mercado. Porém, na opinião da boa parte dos economistas de mercado, há riscos concretos que devem levar a um aperto monetário ainda neste primeiro semestre em virtude da atividade aquecida e possível pressão sobre preços. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 16 e 17 de março. A ata da reunião desta quarta será divulgada pelo BC na quinta-feira da próxima semana, sendo o destaque doméstico.
Também foi destaque, a saída de recursos de quase US$ 2 bilhões do país. A Bolsa brasileira, já teve uma baixa de 4,6% em 2010. Essa reversão está bastante ligada a fatores externos mais do que a fatores domésticos. Dentre os motivos, estão a restrição ao crédito na China, a revisão da avaliação de risco na Europa e no Japão, e regras mais apertadas para os bancos nos EUA, a queda no preço de commodities e dúvidas sobre a recuperação da economia global com a retirada de estímulos e aumento nos juros. O cenário prospectivo otimista para o Brasil permanece intacto, porém a aversão a risco não.
O Ibovespa, após a perda do suporte em 64.900, ficou esquisito. Próximo suporte em 60.146 e resistência em 71.068
E AGORA?
O mês de FEVEREIRO se inicia com diversos indicadores domésticos e internacionais relevantes
No Brasil, o destaque vai para a ata do Copom, que indicará como o comitê está avaliando a atual conjuntura econômica. Merecem atenção também, o IPCA de janeiro, que deve mostrar uma inflação mais elevada e a produção industrial de dezembro, após um resultado abaixo das expectativas em novembro. É importante ficar atento ao movimento de dezembro. Outros indicadores que serão divulgados são o IGP-DI de janeiro, Carta da Anfavea de janeiro, balança comercial de janeiro e PMI de manufaturados.
Nos EUA, as atenções vão para o PAYROLL, em que há expectativa de um crescimento do emprego, indicando uma recuperação da economia americana. Um indicador antecedente a ele será divulgado na quarta, o índice ADP de variação de empregos no setor privado. Além disso, teremos o ISM de manufaturados e de serviços de janeiro, o índice Challenger de redução de postos de trabalho de janeiro, ICSC Vendas lojas em cadeias de janeiro, venda de veículos de janeiro, o crédito ao consumidor, pedidos de fábricas, renda e gastos pessoais, todos de dezembro.
Na Europa, merece atenção a decisão do BoE e do BCE sobre a taxa de juros. A expectativa é que a taxa se mantenha. Outros destaques são a produção industrial alemã, as vendas no varejo de dezembro e os PMI´s da Zona do Euro de janeiro.
PessoALL,
Assim como os rios deságuam no oceano, a BOVESPA segue o fluxo dos investidores estrangeiros, sua saída significa desvalorização....
As saídas líquidas se intensificaram nos últimos dias, acumulando R$ 1,6 bilhões em janeiro. Entre os dias 20 e 26, foram 4 pregões consecutivos de fluxos diários negativos e quedas do Ibovespa.

| Data | Fluxo Diário | Acum. Mês | Acum. Ano | Var. Ibov |
| 22/dez | (209,964) | 292,836 | 20.375,155 | 2,26% |
| 23/dez | (82,037) | 210,799 | 20.293,118 | 0,25% |
| 28/dez | 90,351 | 301,150 | 20.383,469 | 0,46% |
| 29/dez | 65,038 | 366,188 | 20.448,507 | 0,58% |
| 30/dez | 146,061 | 512,249 | 20.594,568 | 0,43% |
| 04/jan | 271,224 | 271,224 | 271,224 | 2,12% |
| 05/jan | 419,058 | 690,282 | 690,282 | 0,28% |
| 06/jan | 188,390 | 878,672 | 878,672 | 0,70% |
| 07/jan | 29,213 | 907,885 | 907,885 | -0,39% |
| 08/jan | (79,415) | 828,470 | 828,470 | -0,27% |
| 11/jan | 85,251 | 913,721 | 913,721 | 0,24% |
| 12/jan | (81,048) | 832,673 | 832,673 | -0,51% |
| 13/jan | 13,887 | 846,560 | 846,560 | 0,44% |
| 14/jan | (267,602) | 578,958 | 578,958 | -0,83% |
| 15/jan | (187,421) | 391,537 | 391,537 | -1,18% |
| 18/jan | 82,199 | 473,736 | 473,736 | 0,61% |
| 19/jan | 36,701 | 510,437 | 510,437 | 0,73% |
| 20/jan | (474,118) | 36,319 | 36,319 | -2,44% |
| 21/jan | (619,096) | (582,777) | (582,777) | -2,83% |
| 22/jan | (386,694) | (969,471) | (969,471) | -0,08% |
| 26/jan | (708,035) | (1.677,506) | (1.677,506) | -1,05% |
ANÁLISE
Podemos ver rapidamente um importante teste do patamar de 64.400 pontos. Resistência em 68.950 e 69.920.
O Mercado está em tendência de baixa as compras se tornam mais perigosas e têm que ser muito bem estudadas. Um repique nos próximos dias é provável, mas enquanto não formarmos um pivô de alta no diário é importante termos muita cautela, realizando lucros rapidamente e mais do que nunca respeitar stops e manejo de risco.
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O Ibovespa corrige dentro da tendência de alta, porém perdeu o canal de alta dos últimos meses. O ponto positivo foi o fechamento acima do suporte de 65.900. Ibovespa encontra resistência em 71.068. | |
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