sexta-feira, 5 de março de 2010

Semana volátil para as bolsas



PessoALL,

A primeira semana "oficial" (pós-carnaval) começou animada com notícias sobre um possível pacote de ajuda à Grécia de € 30 bilhões e com a divulgação de indicadores antecedentes de atividade melhores, tanto na Europa quanto na China.

No entanto, ao longo da semana, divergências no bloco Europeu minaram parte do bom humor de mercado que apenas foi restabelecido após a confirmação de que o governo grego conseguiu, com sucesso, emitir títulos com 10 anos de prazo, a uma taxa ligeiramente superior aos títulos atualmente disponíveis no mercado e com uma demanda pelo leilão três vezes superior à oferta.

Nesta sexta-feira, foi o tão aguardado relatório sobre o mercado de trabalho norte-americano que conseguiu de fato restabelecer a tendência positiva para os mercados. Segundo o relatório de fevereiro, houve 36 mil demissões líquidas no mês, valor bem superior à mediana das expectativas de mercado que estavam em queda de 70 mil. A taxa de desemprego, apesar de ter ficado estável em 9,7%, não se elevou como o esperado pelo mercado. Nesse sentido, os dados corroboram uma recuperação da economia norte-americana, mesmo que em ritmo lento. Isso traz a sensação de que podemos ter juros baixos por um tempo maior. O que é muito bom pra BOVESPA!

No mercado interno, apesar dos dados de desaceleração da inflação, principalmente sobre produtos e serviços básicos, e da sinalização de acomodação da indústria em janeiro, a pesquisa FOCUS indicou a continuidade no aumento das expectativas de inflação para 2010, que agora se encontram perto de 5%, acima do centro da meta do Banco Central de 4,5%. O mercado de juros segue precificando que existe uma probabilidade significativa de aumento da taxa Selic já em março.


O QUE VEM POR AÍ....

A próxima semana traz uma agenda de indicadores econômicos de grande importância, tanto no Brasil como nos Estados Unidos e Europa.

No Brasil, o fato mais esperado é a divulgação do PIB do quarto trimestre, mas ao longo da semana, teremos a divulgação das vendas no varejo, produção industrial regional, IGP-DI de fevereiro e também as primeiras prévias de inflação do mês de março.

Nos EUA, a agenda concentra indicadores de grande relevância para o mercado. Os maiores destaques da semana são os números de vendas a varejo de fevereiro e balança comercial de janeiro. Ainda conta com estoque de empresas, orçamento mensal e a pesquisa de confiança do consumidor de Michigan.

Na Europa, uma agenda de pouco indicadores, mas de grande peso. Os principais destaques  serão as divulgações das produções industriais da França, Alemanha, Reino Unido e a Zona do Euro. E ainda, o relatório mensal do Banco Central Europeu e a pesquisa Sentix de confiança do investidor.

Próximo teste da BOVESPA em 71 mil pontos!


ÍNDICES

IBOV

3,52%

S&P

3,10%

Dow Jones

2,33%

Nasdaq

3,85%

MAIORES ALTAS IBOVESPA

FIBR3

10,23%

BTOW3

8,11%

NETC4

7,79%

VALE3

7,63%

NATU3

7,34%

MAIORES BAIXAS IBOVESPA

TAMM4

-5,49%

CSAN3

-4,97%

LLXL3

-4,30%

GOLL4

-3,46%

LIGT3

-1,88%

 





 


sábado, 13 de fevereiro de 2010

Mero Alívio ou retomada?

PessoALL,

As principais bolsas terminam a semana em território positivo, com os investidores animados com o plano de ajuda da União Europeia à Grécia. 

Segundo o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, o Banco Central Europeu (BCE) e a Comissão Europeia irão juntar forças para monitorar a Grécia e para redigir "medidas adicionais necessárias" para manter a estabilidade na zona do euro. 

As principais bolsas terminam a semana em território positivo, com os investidores animados com o plano de ajuda da União Europeia à Grécia. 

Segundo o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, o Banco Central Europeu (BCE) e a Comissão Europeia irão juntar forças para monitorar a Grécia e para redigir "medidas adicionais necessárias" para manter a estabilidade na zona do euro. 

No entanto, a questão continua em aberto e deve seguir como destaque nas próximas  semanas. 

Nesse sentido, o Euro deve continuar pressionado, em especial, por que uma das principais consequências do agravamento do endividamento europeu será um crescimento econômico menor, dado a necessidade de um ajuste fiscal à frente. Na manhã desta sexta-feira, a divulgação do produto interno bruto (PIB) da região ratificou essa percepção. A zona do euro perdeu força no quarto trimestre de 2009, quando a economia cresceu apenas 0,1 % sobre os três meses imediatamente anteriores, abatida pela fraca performance da Alemanha. Em 2009, como um todo, o PIB recuou 4%. 

Nos EUA, a novidade veio do presidente do Fed, que deixou claro que o momento de iniciar o aperto monetário ainda está um pouco longe, mas pode começar a retirar os enormes estímulos para a economia, removendo, em primeiro lugar, um pouco da liquidez do sistema financeiro, para, só depois, subir o juro.  Apesar de Ben Bernanke ter deixado claro que esse ajuste não é para agora, o anúncio pode ser compreendido como uma sinalização importante. 

Nesta semana, também foram destaque a divulgação de uma bateria de dados na China, sendo a principal notícia a decisão do Banco Central da China em elevar o depósito compulsório dos bancos do país em 0,50%.  A decisão, dentro do nosso entendimento, corrobora o cenário de crescimento robusto para emergentes. 

No Brasil, as atenções continuam voltadas para os juros e, principalmente, para os dados de inflação corrente que continuam a apontar importantes pressões. Mesmo sabendo que os três primeiro meses do ano são sazonalmente piores para preços, os dados continuam surpreendendo os analistas. Segundo a pesquisa Focus do BC divulgada no início da semana, a mediana das expectativas para a inflação ao consumidor no ano já ultrapassou o centro da meta e hoje está em 4,73%. Os números de atividade, apesar de ligeiramente mais fracos do que no último trimestre do ano, continuam também sinalizando uma atividade corrente forte, como apontou o dado de utilização da capacidade instalada medida pela CNI, que em janeiro ficou em 81,7% da capacidade total, nível já elevado. 

Dentro desse contexto, o mercado externo continua a nortear a mercado doméstico, sendo que a Europa continua no centro das discussões.


QUANTO AO IBOVESPA
Apesar do "repique", segue no canal de baixa, com resistência aos 67346 ptos e suporte aos 61341ptos. Graficamente, há de se aguardar um pivot de alta para confirmar uma reversão da tendência. Por outro lado, caso perca os 61341 ptos, pode fazer novas mínimas.

 

 
 


A próxima semana reporta uma agenda tranquila no Brasil  em termos de indicadores econômicos. Por outro lado, nos Estados Unidos e Europa  alguns dados de maior relevância serão divulgados. 

No Brasil, a semana trará as divulgações das segundas prévias de inflação do mês de fevereiro, com destaque para o IGP-M. Além disso, na quinta-feira será divulgado o fluxo cambial do BC, referente a segunda semana de fevereiro. 

Nos EUA, a agenda concentra indicadores importantes. Os maiores destaques da semana são os números de produção industrial, utilização da capacidade instalada, índice de preços de janeiro do produtor e consumidor . Além disso, de importância relevante,  a ata do FOMC será divulgada no final da tarde de quarta-feira. 

A Europa tem a agenda cheia, no entanto, com indicadores de menor importância na comparação com a semana anterior. Os principais destaques serão as prévias dos PMI´s da Zona do Euro, a divulgação da pesquisa de sentimento econômico e a prévia da confiança do consumidor de fevereiro. A semana conta ainda com os dados de conta corrente e balança comercial da região do euro. O Reino Unido divulgará  a ata do banco Central Inglês. 



sábado, 6 de fevereiro de 2010

CUIDADO PORQUE NINGUEM SABE O FUNDO DO POÇO....

PessoALL,

 

A queda recente das bolsas mundiais trouxe de volta o velho binômio: euforia x desespero. Como já dizia São Tomas de Aquino, a virtude esta no meio. Pena, porem, que em se tratando de bolsa de valores as coisas dificilmente sejam assim.

Passado olho do furacao da crise financeira instaurada em 2008, surge a pergunta: o que mudou de la pra ca? Bom, primeiro que tivemos uma recuperação em 2009 das bolsas mundiais, em especial dos paises emergente, muito acima do esperado. E o mais importante ao meu ver: não há almoço de graça!!

 

Permitam-me explicar melhor...

Ora, de onde vocês pensam que veio toda a montanha de dinheiro necessária para cobrir os rombos provocados pelas hipotecas furadas nos EUA, e dos Grandes Bancos de Investimento? Fácil responder não? Dos cofres públicos de diversos paises, quer sejam os EUA ou os PIGS, o resultado é o mesmo: aumento do déficit fiscal!

 

E AGORA?

Agora parece que o mercado se deu conta disso, e não ta mais muito afim de financiar a Península Ibérica (Portugal e Espanha).

Vale Lembrar que em 1992 houve o famoso Tratado de Maastrich, que para a Zona do Euro limitava o Deficit Fiscal dos paises membros em 3% do PIB, hoje não preciso dizer que os PIGS mais que estouraram este limite...

Não menos importante é dizer que antes quebraram empresas, bancos, agora é mais complicado estamos falando de paises! Dá para imaginar o estrago e o efeito cascata se o mau humor virar pessimismo, não? 

Caso a situação se agrave, veremos muita sangria nas bolsas mundiais, o dólar rompendo facinho a casa dos R$ 2,20, a taxa de juros aumentando (apesar de já sermos a maior taxa de juros real do mundo), e tudo isso em um ano de eleição presidencial e copa do mundo, é muita coisa junto não?

Enfim, recomendo a todos o que vovó já me dizia há tempos: Meu filho, prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém! Portanto, cuidado com a ganância e a vontade louca de aproveitar a queda, porque pode ser que o pior esteja por vir, ou não, como diria Caetano Veloso.

 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

SUSPEDAM A FEIJOADA, OS PORCOS ESTÃO DANDO O QUE FALAR....

PessoALL,

Os PIGS, já postei sobre eles anteontem, seguem dando o que falar... e foram o motivo da queda generalizada das bolsas no mundo hoje, dia 04-fev-10.

Os "credit-default swaps" em Portugal e as dividas do governo Espanhol atingiram hoje 211 e 164 basic points. Entretanto estes níveis encontram-se abaixo dos 415 basic points que custou assegurar o default grego.

Na Irlanda de acordo com um artigo da revista "The Economist" desta semana a recessão já acabou. Os CDS da divida Irlandesa se estabilizaram desde Outubro de 2009, diferentemente do que acontece com Espanha, Grécia, Itália e Portugal.

Ate o momento o risco soberano não apresentou impacto nos bonds corporativos. Não houve aumento significativo de risco nos prêmios corporativos.

Os riscos soberanos neste momento ainda são gerenciáveis. Quando não forem mais e as dividas soberanas apresentarem realmente um RISCO para os mercados financeiros globais o preço do ouro irá disparar!

Vimos, recentemente, a China fazer uma pausa nos empréstimos no final de Janeiro/2010. Os bancos Chineses excederam seus empréstimos em mais de 1.5 trilhões de yuan (219,7 bilhões de dólares)
em Janeiro.

Em um mês os bancos emprestaram 20% da quota de novos empréstimos de $7.5 trilhões, estipulada pelas autoridades Chinesas neste ano. A quota de 7.5 trilhões de yuan em novos empréstimos
representa 20% de aumento em credito num único mês. Assim sendo, estamos bem longo de uma política restritiva de credito.

Mercados, em geral, tendem a seguir com mau humor amanhã, até porque é pouco provável que alguém queira dormir comprado neste final de semana depois da sangria de hoje...


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

BOVESPA segurou no 65.000 e fez uma graça perto dos 67.000

PessoALL,

Hoje, terça-feira, dia 02/02/10, o Ibovespa fechou em alta pelo segundo dia consecutivo aos 67.163 pontos, subindo 0,89% com o volume financeiro de R$ 5,8 bilhões. 

Vale dizer que o volume ficou abaixo do que até então vinha apresentando, acima dos R$ 6,5 bilhões, nos últimos tempos.

Nos mercados internacionais destaque na Zona do Euro para a divulgação do PPI (índice de preços ao produtor) de dezembro de 2009 que apresentou alta de 0,1% MoM e queda de 2,9% YoY .

No Brasil, o destaque ficou por conta da divulgação dos dados de produção industrial de 2009 que acumulou queda de 7,4% no ano, o pior resultado anual desde 1990. Em dezembro a produção industrial caiu 0,3% na variação mensal e subiu 18,9% na comparação anual. 

Dentre as empresas que compõem o índice, destacaram-se positivamente a Rossi ON e a Gol PN, cujas altas foram de 7,78% e 7,59% respectivamente. Já as maiores quedas foram Eletrobrás e Telemar NLeste PNA (-3,36%), e Telemar PN (-2,62%). 

O dólar fechou o dia com desvalorização de 1,56% frente ao real, sendo cotado a R$ 1,830.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

FOI-SE O TEMPO QUE PIGS ERAM APENAS PORCOS...

PessoALL,

Já ficou mais que pública e notória a expressão BRIC´s, expressão que faz referência ao Brasil, Rússia, Índia e China, os mais famosos países emergentes.


Pois bem, agora está ganhando notoriedade também outro anacrônico, o PIGS, que faz referência à Portugal, Irlanda. Grécia e Espanha (Spain, em inglês).

OS MOTIVOS?
O aumento no déficit público de países como Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha (os chamados PIGS) é um dos principais riscos para a economia internacional neste momento. Esses países poderão ter que passar por restrições de orçamento público que reduzam o crescimento econômico, em um momento já não muito favorável, no qual o Produto Interno Bruto deverá ainda se retrair, 0,6% em Portugal, 0,8% na Irlanda, 0,4% na Espanha e 0,7% na Grécia, segundo estima ele.

A recente crise de dívida da Grécia, país da zona do euro, é uma situação muito nova, que traz muitas incertezas. Há na Grécia grande instabilidade política forte e oposição aos planos de aperto fiscal do governo, o que reduz sua capacidade de fazer o que precisa ser feito para pagamento dos credores.



Não é à toa que a Grécia teve sua classificação de risco de crédito piorada no início deste ano.


O mundo ainda apresenta uma recuperação frágil, com capacidade ociosa da indústria em níveis recordes, e há risco de bolhas de investimento na China. Para o Brasil, além da instabilidade vinda de fora, um dos grandes perigos é a perda de competitividade no comércio internacional por causa da moeda forte em relação a países como por exemplo, a China.



Como mostra o gráfico ao lado, o mercado financeiro já vê risco maior de moratória dos governos da Grécia, de Portugal e da Irlanda do que do Brasil. O prêmio de risco do swap de crédito (Credit Default Swap - CDS) de cinco anos do Brasil era de 144,1 pontos básicos na sexta-feira, contra 399,2 da Grécia, 151,6 da Irlanda e 161,7 de Portugal.

domingo, 31 de janeiro de 2010

RISCO & RETORNO... COMPARATIVO DE VALORIZAÇÃO DA BOVESPA

PessoALL,

segue post da interessante de matéria recente da ISTOÉ Dinheiro....


Dinheiro na semana
Por Amauri Segalla e Nicholas Vital

Finanças

Onde se fez mais dinheiro

Nos últimos dez anos, os investidores que decidiram correr risco no mercado de ações de países emergentes ganharam dinheiro - muito dinheiro. É isso o que revela um levantamento realizado pela revista Fortune. Segundo a publicação, de 1999 a 2009 os papéis cotados na bolsa da Ucrânia subiram impressionantes 893%, logo à frente do Peru e da Rússia. O Brasil aparece em quinto lugar no ranking, com alta de 303% em suas ações. Vale uma ressalva: em 1998, um ano antes de a Fortune iniciar o seu cálculo, a Rússia praticamente quebrou - e sua bolsa atingiu o menor nível em décadas. No Peru, o mercado acionário era quase inexistente há uma década.

Confira

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A CHAPA ESQUENTOU PARA A BOVESPA...

PessoALL,

A semana termina com o mercado internacional de moedas conturbado  levando o Real a seu nono pregão de desvalorização
.

A moeda encerra o mês cotada muito próxima a RS$/US$ 1,90, com desvalorização  acumulada de 8,6% no mês. 

O Real sofre em grande parte devido ao fortalecimento do dólar norte-americano. 
São apontados como os principais responsáveis por esse movimento, tanto os dados econômicos apontando que a economia europeia segue fraca, como a dúvida à respeito da capacidade de pagamento da dívida externa de alguns países do bloco. 


A Grécia é o principal foco de atenção
. Apesar do premiê da Grécia, George Papandreou, ter avaliado que seu país está sendo vítima de comentários nos mercados financeiros e negar que busca ajuda para financiar o déficit orçamentário doméstico, o próprio comissário de Assuntos Monetários da União Europeia, Joaquín Almunia, disse não haver um plano B para o país porque a Grécia "não entrará em default".  Ele também se disse confiante que as medidas fiscais dos integrantes da zona do euro terão sucesso e que a União Europeia está "plenamente comprometida" em ajudar a implementar essas ações. Notou ainda que os problemas de um único país, no âmbito de união monetária, é motivo de "preocupação comum" para todos os participantes. 

Nos EUA, a economia cresceu mais que o esperado no quarto trimestre, a uma taxa anualizada de 5,7%, a maior alta desde o terceiro trimestre de 2003 e após o crescimento de 2,2 % no terceiro trimestre. Em 2009 como um todo, o PIB norte-americano caiu 2,4%, a maior queda desde 1946. 

Também nesta semana, o banco central dos Estados Unidos afirmou  no comunicado final da reunião do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto), que o ritmo de deterioração do mercado de trabalho diminuiu desde a última reunião, em dezembro. O Fed apontou ainda que há sinais de melhora dos gastos dos consumidores e dos investimentos.  Sobre o crédito, a autoridade monetária americana disse que, apesar de se manter retraído, "as condições do mercado financeiro continuam favoráveis ao crescimento econômico." 

Na reunião, que durou dois dias, o Fed resolveu manter a taxa básica de juros do país em uma banda entre zero e 0,25% ao ano, situação que não muda desde dezembro de 2008. 

Na Europa, o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, disse que o banco espera apenas crescimento moderado e pressões contidas de preços nos próximos dois anos na zona do euro. Para Trichet os dados recentes sugerem que a zona do euro continuou crescendo no quarto trimestre do ano passado, mas disse que muitos dos fatores que deram sustentação ao crescimento são temporários e que a expansão futura vai continuar limitada pela necessidade dos bancos, famílias e governos de repararem seus balanços.

Sobre o muito discutido problema dos orçamentos de alguns países membros da zona do euro, Trichet alertou que os persistentes déficits elevados e o aumento dos níveis da dívida de alguns membros podem pôr a perder os esforços do BCE de sanear a economia.

No Brasil, o destaque ficou com a reunião do Copom. O Comitê de Política Monetária  decidiu na quarta-feira, manter a taxa Selic em 8,75% ao ano,
 nível em que se encontra desde julho do ano passado. A decisão dos membros do Copom foi unânime. O resultado já era amplamente previsto pelo mercado. Porém, na opinião da boa parte dos economistas de mercado, há riscos concretos que devem levar a um aperto monetário ainda neste primeiro semestre em virtude da atividade aquecida e possível pressão sobre preços. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 16 e 17 de março. A ata da reunião desta quarta será divulgada pelo BC na quinta-feira da próxima semana, sendo o destaque doméstico. 

Também foi destaque, a saída de recursos de quase US$ 2 bilhões do país. A Bolsa brasileira, já teve uma baixa de 4,6% em 2010. Essa reversão está bastante ligada a fatores externos mais do que a fatores domésticos. Dentre os motivos, estão a restrição ao crédito na China, a revisão da avaliação de risco na Europa e no Japão, e regras mais apertadas para os bancos nos EUA, a queda no preço de commodities e dúvidas sobre a recuperação da economia global com a retirada de estímulos e aumento nos juros. O cenário prospectivo otimista para o Brasil permanece intacto, porém a aversão a risco não.

O Ibovespa, após a perda do suporte em 64.900, ficou esquisito
. Próximo suporte em 60.146 e resistência em 71.068


E AGORA?
O mês de FEVEREIRO se inicia com diversos indicadores domésticos e internacionais relevantes

No Brasil, o destaque vai para a ata do Copom, que indicará como o comitê está avaliando a atual conjuntura econômica. Merecem atenção também, o IPCA de janeiro, que deve mostrar uma inflação mais elevada e a produção industrial de dezembro, após um resultado abaixo das expectativas em novembro. É importante ficar atento ao movimento de dezembro. Outros indicadores que serão divulgados são o IGP-DI de janeiro, Carta da Anfavea de janeiro, balança comercial de janeiro e PMI de manufaturados. 

Nos EUA, as atenções vão para o PAYROLL, em que há expectativa de um crescimento do emprego, indicando uma recuperação da economia americana. Um indicador antecedente a ele será divulgado na quarta, o índice ADP de variação de empregos no setor privado. Além disso, teremos o ISM de manufaturados e de serviços de janeiro, o índice Challenger de redução de postos de trabalho de janeiro, ICSC Vendas lojas em cadeias de janeiro, venda de veículos de janeiro, o crédito ao consumidor,  pedidos de fábricas, renda e gastos pessoais, todos de dezembro. 

Na Europa, merece atenção a decisão do BoE e do BCE sobre a taxa de juros. A expectativa é que a taxa se mantenha. Outros destaques são a produção industrial alemã, as vendas no varejo de dezembro e os PMI´s da Zona do  Euro de janeiro. 

 

NA TORCIDA PARA O DOW JONES NÃO PERDER OS 10.000 PONTOS

PessoALL,

Ontem, quinta, por pouco a vaca não foi pro brejo de vez!

Na Matriz, leia-se EUA, o DOW JONES quase perdeu os 10.000 pontos, marca importante pelo aspecto pscicológio sobretudo.

Por aqui, sambamos no ritmo de pre-carnaval e conseguimos ficar no terreno positivo, mas ainda sob suspeita de que quedas maiores estão por vir.

RESUMO DA ÓPERA
Ibovespa conseguiu se descolar dos índices externos e encerrou em alta de 0,80%, aos 65.587 pontos. O volume negociado foi de 6,439 bilhões.

No exterior, destaque para o índice de sentimento econômico geral da Zona do Euro, que subiu para 95,7 em janeiro, saindo de 94,1 em dezembro, superando a previsão de 92,5 para o mês. Outro fator que influenciou negativamente o desempenho do mercado foi a divulgação de dados do varejo no Japão, que registrou uma variação negativa de 0,3% na comparação com dez/08.

No Brasil, destaque negativo para a taxa de desemprego em dezembro, que ficou em 6,8%, acima de nossa expectativa de 6,3%. De todo modo, este índice de desemprego representa a mínima da serie histórica iniciada em 2002.

Dentre os papeis que compõem o Ibovespa, as maiores altas foram BMF Bovespa ON (+3,28%) e Itau Unibanco PN (+2,99%). Na ponta oposta, as maiores quedas foram Souza Cruz ON (-3,81%) e PDG ON (-3,63%).

Já o dólar fechou o dia com valorização de 0,43% frente ao real, sendo cotado a R$ 1,8670.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O RIO DESÁGUA NO OCEANO....

PessoALL,

Assim como os rios deságuam no oceano, a BOVESPA segue o fluxo dos investidores estrangeiros, sua saída significa desvalorização....

 

As saídas líquidas se intensificaram nos últimos dias, acumulando R$ 1,6 bilhões em janeiro. Entre os dias 20 e 26, foram 4 pregões consecutivos de fluxos diários negativos e quedas do Ibovespa.



 

 

Data

Fluxo Diário

Acum. Mês

Acum. Ano

Var. Ibov

22/dez

(209,964)

              292,836

       20.375,155

2,26%

23/dez

(82,037)

              210,799

       20.293,118

0,25%

28/dez

90,351

              301,150

       20.383,469

0,46%

29/dez

65,038

              366,188

       20.448,507

0,58%

30/dez

146,061

              512,249

       20.594,568

0,43%

04/jan

271,224

              271,224

            271,224

2,12%

05/jan

419,058

              690,282

            690,282

0,28%

06/jan

188,390

              878,672

            878,672

0,70%

07/jan

29,213

              907,885

            907,885

-0,39%

08/jan

(79,415)

              828,470

            828,470

-0,27%

11/jan

85,251

              913,721

            913,721

0,24%

12/jan

(81,048)

              832,673

            832,673

-0,51%

13/jan

13,887

              846,560

            846,560

0,44%

14/jan

(267,602)

              578,958

            578,958

-0,83%

15/jan

(187,421)

              391,537

            391,537

-1,18%

18/jan

82,199

              473,736

            473,736

0,61%

19/jan

36,701

              510,437

            510,437

0,73%

20/jan

(474,118)

                36,319

               36,319

-2,44%

21/jan

(619,096)

            (582,777)

           (582,777)

-2,83%

22/jan

(386,694)

            (969,471)

           (969,471)

-0,08%

26/jan

(708,035)

         (1.677,506)

       (1.677,506)

-1,05%

 

 


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

BOVESPA VOLTA A NOVEMBRO DE 2009

PessoaALL,

COPOM sem surpresas.. Ficamos em 8,75%... Conseguimos também manter a BOVESPA em cerca de 65 mil pontos, pode TALVEZ haver espaço para um leve repique....

Em sessão marcada pela instabilidade nas principais bolsas do mundo, a principal notícia foi relacionada à decisão do Fed de manter a taxa básica de juro dos EUA inalterada, mantendo-a no patamar entre 0 e 0,25% aa. No Brasil, o Ibovespa encerrou o pregão em queda de 0,69%, sendo cotado a 65.069 pontos, menor patamar desde 12 de novembro do ano passado e quinto pregão seguido de desvalorização no índice. O volume financeiro ficou em R$ 6,161 bilhões

No mercado externo, destaque para a divulgação negativa dos dados de vendas de imóveis nos EUA pressionando as principais bolsas ao redor do mundo. Destacamos também o discurso do vice-presidente do People's Bank of China, que afirmou uma manutenção da política monetária expansionista, com uma projeção e crescimento do PIB para 2010 entre 8% e 9%. Apesar do numero ainda forte, essa projeção implica em uma redução do ritmo de crescimento atual, dado que o crescimento no 4T09 foi de 10,7%.

No Brasil, destaque para o resultado de gastos do governo, que registrou uma alta de 74,5 bilhões no ano de 2009. Dentre os papeis que compõem o índice, as maiores altas foram Natura ON (+4,58%) e BRF Foods ON (+2,65%). Na ponta oposta, as maiores quedas foram Klabin PN (-3,84%) e Gerdau PN (-2,85%). O dólar fechou o dia com valorização de 1,25% ante o real, sua sétima valorização seguida, sendo cotado a R$ 1,859.


PANORAMA IBOVESPA

PessoALL,

O Gráfico do IBOV não tá bonitinho não..... Vejam....

Gráfico


ANÁLISE

Podemos ver rapidamente um importante teste do patamar de 64.400 pontos. Resistência em 68.950 e 69.920.

O Mercado está em tendência de baixa as compras se tornam mais perigosas e têm que ser muito bem estudadas. Um repique nos próximos dias é provável, mas enquanto não formarmos um pivô de alta no diário é importante termos muita cautela, realizando lucros rapidamente e mais do que nunca respeitar stops e manejo de risco.


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

PUDIM COM GOSTO DE AZEDO

PessoALL,

Apesar da leve recuperação dos mercados na Euproa e EUA, por aqui a história não foi bem assim hoje.

A aversão ao risco deu tom aos negócios na bolsa brasileira. O principal índice acionário na BM&FBovespa se descolou do movimento de Wall Street e não saiu do terreno negativo nesta terça-feira. Ao final do pregão, o Ibovespa marcou desvalorização de 1,05%, aos 65.523 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 6,470 bilhões.

Os investidores ainda repercutem a possibilidade restrição de crédito na China e a proposta de regulação do sistema financeiro norte-americano.Além disso, ou quiçá por é observada uma saída mais forte de ativos por estrangeiros, o que explica parte da queda do Ibovespa.

Por sua vez, a alta do dólar penaliza o preço das commodities, refletindo diretamente no desempenho do Índice Bovespa - isso porque as empresas de maior peso no índice são ligadas a matérias-primas. As ações preferenciais da Vale recuaram 2,62%, negociadas a R$ 42,60; enquanto que as da Petrobras caíram 2,44%, vendidas R$ 33,90, acompanhando a cotação do petróleo no mercado internacional.

O preço do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em março, caiu 0,8%, cotado a US$ 74,69 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). E o barril do tipo Brent, também com vencimento em março, recuou 0,6%, negociado a US$ 73,23 no ICE Exchange de Londres.

Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam em leve alta. O movimento reflete o aumento da confiança dos consumidores norte-americano para 55,9 pontos em janeiro de 2010, ante 53,6 pontos em no mês anterior. Além de superar as projeções de mercado, o dado mostra o terceiro mês seguido de avanço.

De volta à bolsa brasileira, a ações da Cesp (PN +4,84%), Eletropaulo (PN +4,77%), Cemig (PN +4,46%), TAM (PN +3,28%) e Redecard (ON +2,46%) ficaram entre os destaques de alta do Ibovespa. Na ponta contrária, destaque para os papéis da Natura (ON -5,38%), LLX (ON -3,97%), Eletrobrás (ON -3,79), Fibria (ON -3,66%) e B2W Varejo (-3,65%).


E O QUE VEM POR AÍ...

Para amanhã, os agentes financeiros aguardam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), no Brasil, e do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), nos Estados Unidos, quanto à taxa básica de juros. Em ambas as economias, a expectativa é de manutenção das taxas.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

SEMANA TENSA

PessoALL,

Nesta semana, tivemos a  ofensiva do presidente americano Barack Obama contra os bancos deixando um clima de incertezas no ar e, em grande parte, explica a queda das principais bolsas já na quinta-feira e que continuou nesta sexta-feira.

O presidente dos EUA afirmou que não queria "ver nunca mais o contribuinte americano ser refém de instituições grandes demais para quebrar", e propôs medidas que proíbem bancos que detêm depósitos de correntistas de investir, negociar ou aconselhar fundos hedge e fundos de participações em empresas (private equity), além de vetá-los de fazer operações com o próprio dinheiro, chamadas de Tesouraria, para obter lucros em benefício próprio e não para seus clientes.

A ideia é proibir bancos protegidos pelo governo de usarem seus recursos para fazer apostas arriscadas em papéis lastreados em hipotecas, derivativos e outros, evitando as operações que deram origem à crise de 2008. Se for adotada pelo Congresso, a medida obrigaria os grandes bancos a separarem suas operações.

A proposta ainda precisa passar pelo Congresso. Por enquanto, só a Câmara aprovou uma versão da Lei de Reforma Financeira, em junho. O Senado está negociando sua versão e depois as duas precisam ser fundidas. Obama quer que os legisladores incorporem as propostas, mas os republicanos já se mostraram contra.

Já em relação aos resultados das empresas divulgados nesta semana, os  grandes bancos americanos indicam que a recessão na principal economia global perdeu força no quarto trimestre do ano passado, com as perdas dessas instituições com cartões de crédito, hipotecas imobiliárias e outros empréstimos, diminuindo no fim de 2009.

Instituições como Bank of America e Wells Fargo, dois dos maiores bancos dos Estados Unidos, revelaram que enxergam sinais de uma virada no ciclo de crédito, graças à recuperação econômica alimentada pelas centenas de bilhões de dólares em estímulo do governo.

Nesse contexto, de resultados melhores dos bancos, mas de um novo pacote de medidas para regulamentar o sistema, os mercados acabam a semana operando sob forte incerteza, que acaba por induzir parte de um movimento de realização de lucros.

No Brasil, nesta sexta-feira a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acelerou mais que o esperado em janeiro, pressionada pelo aumento sazonal dos alimentos e pela tarifa de ônibus mais cara em São Paulo.

O indicador subiu 0,52% no mês, após elevação de 0,38% em dezembro. O mercado futuro de juros abriu levando prêmio aos contratos de vencimentos mais curtos. A discussão sobre quando o Banco Central Brasileiro deve subir os juros continua. Parte dos analistas acredita que já em Março poderá haver alta, outros acreditam que o BC deve esperar um pouco mais e iniciar a alta apenas em meados do ano.

O câmbio também foi grande destaque na semana. A percepção de que a economia europeia segue mais fraca do que a economia norte-americana fez com que o dólar dos EUA ganhasse valor frente ao euro e carregou consigo as outras moedas. A cotação do Real contra o dólar norte-ameircano rompeu a importante barreira de R$ 1,800 e opera pressionado neste fim da semana.

Com um feriado municipal em SP, na próxima semana, a cautela deve continuar a dar o tom nos próximos pregões.



 

O Ibovespa corrige dentro da tendência de alta, porém perdeu o canal de alta dos últimos meses. O ponto positivo foi o fechamento acima do suporte de 65.900. Ibovespa encontra resistência em 71.068.

 
 


O final do mês conta com diversos indicadores domésticos e internacionais relevantes.

No Brasil, o destaque vai para a reunião do Copom que decidirá a taxa Selic. É esperado que o valor seja mantido, porém é importante ver o comunicado do comitê.

Nos EUA, as atenções vão para a reunião do Fomc e para a divulgação do PIB do 4ª trimestre. Sobre a reunião,  a expectativa é de manutenção da taxa de juros, porém é importante conferir o statement para ver se há alguma mudança na visão do comitê. Sobre o PIB, é esperado uma alta que pode indicar uma recuperação da economia americana. Teremos também, o índice de preços de casa Case & Shiller de novembro, a confiança do consumidor do Conference Board de janeiro, o índice dos gerentes de compras de Chicago, os pedido de bens duráveis e a confiança do consumidor da Universidade de Michigan.

A temporada de earnings nos EUA prossegue essa semana com as divulgações de Apple (2ªF), Caterpillar (3ªF), Johnson & Johnson (3ªF), Verizon, (3ªF), Abbott (4ªF), 3M(5ªF), AT&T(5ªF), Microsoft(5ªF), P&G(5ªF) e Chevron (6ªF).

Na Europa, o destaque vai para a divulgação do PIB inglês. A expectativa é de que o número seja positivo, mostrando uma recuperação da economia britânica.