quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Video: [ Brasil em alta ! ]

Pensamento

"Em Bolsa, o negócio é comprar ao som de canhões e vender ao som de violinos"

( Um investidor francês anônimo )

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Mega-IPO da Visa nos EUA favorece oferta da Visanet no Brasil e ações da Redecard

Prezados,


Percebo que muitos já se aninam novamente a voltar à Bolsa, afinal há muitas opiniões contraditórias sobre a crise de crédito nos EUA, e alguns já dizem que o "monstro" é menor do que se imaginava, ou que, ao menos os emergentes seriam muito menos afetados do que no passado.

E no esteio desta expectativa, a
Visa, maior empresa de cartões de crédito do mundo, anunciou que planeja levantar até 17 bilhões de dólares com a oferta nos EUA de mais de 400 milhões de ações.

No Brasil, o processamento das transações dos cartões de bandeira Visa cabe à Visanet,
uma empresa de capital fechado controlada por um grupo de bancos brasileiros que inclui o Bradesco (40% do capital), o Banco do Brasil (31%) e o Real (14%).

A Visanet presta serviços a dezenas de instituições financeiras e interliga mais de 1 milhão de estabelecimentos comerciais brasileiros processando transações de cartões de crédito, débito e vales.

Há algum tempo já se especula no mercado sobre o IPO da Visanet.


No ano passado,
a maior concorrente da Visanet no Brasil, a Redecard, realizou uma bem-sucedida oferta inicial de ações, que levantou 4,6 bilhões de reais.

Não por acaso, meus caríssimos leitores, os controladores da Redecard (Unibanco, Itaú e Citigroup) já informaram que planejam fazer uma nova oferta de ações neste ano. Afinal de contas, ninguém quer perder a “boquinha”.....


E o que tende a acontecer?
Bom, não por acaso as ações da Redecard (RDCD3) voltaram a subir, afinal elas tendem a se beneficiar também do apetite dos investidores. E cá entre nós, o famoso “dinheiro de plástico” ano após ano bate recordes de emissões e volume de negociação.

Não menos beneficiadas serão, ao meu ver, as ações dos bancos controladores da Redecard, com especial atenção para os da VisaNet, ou seja, Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3).

Vale dizer que hoje, ao anunciar um lucro menor em seu balanço, o Banco do Brasil (BBAS3) foi “castigado” pelo mercado, com um recuo no valor de suas ações, o que representa mais uma oportunidade de compra, pois além de deter 31% da VisaNet, acabou de anunciar sua expansão o mercado de varejo nos EUA, e tem feito um redimensionamento de suas despesas, em especial, as de pessoal.

BON$ INVE$TIMENTO$!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

A dívida externa morreu...

Prezados,

O aviso fúnebre - neste caso um alegre comunicado - saiu hoje no site do Banco Central (www.bcb.gov.br). Revela que no último mês de janeiro, o Brasil tornou-se credor externo, “fato inédito em nossa história”. Mais exatamente, o Brasil é credor em US$ 4 bilhões.

Chega-se a esse resultado assim: toma-se a Dívida Externa Total (pública e privada, DET) e se subtrai dela o “ativo” do país no exterior, que são basicamente as reservas internacionais do BC. Chega-se, assim, à Dívida Externa Total Líquida (DETL). Em 2003, essa DETL era de US$ 165 bilhões - era isso que o governo e as empresas privadas deviam liquidamente no exterior.

Em janeiro último, informa o BC, essa DELT deve ter chegado a “menos US$ 4 bilhões”, ou seja, não é mais Dívida, mas um crédito externo líquido de US$ 4 bilhões. Resumindo, se você deve 190 e tem caixa de 194, você não deve nada. Sendo que a dívida externa brasileira é de médio e longo prazo. E as reservas são caixa, dinheiro no bolso.

Este é um dos motivos pelos quais o Brasil tem passado relativamente bem pela crise internacional. Há uma crise de crédito e o Brasil não precisa de crédito internacional.

Como conseguimos esta proeza?
Eis os principais fatores:
- Estabilidade macroeconômica longamente construída;

- Avanços no mercado financeiro, atraindo investidores externos para negócios, bolsa e títulos de renda fixa do governo;

- Fantástico cenário internacional, com crescimento real (e, pois, aumento do comércio externo) e liquidez (dinheiro sobrando para investimentos nos países emergentes);

- Ótimo desempenho das exportações;

Em resumo, ortodoxia econômica, empresas preparadas para exportar e a sorte de um extraordinário ambiente internacional no período 2003/07.

O mundo, agora, está desacelerando, mas o Brasil já construiu bons fundamentos. Aproveitou.

Se a gente tivesse um governo menor, com menos gastos e menos arrecadação de impostos, e um ambiente mais favorável ao investimento privado, o país estaria crescendo mais que a China. Nisso, o país ainda está perdendo o bom momento para fazer as reformas tributária e fiscal.

Aos interessados, informo que o documento do BC chama-se: Focus-BC - Indicadores de Sustentabilidade Externa do Brasil - Evolução Recente.

Se tem 4 patas, late e balança o rabo só pode ser cachorro!

Prezados,

Cada vez mais me convenço de que os movimentos de mercado são cíclicos e relativamente previsíveis, basta um pouco de serenidade e tempo para refletir sobre a consistência das ações em vigor no mercado.

Dito em outras palavras, se tem 4 patas, late e balança o rabo não pode ser gato (ainda que muitos analistas de investimento assim o digam), naturalmente é cachorro!

Isto vale com perfeição para o momento presente, por uma série de razões:

1) Desde novembro do ano passado, estava "na cara" (pelo menos ao meu ver) que o petróleo iria romper a barreira psicológica dos US$ 100/barril, era uma questão de tempo. Equivoquei-me apenas no "timing", pois imaginei que seria antes.... (vide postagem de 04/11/07)

2) A fusão da Bovespa com a BM&F era líquida e certa, inclusive saíram várias notícias nos jornais divulgando o interesse nesta operação;

3) Os megacampos de Tupy e Júpiter da Petrobras são a "ponta do iceberg", muito ainda está por vir, basta ter calma e esperar que o anúncio deverá ser feito pelo governo, no momento político mais oportuno;

4) O apetite da China ainda é insaciável, e naturalmente a Vale não ia deixar de se beneficiar disso, dito e feito, reajustou com força o preço dos minérios!

5) O FED (Banco Central Americano) não iria deixar de usar seu principal instrumento de poder, isto é, baixar as taxas de juros para dar um "gás adicional" nos agentes econômicos, já se fala inclusive em nova redução;

6) Os Fundamentos da economia brasileira estão bem mais sólidos, e o "investment grade" é uma questão de tempo, muitos voltaram a considerar 2008 como uma possibilidade, outros entendem que em 2009 é mais provável. Não importa o tempo neste caso, e sim a "expectativa positiva" para sua obtenção.

Por essa e outras meus amigos, aos mais serenos e calmos o mês de janeiro trouxe boas oportunidades de compra, naturalmente a volatilidade é um tempero adicional em momentos de acomodação de expectativas, mas o princípio básico é a relação risco x retorno, não é mesmo?

BON$ INVE$TIMENTO$

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Bovespa volta a funcionar das 10h às 17h a partir do dia 10 de março

Pessoal,

Mesmo com o fim do horário de verão no Brasil neste final de semana, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) manterá o horário especial de negociação até o dia 10 de março.

Até sexta-feira, dia 7 de março, o pregão funciona das 11 às 18 horas e o After Market, das 18h30 às 19h30.

Com a mudança, a partir de segunda-feira, dia 10, o pregão eletrônico voltará a funcionar em sessão contínua, das 10 horas às 17 horas, e o After Market, das 17h30 às 19 horas. O mercado de balcão organizado da Bovespa também passará a operar, ininterruptamente, das 10 às 17 horas.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

....CRISES CONTEMPORÂNEAS....

Prezados,

Investir em ações está longe de ser uma ciência, de fato, exata. As previsões trazem muito do que se aprendeu com os dados passados e estarão aproximadamente certas na medida em que o futuro repetir ou se aproximar desse passado (o que não obrigatoriamente ocorre!). Pois bem, quando o futuro apresenta-se com inúmeras variáveis incertas a tendência é que as previsões apresentem-se disparatadas e com grande margem de erro.

Foi assim quando a VALE comprou a mineradora canadense INCO. No primeiro balanço consolidado, os analistas chegaram a projetar o lucro trimestral com até 30% de erro, no segundo balanço já houve muitos acertando com margem inferior a 5%.

Não é diferente do que está ocorrendo agora. Há tanto especulações otimistas, dizendo que o S&P 500 vai subir 30% até o final do ano, como catastróficas, sugerindo o risco de uma quebradeira nos bancos grandes dos EUA.

O certo é que, independente do futuro imediato, as coisas tendem a se ajustar, mesmo que seja em patamares bem mais modestos do que os de hoje. Cedo ou tarde as turbulências reduzem seus efeitos e os analistas voltam a prever com uma margem de erro menor.

Algumas características da recessão de 2001 nos EUA
Os parâmetros mais utilizados para se tentar prever uma recessão são: o consumo (consumer expenditures), mercado imobiliário (investimento imobiliário), balança comercial e investimentos.

Na recessão de 2001 o consumo das famílias acabou não se reduzindo substancialmente, pois a queda de juros, a partir do final de 2000, foi muito acentuada e permitiu a manutenção do crédito. A taxa prime, cobrada pelos bancos, saiu de 9,5% para 4% em menos de 3 anos. Isso impulsionou significativamente o consumo e também ajudou a chegarmos à crise de crédito de hoje, pois os juros mais que dobraram a partir junho de 2004 até julho de 2006, quando já havia muitos americanos endividados.

Por outro lado, a queda expressiva no mercado imobiliário e, principalmente, os projeções equivocadas a respeito dessa variável, explicam bem os efeitos da recessão nos trimestres seguintes.

Nos dois primeiros trimestres de 2000 havia previsão de forte expansão no mercado imobiliário norteamericano, o que não ocorreu. Os analistas ajustaram suas projeções indicando queda no agregado em todos os trimestre seguintes, até o primeiro de 2002. Ao contrário do previsto, o índice que mede o crescimento do investimento no mercado imobiliário, RFI (residential fixed investiment), cresceu em todos os trimestres de 2001, exceto no último. O erro acumulado nas previsões chegou a 36,6%, para baixo, do que realmente ocorreu.

As exportações dos EUA caíram aproximadamente 10% durante a recessão de 2001, puxadas por dois fatores: a queda generalizada na produção mundial em 2001 e o dólar forte. Muito desse dólar forte se deveu aos superávits deixados pelo governo Clinton.

No governo Bush, os gastos com o combate ao terrorismo e a política de redução de impostos acabaram por gerar um déficit fiscal muito grande, que aliado ao déficit comercial também elevado, fizeram os EUA emitir títulos e inundar o planeta com dólares para financiar esses déficits. Essa política foi responsável, em grande parte, para elevada liquidez internacional experimentada nesses últimos anos.


Como a bolsa de valores americana se comportou durante a recessão de 2001?
Exatamente como vemos hoje, os profissionais de investimento e os investidores em geral procuram se antecipar aos movimentos de queda nos lucros ou redução no crescimento da economia, impondo perdas aos papéis das companhias afetadas.

Notoriamente os setores mais afetados da economia americana nessa crise atual são aqueles
relacionados diretamente ao crédito, primordialmente o crédito imobiliário. O setor bancário chegou a perder 40% de seu valor de mercado na bolsa americana e algumas instituições de financiamento imobiliário chegaram a perder 90% de seu valor de mercado.

A atuação dos investidores é simples. Modificando-se bruscamente a perspectiva de lucros futuros, aumenta o risco de falência ou crise generalizada logo, os investidores acabam por vender as ações, reduzindo sua exposição ao setor em crise.

A recessão durou relativamente pouco, oficialmente de março de 2001 a novembro daquele mesmo ano. No início de 2002 já havia se retomado o crescimento, mas o processo de entendimento é mais moroso.

Levou quase um ano para que a maioria dos analistas concordasse que os EUA estavam em recessão e mais um ano para concordarem que ela havia acabado. Em momentos de incerteza as coisas funcionam assim mesmo, ninguém se arrisca muito nas análises.

A queda da bolsa americana foi muito forte, de um pico superior a 1.500 pontos (S&P 500), em meados de 2000, para menos de 800 pontos entre o final de 2002 e início de 2003. Três anos seguidos de queda fez com que o índice perdesse mais de 40% de seu valor.

Um ponto intessante a ressaltar é que a pontuação atual do S&P 500 é quase 15% inferior do que o seu pico, atingido quase 8 anos atrás.

Como a economia americana cresceu bastante nesses anos posteriores a 2001, intui-se que os lucros das empresas também cresceram, em relação aos patamares anteriores a 2001. Porém, o valor de mercado das companhias, ao menos das constantes no índice S&P 500, não acompanharam esse crescimento do lucro, o que nos faz concluir que os múltiplos P/L (preço da ação dividido pelo lucro por ação) devem ter se reduzido nesses últimos anos.

E hoje? Como estamos?
Hoje, as ações americanas apresentam múltiplos P/L inferiores à metade do que se verificava no biênio 1999-2000, período pré-recessão. Essa verificação pode indicar dois fatores: ou se espera que o lucro vá cair bastante nos próximos anos ou as ações estão realmente mais baratas do que estavam na véspera da recessão de 2001.

Outro fator é o retorno com dividendos. No ano de 2000 as ações estavam em seu pico de valor fazendo com que o retorno com dividendos (dividendo/preço) fosse baixo, próximo a 1% ao ano. Com a queda nos preços (numerador) e o crescimento dos lucros, com a retomada do crescimento, e conseqüentemente dos dividendos, (denominador), o retorno com dividendos está próximo a 2,2% ao ano. Num país onde a taxa de juros de curto prazo está próxima a 2% ao ano, as ações podem ser uma boa opção à renda fixa.

É mais um indicador de que, talvez, as ações estejam mesmo mais baratas do que na véspera da crise de 2001. É comum ver analistas internacionais dizendo que há ações baratas nos EUA, que na comparação com a renda fixa, os retornos oferecidos por algumas empresas nos EUA podem ser de 2 a 3 vezes mais atraentes.

Vale dizer que o biênio 2001-2002 foi especialmente complicado para a economia mundial. Uma forte desaceleração global, recessão sem precedentes em países da América do Sul, crescente medo de atentados terroristas e, para o Brasil, o racionamento de energia elétrica, impuseram um grande pessimismo às bolsas, que iniciaram sua recuperação somente a partir de 2003.

Porém, o crescimento subseqüente dos principais índices das bolsas americanas seguiu um padrão, digamos, mais fundamentalista, pois as cotações cresceram, mas, ao mesmo tempo, os múltiplos P/L caíram e o retorno com dividendos dobrou, indicando que os lucros e dividendos apresentaram recuperação superior à das cotações.

Essa leitura poderia indicar que o mercado de ações americano não tem mais muito espaço para ajustes, ou seja, já está bastante depreciado, 15% menos do que em 2000. Entretanto, os analistas ainda precisam ver o “fundo do poço”, para que possam se posicionar mais firmemente sobre as perspectivas de futuro e, principalmente, sobre oscilações de curto prazo.

Ninguém consegue afirmar, ainda, qual será o nível de prejuízo total dos bancos com a crise imobiliária americana. Enquanto essa dúvida perdurar, a volatilidade deve se manter presente nas bolsas mundiais, e como já comentado, gerar boas oportunidades de compra aos investidores dispostos a investir neste momento.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Para alívio de muitos: Janeiro/08 acabou!

Prezados,


Sem dúvida, janeiro de 2008 ficará marcado na história como um mês excepcional em termos de volatilidade nos mercados financeiros mundiais.


Uma sucessão de boatos, especulações, grandes perdas corporativas e, até mesmo fraudes, provocaram uma onda global de aversão a risco por parte dos investidores. Naturalmente o desempenho das principais bolsas de valores no mês foi decepcionante.


Em contrapartida, intensificou-se o movimento chamado “fly to quality”, que representa a migração de ativos de maior risco para ativos de menos arriscados (em especial o OURO). Aos que não costumam acompanhar a cotação do ouro, saibam que ele bateu recordes, com valorização de quase 12% no mês.


Esse movimento foi resultado, primeiramente, dos sucessivos anúncios de perdas por parte de grandes bancos americanos e, também, europeus. Os montantes destas perdas, em alguns casos, foram tão relevantes que obrigaram muitas destas instituições a procurar novos investidores, como forma de obter algum “aporte emergencial” de capital.


Para adicionar mais volatilidade ao período, um grande banco francês (Société Genéralé) anunciou uma perda histórica de € 5 bilhões, aparentemente, provocada por apenas um único trader que, segundo as últimas informações, teria fraudado os sistemas de controle e segurança do banco.


Assim, com o mercado financeiro passando por um momento de fortes turbulências, as oportunidades para novas captações, principalmente de países emergentes, ficaram praticamente interrompidas.


Em outras palavras, diversas companhias de capital aberto no Brasil que pretendiam realizar operações tanto em equity (primárias e secundárias) quanto em dívida, decidiram postergá-las ou, até mesmo, cancelá-las, tendo em vista as condições adversas no mercado de capitais.


Contudo, os mercados começaram a se recuperar ao final do mês, em resposta às medidas expansionistas adotadas pelo FED (Banco Central dos Estados Unidos), visando o combate à recessão.


Entretanto, ainda seria prematuro afirmar que a tempestade se dissipou e que a volatilidade deverá diminuir ao longo dos próximos meses.


Afinal, qual é o tamanho da crise nos EUA?

Tendo em vista as divulgações dos últimos indicadores econômicos dos EUA, pode-se dizer que a luz amarela está acesa.


Ou seja, a recessão que parecia distante ao final de 2007, começa a dar sinais de preocupação.


Atualmente, o cenário de referência é de desaquecimento da economia americana, contudo, talvez sem que esta entre, tecnicamente, em recessão.


Todavia, alguns indicadores econômicos nos EUA já começaram a alertar os investidores.


Definitivamente, a bolha no mercado imobiliário americano estourou. Os preços dos imóveis novos e usados estão em queda acentuada, a inadimplência está em alta, devido ao efeito negativo da progressão dos juros nos financiamentos imobiliários, além do elevado comprometimento das instituições financeiras que viabilizavam crédito para este setor, principalmente com créditos de maior risco (subprime).


Esta conjunção de fatores já está repercutindo negativamente na economia norte-americana, tanto que seu PIB no 4T07 cresceu à taxa de apenas 0,6%, contra crescimento de 4,9% no trimestre anterior. Basicamente, o componente imobiliário do PIB (chamado investimento residencial fixo) despencou 23,9% no quarto trimestre de 2007.


Assim, com forte exposição aos títulos do mercado imobiliário, seja de forma direta ou indireta (participação em fundos com lastro parcial em títulos do mercado subprime), os bancos começaram a reconhecer suas perdas. Até o momento, sabe-se que as perdas dos bancos internacionais, contabilizadas no balanço de 2007, superam a faixa de US$ 100 bilhões, sendo que muitos deles recorreram a aportes de capital feitos por Fundos Soberanos Asiáticos.


Tais aportes já atingiram a casa de US$ 20 bilhões e poderão ser uma tendência nos próximos meses, caso as perdas das instituições financeiras perdurem.


Segundo o Presidente do FED, Ben Bernanke, estas perdas potenciais relacionadas aos empréstimos no mercado subprime podem atingir múltiplos de US$ 100 bilhões.


E O FED COM ISSO?

Como medida paliativa à esta crise, o FED adotou uma postura mais contundente e, em reunião extraordinária, reduziu a taxa básica de juros no País em 0,75%, além de reduzir em mais 0,75 % a taxa de redesconto.


Na semana seguinte, em sua reunião periódica, optou por nova redução de 0,50% nos juros e no redesconto, fugindo de seu conservadorismo habitual.


Porém, naturalmente, tais medidas só terão impacto na economia a partir do quarto trimestre deste ano, considerando-se o intervalo de tempo que existe entre a aplicação da política monetária e seu real efeito sobre a economia (12 meses, em média, nos EUA).


SINAIS EM DISCORDÂNCIA NA EUROPA!

Mesmo com a redução feito pelo FED, o presidente do BCE deixou claro que seu único foco seria o controle da inflação.


Neste sentido, o BCE, em sua última reunião, optou pela manutenção dos juros. Assim, com o aumento do diferencial de juros entre os EUA e o resto do mundo, e a economia americana perdendo força, é provável que a moeda norte-americana continue em sua trajetória de perda de valor frente às demais moedas.


E O BUSH???

Segundo pacote de ajuda, anunciado pelo Presidente Bush, haverá uma injeção direta de recursos na economia de aproximadamente US$ 150 bilhões, equivalentes a cerca de 1% do PIB do País.


Este aporte de recursos será feito, principalmente, sob a forma de devoluções de impostos, da seguinte maneira: os indivíduos solteiros receberão US$ 600, enquanto que os casais receberão US$ 1.200, além de US$ 300 adicionais por filho.


Todavia, o reembolso só será enviado para pessoas que tenham renda anual maior que US$ 3 mil e até US$ 75 mil por ano ou casais com renda até US$ 150 mil anuais. Além disso, os trabalhadores que não são obrigados a fazer declaração de renda, mas que recebam menos de US$ 3 mil anuais, receberão US$ 300. Por fim, o Governo vai aumentar o limite de dedução que pequenas e grandes companhias podem fazer dos valores pagos por bens de capital adquiridos em 2008.


Em outras palavras, as autoridades norte-americanas abriram mão de uma maior estabilidade dos indicadores macroeconômicos, em prol do crescimento econômico.

E o Brasil? Será que estamos “blindados” à crise?


Neste momento, a pergunta que todos no Brasil fazem está relacionada com a possibilidade do país “escapar” da possível recessão americana, com poucas ou nenhuma avaria significativa.


Muitos defendem a tese de que o País seria um “porto seguro” para os investidores no momento de maior instabilidade da economia mundial, dada a maior solidez de seus indicadores econômicos.

Em parte, a afirmação acima está correta. Ou seja, o País, sem dúvida, está bem menos vulnerável às turbulências internacionais, em comparação ao ocorrido nas crises do final dos anos 90. Fatores como a não exposição cambial da dívida pública; o elevado nível de reservas cambiais; o consistente crescimento econômico do País nos últimos cinco anos; a melhora na avaliação de rating do país, que está a um passo do chamado “investment grade”, reforçam esta afirmação.


Além disso, com a elevação no diferencial de juros entre o Brasil e os EUA, é possível que o fluxo de capitais para o Brasil não sofra reduções abruptas ao longo do ano.


Porém, mesmo gozando de uma condição econômica bem mais favorável, dizer que o país está imune à crise nos EUA seria, no mínimo, utópico. Por exemplo, atualmente os EUA representam pouco mais de 15% de nossas exportações totais, o que não parece ser um número preocupante. Entretanto, uma drástica redução na demanda norte-americana fatalmente provocaria realização em massa nos preços das commodities em geral (agrícolas, metálicas, petróleo, etc).


Neste cenário, o saldo da balança comercial brasileira seria fortemente impactado, tendo em vista o relevante peso de commodities nas exportações brasileiras.


Além disso, nota-se que, nos últimos anos o Brasil foi um dos países que mais se beneficiou do forte desempenho econômico global e, também, do excesso de liquidez, mesmo sendo o País com crescimento mais modesto, dentro aqueles que compõem o BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).


Contudo, um eventual desaquecimento, ou até mesmo uma recessão americana colocariam restrições à política econômica doméstica, algo que o atual Governo tem pouca ou nenhuma experiência.


Até o momento, a economia local continua aquecida. Os últimos dados de emprego, produção e inflação ratificam este cenário. Adicionalmente, o crédito bancário, que impulsionou as vendas de bens duráveis no Brasil em 2007 (imóveis e veículos, principalmente) cresceu 27,3% em 2007, passando a representar a histórica marca de 34,7% do PIB.


Todavia, as perspectivas para este ano são de um mercado de crédito um pouco menos aquecido, em função da crise internacional, da expectativa de alta na taxa Selic e do aumento das alíquotas de Impostos sobre Operações Financeiras (IOF) sobre os empréstimos bancários.


Assim, é adequado afirmar que o País não é mais tão vulnerável às crises externas, como ocorria na década passada.


Contudo, seria imprudente acreditar que estamos literalmente “blindados” à esta crise global.


Os principais fatores que impulsionaram a economia local nos últimos anos (crédito e preço de commodities) serão, também, os principais indicadores a serem monitorados em 2008, para se determinar o rumo da economia brasileira.


Nota-se, claramente, que ambos os indicadores (crédito e preços de commodities) estão diretamente ligados à conjuntura internacional, haja vista que uma piora na liquidez do sistema financeiro internacional poderá restringir o crédito no Brasil, além dos preços das commodities, que estão relacionados integralmente à evolução do PIB nas principais economias do globo.


Então: Hora de comprar ou hora de vender?

Em termos técnicos, é fato que os momentos de maiores quedas nos mercados proporcionam grandes oportunidades aos investidores, tendo em vista que boa parte desta realização é motivada pelo chamado “risco sistêmico”.

Ou seja, quando os indicadores econômicos mostram resultados bastante distintos ou até mesmo contraditórios, há uma grande dificuldade por parte do mercado em realizar uma avaliação concreta da situação. Neste ponto, os investidores começam a ficar mais temerosos quanto ao futuro da economia e, assim, optam pela realização em carteira dos ativos de maior risco (ativos de renda variável). Neste sentido, os fundamentos microeconômicos (fundamentos dos setores e das empresas) figuram em segundo plano e, assim, os mercados de renda variável acabam sofrendo perdas consecutivas. Vale salientar que nestes períodos de realização, o volume médio negociado no mercado tende a ficar “inflado”, haja vista que grandes investidores reduzem de forma substancial a proporção dos ativos de renda variável em seu portfólio.

No entanto, após esta “onda de aversão a risco”, o mercado tende a se estabilizar em um novo patamar. A partir daí, com um cenário econômico mais claro, os investidores voltam suas atenções aos fundamentos das empresas.

No Brasil, a economia continua bastante aquecida e a inflação mantém-se pressionada, sem dar sinais de refresco, o que deverá levar o BACEN a adotar uma política monetária mais rígi dia.

Segundo as últimas previsões divulgadas pelo FMI, o PIB mundial deverá crescer menos este ano (cerca de 4,1%), devido à forte desaceleração do PIB americano, que não deverá crescer acima de 1,5%.

Contudo, o Fundo é um pouco mais otimista em relação às economias de países emergentes, com destaque para a América Latina que, segundo sua previsão, deverá crescer em torno de 4,3% em 2008.

A princípio, este cenário favorável ao Brasil, porém, ainda é cedo para contar com o fim do nervosismo e da volatilidade nos mercados mundiais, mesmo porque não se sabe ao certo as dimensões das perdas do sistema financeiro internacional e, conseqüentemente, qual será seu real impacto na economia.

Sob este cenário ainda turbulento, para aqueles investidores com foco em longo prazo, e que possuam relativa tolerância às volatilidades pontuais, o atual momento pode representar uma oportunidade de entrada em um mercado acionário emergente.

E QUE VENHA O CARNAVAL!!!!

BON$ INVE$TIMENTO$!!!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

COPOM: Nada mudou por ora.....

Prezados,

Em meio a temores sobre uma possível recessão na maior economia do mundo, os Estados Unidos, e a fortes oscilações nas bolsas de valores, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central brasileiro se reuniu ontem e hoje (22 e 23) e optou, de novo, por manter a taxa básica de juros estável em 11,25% ao ano. A decisão foi unânime.

Essa é a terceira reunião consecutiva na qual o Copom não mexe na taxa Selic que, mesmo assim, permanece no nível mais baixo da história.

A decisão veio em linha com a previsão do mercado financeiro, que prevê agora a retomada dos cortes de juros somente em fevereiro de 2009 - momento no qual a taxa seria reduzida para o patamar de 11% ao ano.

Porém nas entrelinhas....
Também não foi estabelecido um viés para a taxa de juros, que, deste modo, deverá permanecer no mesmo patamar até o próximo encontro do Copom, marcado para 4 e 5 de março.

Ao fim do encontro desta quarta, o BC divulgou a seguinte frase: "avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 11,25% ao ano, sem viés. O Comitê irá acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária".

Fator FED
Não é para desconsiderarmos, naturalmente, que
a reunião do Copom acontece um dia após o Federal Reserve (o BC norte-americano) ter anunciado redução, de forma surpreendente, em sua taxa básica em 0,75 ponto percentual, de 4,25% para 3,50% ao ano.

Mas e o contexto?
Bom, vale lembrar que o
Copom orienta suas decisões tendo por base o sistema de metas de inflação. Para este ano e para 2009, a meta central é de 4,5% com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Deste modo, o IPCA, utilizado como referência pelo BC, pode ficar entre 2,5% e 6,5% nestes dois anos sem que a meta seja formalmente descumprida. Vale recordar que ao elevar os juros, o BC impede o crescimento dos gastos da população e, conseqüentemente, atua para conter a inflação. Ao baixá-los, estimula o consumo.

Para definir os juros básicos da economia, o BC analisa, além do cenário externo, outros fatores que possam ter impacto na trajetória inflacionária, como o preço do petróleo (que está em alta); o uso do parque industrial (que está em nível recorde) e os impactos de reduções de juros efetuadas anteriormente e que demoram alguns meses para terem impacto pleno na economia.


A manutenção dos juros, e a previsão do mercado de novas reduções somente em 2009, são motivadas justamente pelo aumento dos preços, que está sendo puxado, principalmente, pelos alimentos e pelo setor de serviços.

Antes da reunião do Copom realizada no início de dezembro, por exemplo, a expectativa do mercado financeiro era que o IPCA ficasse em 4,10% em 2008. Na semana passada, porém, a projeção já estava em 4,37%.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Pensamento do Dia: "O verdadeiro suporte!"

Não foi a redução da taxa de juros hoje pelo FED que animou os investidores e fez a bolsa subir, mas sim a declaração do presidente sobre qual o verdadeiro suporte da Bovespa:

"Não se preocupem!!! Se bater 51, eu tomo tudo!"

PS: Piadinha infâme só para descontrair.... rsss

Calendário de Divulgação de Resultdos do 4T de 2007


Prezados,

Cliquem na figura para visualizar com nitidez o Calendário de Divulgação dos Resultados do 4º Trimestre de 2007 das empresas....

Morgan Stanley: Não tem dado sorte com o Mercado Imobiliário

Não é mais novidade para ninguém que o mercado imobiliário dos EUA, via o famoso SUBPRIME, tem dado uma enorme dor de cabeça aos Grandes Bancos, como Citibank, JP Morgan, e com o Morgan Stanley...

Curioso é que pelo visto, o Morgan Stanley também não deu muita sorte com suas apostas no setor imobiliário por aqui, pois em Abril de 2007 fez seu maior investimento na área imobiliária no Brasil. Por meio do fundo Morgan Stanley Real Estate Special Situations Fund III, o banco de investimentos adquiriu 14,29% da Abyara numa operação que totalizou 150,2 milhões de reais.

Ao todo, foram compradas 7.267.901 ações ordinárias da construtora por 20,67 reais cada, sendo adquiridas 3.129.056 dos sócios fundadores Emilio José Westermann, Celso Minoru Tokuda e Arnaldo Curiati e outras 4.138.845 da companhia Artesia Equity Investments LLC e do acionista Marcelo Faria de Lima.

Na época o Sr. Brian Carr (Chefe da Área de América Latina do Morgan Stanley Real Estate) disse ao mercado: "Nós acreditamos que o modelo de negócio da Abyara fornece uma vantagem estratégica e representa uma oportunidade única para a Morgan Stanley Real Estate entrar no mercado imobiliário brasileiro"...

Veja o gráfico da Abyara e responda, se for capaz: será que ele continua empregado depois desta aposta? Não sei não....

A Abyara caiu com força total a partir da 2a. semana de julho/07, não respeitou em nada os suportes previstos, e agora em Jan/08 já se aproxima do Marco ZERO, ou seja, irá se equivaler à posição de Dez/07 quando começou sua trajetória positiva...

O que está por vir?
Depende do humor do mercado, mas que ela tem sido muito castigada, não há dúvidas!! E com tantas restrições dos Grandes Bancos e Investidores ao mercado imobilário como uma regra nos dias de hoje, pode ser que sua recuperação seja mais lenta que o desejado....

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

PETR4: Tirando o motorista e o trocador, tudo é passageiro....

Prezados,

Situações tensas como a que vivemos, típicas de crise, geram naturalmente comportamentos abruptos e de aversão ao risco, e por consequência os ativos de maior liquidez (mais fáceis de serem vendidos....) são os que sofrem primeiro....

Portanto, como diz o ditado popular: "tirando o motorista e o trocador, tudo é passageiro... "

A PETR4 só tem dado notícias bonitas, é aumento da produtividade, descoberta do Campo de Tupy, o petróleo (mesmo com as recentes quedas...) nunca esteve em um patamar tão alto, e hoje anunciou mais um Fato Relevante: "Descoberta de uma importante jazida de Gás e Condensado no Pré-Sal".....

Assim, tanto psicologicamente quanto em termos dos fundamentos econômicos da empresa, este GAP de hoje, que pode ser observado no gráfico (SALVO UM ARREFECIMENTO DOS ÂNIMOS) tende a ser fechado logo logo....

Lembremos que antes do anúncio do campo de Tupy, os preços oscilavam em torno de R$ 75, e depois chegaram ao TH de R$ 90,78, e há consenso de que o preço previsto para o final de 2008 girará ao redor de R$ 100, ou seja, considerando o preço de fechamento de hoje (R$ 67,79) dá uma perspectiva de valorização de 47,51%!!! Nada mau, não???

Bom, são apenas previsões e como tal podem ou não se concretizar, mas de qualquer forma como diz o título da postagem... tudo é passageiro.... até as crises!!! Cabe a cada um ponderar e tirar suas próprias conclusões sobre o momento de entrar ou sair do mercado, vale dizer que as melhores oportunidades, via de regra, estão associadas a riscos mais altos!

BON$ INVE$TIMENTO$

Segunda-Feira DRAMÁTICA

Prezados,

Mesmo sem novas referências da situação econômica norte-americana, e com os negócios nos EUA paralisados pelo feriado, a segunda-feira (21) foi negra para os mercados globais, ainda com a crise do país como responsável. As perdas generalizadas se estenderam da Ásia, para as bolsas européias e derrubaram o mercado brasileiro.

Com os investidores julgando a atuação do governo norte-americano insuficiente diante do tamanho da crise imposta pelo segmento de hipotecas de alto risco, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou o dia com desvalorização de quase 4%, enquanto as principais bolsas européias registram baixas superiores a 6%, contaminando o Ibovespa. Em meio a tanto pessimismo, o principal índice de ações doméstico caiu 6,60%, e o dólar comercial registrou forte avanço.

A crise de crédito, que com seguidos indicadores vem demonstrando as profundas marcas deixadas sobre a atividade econômica dos EUA, parece não encontrar barreiras suficientes para limitar suas marcas. O pacote fiscal anunciado pelo presidente George W. Bush na última sexta-feira, tido anteriormente como importante meio de conter o avança da crise, foi mal recebido pelos investidores, alimentando a adoção de posturas de maior cautela nos negócios.

A proximidade da reunião do Federal Reserve também corrobora a elevação da percepção de risco. Com o cenário turbulento se agravando a cada dia, o mercado aguarda com ansiedade a atualização da taxa básica de juro norte-americana. Uma nova redução na Fed Funds Rate é consenso entre os analistas, que divergem apenas em relação à amplitude do corte.

Inflação em foco no Brasil
Sem indicadores relevantes na agenda externa, o destaque do dia, internamente, ficou por conta dos dados inflacionários.

Apesar da desaceleração da inflação mensurada anteriormente pela segunda prévia do IGP-M de janeiro, o relatório Focus demonstrou uma elevação das projeções do mercado para todos os índices inflacionários para este mês.

Para completar a cena, a balança comercial brasileira mensurou um saldo tímido de US$ 1 milhão na terceira semana do ano.

Ibovespa despenca mais de 6%; dólar avança
Com a turbulência internacional mostrando forte influência sobre os ânimos no mercado doméstico, o Ibovespa segue penalizado. O índice encerrou a segunda-feira com baixa de 6,60%, cotado a 53.709 pontos. O volume financeiro, mesmo em dia de vencimento de opções, não passou de R$ 5,98 bilhões.

Vale destacar que, dos 64 ativos que integram o Ibovespa, nenhum escapou do vermelho.

No mercado de câmbio, o dólar comercial também foi influenciado pelo pessimismo externo e registrou forte avanço de 2,52%, a R$ 1,83. Desde o começo do ano, a moeda norte-americana já acumula valorização de 3,04%.

Maiores altas e baixas
As bruscas baixas de papéis relacionados ao mercado de commodities contribuíram para a amplitude do recuo do Ibovespa. Entre eles, os mais líquidos da bolsa, Vale e Petrobras cederam respectivamente 11,35% e 7,42%.

Dentre todos os integrantes do Ibovespa, a maior queda ficou com os ativos preferenciais de classe A da Vale, que com a baixa encerraram cotados a R$ 41,55. Com a desaceleração da atividade econômica, o sentimento é de redução na demanda pelas commodities.

As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano
VALE5 Vale Rio Doce PNA 41,55 -11,35 -18,13
CCRO3 CCR Rodovias ON 21,74 -10,86 -20,95
VALE3 Vale Rio Doce ON 46,22 -10,40 -22,07
SBSP3 Sabesp ON 34,29 -9,04 -16,63
GOAU4 Gerdau Met PN 55,00 -8,94 -22,54

Nenhuma ação que compõe o Índice Bovespa fechou em alta!!!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Como diria Leo Jaime... Nada mudou: Taurus, Renner, BM&F

Semana vai, semana vem, e nada mudou para a Taurus (FJTA4) e a Renner (LREN3).....

As análises postadas semana passada seguem valendo, sobretudo o patamar psicológico de R$ 10 para FJTA4, que fechou quase que de "teimosia" em R$ 10,1.

Por sua vez, a Renner segue influenciada pela aversão de muitos investidores ao segmento de varejo, por conta das perdas no mercado norte-americano, e suas ações não tem encontrado forças para subir com consistência, pelo menos por enquanto....

E a BM&F?
Bom, comentar a BM&F é bater em cachorro morto, fechou a sexta em R$ 17,65.... e seguiu dando desgosto aos seus detentores....

BON$ INVE$TIMENTO$

Petrobras: Nóis capota mas num breca!

Prezados,

reparem o gráfico semanal da PETR4, vejam que desde a semana de 03/dez, pouco após o anúncio do Campo de Tupy formou-se um canal de alta (seta em azul), e as ações subiram bonitinho, dava até a impressão que iriam bater no TH de 90,78% (100% da Fibo).

Porém, o mercado nestas últimas duas semanas deu uma pequena capotada, como diriam os amigos que gostam de colar adesivos em carros: "nóis capota mas num breca!". E porquê deste palavreado? Muito simples, entendo que a PETR4 segue em sua tendência de alta (num breca não!!), tendo nestas duas semanas se mantido no patamar ao redor do suporte de 81,8 - linha em azul....(aliás fechou em 81,73 nesta última sexta).

Ainda assim, caso perca esta suporte para uma pequena correção ainda tem o patamar importante de 76,30 antes de atingir os 71,28 (61,8% da Fibo).

Naturalmente, como é uma blue chip está associada aos humores do mercado, mas seus fundamentos seguem sólidos e as perspectivas de novas descobertas trazem um ânimo adicional aos investidores....
BON$ INVE$TIMENTO$!!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Qual o FUTURO da BM&F?

Prezados,

Desde sua Oferta Pública Primária, ou seja, sua IPO havia uma fartura de informações de que seu preço era alto demais, natural que no afã de muitos desejarem se aproveitar de uma possível valorização na sua estréia, a alta tenha sido favorável.

Mas só a título de recordação vale dizer que a 1o. intervalo das ações estimava um preço entre R$ 18 e R$ 20, e como não há bobo no mercado, a BM&F, tal qual a Bovespa em sua IPO também fez, se aproveitou do apetite dos investidores, e elevou o intervalo para R$ 20 a R$ 22.

Quem se beneficiou com isso?
Ora, a própria BM&F, e por consequência os compradores tiveram que pagar um ágio de 10% a mais para levar as ações, aliás que ações? Não deu nem 1 lote de 100 para cada investidor - PF, foram míseras 91 ações....

E aí?
E aí que se tem 4 patas, balanço o rabo e late, meu amigo só pode ser cachorro!! Devias ter saído fora logo no 1o. dia, ou seja, flipado!!!! (perdoem-me mas não resisti a usar esta expressão... rsssss) Ora bolas, depois de tudo isso ainda vai querer encarteirar a ação na famosa estratégia B&H (Buy & Hol = compra e segura)?

E no que deu?
Deu no que deu... não por acaso a Merril Lynch que faz jus à célebre frase de Keynes: "A longo prazo todos estaremos mortos!", mandou a seguinte letra no último dia 08/janeiro: sai fora que o preço justo é R$ 19!!! Como não há muitas coincidências nesta vida, é justamente o ponto médio do 1o. intervalo previsto para as ações serem negociadas.

E agora José?
Bom, quem vendeu está rindo, quem não vendeu está bradando: ela vai se recuperar! Eu sei que vai!

Bom, ela pode até se recuperar, mas com o mercado do jeito que anda, pode respirar um pouqinho e depois cair de novo, enfim mais uma vez para muitos o "apego" ao papel pode ter trazido reveses.

TAURUS: Que VIOLÊNCIA!

Prezados,

A queda da Taurus (FJTA4), uma das ações preferidas da Geração Futuro, desde a 2a. semana de Dez/07 me chamou a atenção. Via de regra é uma ação que dá alegrias, haja vista sua trajetória ascendente nos últimos 12 meses, onde se valorizou mais de 150%, mesmo com esta queda.

É interessante observar como a retração de Fibonacci possui aderência com o gráfico semanal da Taurus, vejam que a ação foi buscar os 50% hoje, fechando em R$ 9,84 - muito próximo dos R$ 9,71 indicados no gráfico.

Outro aspecto importante a considerar é a perda do patamar psicológico da cotação de R$ 10, que por ser um número redondo servia como uma suporte emocional para alguns investidores.

Notem como no gráfico semanal se forma com clareza um triângulo (em vermelho no gráfico), indicando uma zona perigosa.... a qual uma vez rompida... não respeitou os 61,8% - R$ 11,12 - e foi direto buscar os 50% da Fibo como comentado....

Bom, agora é observar com atenção o comportamento da ação amanhã, onde encerramos mais um candle semanal, até porque adicionalmente cabe comentar que a ação hoje encostou no limite inferior das bandas de bollinger, estimada em R$ 9,78.

Ou seja, há uma congruência de indicadores demonstrando que é um momento importante para acompanhar a ação, que poderá ter se recuperar ou seguir neste canal de queda, ao menos temporariamente, uma vez que seus fundamentos são bons, e a violência não tende a diminuir, portanto seu principal produto terá muito mercado ainda (feliz ou infelizmente, dependendo do ponto de vista!).


BON$ INVE$TIMENTO$!

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Você tem seu estilo e a Renner agora só tem um: ESTILO QUEDA!

Prezados,

A Renner (LREN3), famosa no setor de varejo, está atravessando um inferno astral. Apesar de muitos analistas manterem seu otimismo com suas ações, os investidores não gozam ainda da mesma opinião... o Gráfico dela é muito feio ainda!!!

O Semanal sugere que enquanto ela não romper o patamar de 61,8% da Fibo, ou seja, a cotação de R$ 33,92 segue arriscado mantê-la em carteira.

Caso persista seu canal de queda, ela poderá buscar os R$ 26!!!

Um importante suporte é o patamar de R$ 29,60 ( indicado em azul no gráfico).


Por outro lado, rompendo os R$ 33,92 pode dar um bom ponto de compra, desde que as médias de 21 e 55 dias estejam apontando para cima!


Fiquemos atentos! BON$ INVE$TIMENTO$!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

MITOS DE INVESTIMENTO – O QUE ESTÁ POR TRÁS DO P/L???

Prezados,

Para muitos como eu que aproveitaram para se descolar um pouco do turbilhão de acontecimentos do nosso tumultuado dia-a-dia, o ano de 2008 começou hoje....

E para iniciarmos nosso convívio em 2008, quero dividir com você o texto abaixo, que considero interessante tanto para os novatos quanto para os mais experientes, que podem revisitar o conceito de P/L, tão difundido em análises, e fazer suas reflexões pessoais acerca da matéria...

Aswath Damodaran, reconhecido por muitos como um dos mestres na arte de avaliação de empresas, teve um livro lançado recentemente no Brasil, de título “Mitos de Investimento”. Seu objetivo era investigar as grandes “verdades” a respeito do investimento em ações. Com forte base estatística ele demonstra o que tem e o que não tem fundamento nessas “verdades”, ainda ensina como extrair o melhor de cada uma das estratégias abordadas no livro. Uma breve discussão a respeito de um dos mitos do livro trata da compra de ações de P/L baixo. O livro para investidores de longo prazo é imperdível.

Por que as pessoas investem em ações de baixo P/L?
Antes de mais nada, o uso do múltiplo P/L é muito útil para comparar preços relativos das ações. Não faz sentido, por exemplo, dizer que a Usiminas, cotada a R$ 80,00, seja mais cara do que a Gerdau, cotada a R$ 50,00. Para uma comparação menos distorcida, divide-se o preço pelo lucro por ação de cada uma delas e obtém-se o múltiplo P/L.

Veja:

P/L Usiminas = Cotação / LPA* => 80 / 8,74 = 9,15

P/L Gerdau = Cotação / LPA* => 50/ 4,12 = 12,14

* LPA acumulado dos últimos 12 meses

A Usiminas, apesar de ter uma cotação mais alta, tem um múltiplo mais baixo do que o da Gerdau.


Os principais motivos que levam as pessoas a investir em ações de baixo P/L são, segundo Damodaran:


1. Essas ações seriam mais baratas do que as de elevado P/L
2. São bons substitutos para a renda fixa, pois apresentam elevado retorno. O retorno é calculado da seguinte forma: (1÷ P/L) x 100. Para a Usiminas, seria 10,92% (1 ÷ 9,15 x 100), o que é superior à renda fixa brasileira (rendimento líquido).
3. Ações negociadas a múltiplos P/L mais baixos do que suas semelhantes estariam com o preço incorreto.


Fatores determinantes do P/L?
No livro, de forma bem simples, Damodaran demonstra que a fórmula do P/L pode ser escrita da seguinte forma:

P/L = Taxa de Payout Esperada / ( Custo do patrimônio - Taxa Esperada de Crescimento)

Obs: Pela definição apresentada no livro pode-se entender o Custo do Patrimônio como sendo a taxa de retorno exigida pelo investidor, dado o risco da empresa. A taxa esperada de crescimento refere-se aos dividendos e o Payout refere-se ao percentual de distribuição do lucro.

O importante da equação anterior é entender como o P/L se comporta com a variação dos seus determinantes.

Uma investigação rápida mostra que:
1. O P/L tende a aumentar quando a taxa de payout aumenta.
2. O P/L tende a ser menor, caso a empresa apresente muito risco ao investidor, pois o retorno exigido (custo do patrimônio) seria alto, aumentando o denominador da fração.
3. O P/L tende a ser maior se a empresa tiver perspectivas de grande crescimento, pois diminuiria o denominador da fração.


É bem intuitivo para o investidor que empresas de baixo risco e grande perspectiva de crescimento apresentem P/Ls altos. Assim como é razoável acreditar que as pessoas tendam a pagar mais caro por empresas com elevados payouts.

Análise das evidências – resultado da pesquisa
Damodaran submeteu as ações norte-americanas ao “filtro de Graham” que serve para selecionar empresas de baixo P/L, porém exclui as empresas que têm baixo P/L por motivos errados: baixo crescimento e risco elevado.

O filtro primeiro seleciona ações que tenham um P/L igual ao dobro do rendimento de um título AAA. Isso significa que um título de dívida de baixo risco (AAA) que, por hipótese, dê uma rentabilidade de 10% ao ano teria um P/L de 10, logo o primeiro filtro eliminaria todas as ações com P/L maior que 20.

Depois se exclui empresas com elevado endividamento, baixo patrimônio líquido, baixo crescimento e com prejuízos recorrentes.

Da amostra obtida, Damodaran montou duas carteiras, uma ponderada pelo valor da empresa, ou seja, empresas com maior valor de mercado tinham maior participação e outra com ponderação equivalente, ou seja, todas as empresas têm o mesmo peso na carteira.

Depois, comparou essas duas carteiras com o desempenho das ações de elevado P/L (o restante das ações, excetuando-se aquelas que não tem lucro e, portanto, não se aplica o conceito de P/L).

O resultado da comparação foi que a carteira de baixo P/L obteve quase o dobro rentabilidade das ações de elevado P/L, com base nos critérios utilizados por Damodaran. Mesmo se subdividindo o período (1952- 2001) em subperíodos, para ver se em algum momento as ações de elevado P/L tiveram melhor performance, a carteira de baixo P/L se saiu melhor.

O que a história não contou?
Bom, o objetivo de Damodaran era identificar falhas na estratégia e não prová-la. Apesar dos evidentes resultados superiores, o livro mostra, dentro das premissas de seleção da carteira, como se livrar de empresas com P/L baixo, porém que apresentam elementos que poderiam prejudicar a estratégia.

O livro ensina a se livrar de empresas de alto risco, baixo crescimento e, principalmente, ensina a identificar a “qualidade” dos lucros das empresas.

Mas essa é uma discussão que vamos deixar para o leitor procurar no livro ou para um próximo tópico!!

BON$ INVE$TIMENTO$!!!