sábado, 19 de julho de 2008

Qual o Fundo do Poço?

Prezado(a)s,

Todos se perguntam:
Qual o Fundo do Poço?

Esta é a pergunta que vale ouro!

Efetivamente, não há bola de cristal para se dizer até onde o mercado pode ir, no caso presente, até onde ele pode despencar, porém é oportuno recordar os eventos passados para se ter uma idéia dos estragos feitos. Por isso abaixo relaciono as crises e seus impactos, a partir de 1986.



CRISE e o IMPACTO na cotação da Bolsa (em pontos), em US$.
1986
O fracasso do Plano Cruzado, do governo José Sarney, levou o Ibovespa a cair 90%, em 1986 e 1987. A recuperação veio nos dois anos seguintes, com alta de 200%
1990
O confisco de investimentos autorizado pelo governo Collor prejudicou o mercado por dois anos. Em 1993, porém, a alta foi de 110%
1994
A bolsa viveu um dos períodos mais longos de alta após o Plano Real. O único solavanco foi a crise do México, em 1995. Depois disso, a valorização foi de 220% até julho de 1997
1997
A crise da Ásia motivou a queda de 44% do Ibovespa no segundo semestre de 1997
1998
Com a crise da Rússia, o Ibovespa se desvalorizou 63%
1999
Após a desvalorização do real, o mercado operou em baixa por oito meses seguidos, perdendo 38%
2001
Uma combinação de três crises — o colapso da economia argentina, o apagão energético no Brasil e os atentados terroristas nos EUA — fez a bolsa cair 60% em oito meses. A recuperação veio em apenas três meses
2002
O temor de uma presidência do PT levou o Ibovespa a uma baixa de 65% entre janeiro e outubro. Em 2003, porém, a alta foi de 140%
2006
A alta dos juros nos Estados Unidos, comandada por Ben Bernanke, presidente do Fed, derrubou os preços das ações em 30%. A retomada foi rápida e, no ano, o Ibovespa subiu 46%
2007
Os problemas no mercado de hipotecas de alto risco nos Estados Unidos contaminaram a economia e fizeram o Ibovespa cair 28%. A recuperação, porém, foi rápida: o mercado voltou a subir em menos de um mês
2008
A piora da crise americana e a alta da inflação em diversos países tornaram a prejudicar a bolsa, que caiu 20% entre o fim de maio e o início de julho.

Qual a Grande Lição a se tirar disso tudo?
Bolsa é para quem tem claro que há ciclos de alta e de baixa, pior do que entrar no momento inoportuno é sair na hora errada!

BON$ INVE$TIMENTO$!

O investidor fiel

Prezado(a),

Você se identifica com o perfil abaixo, descrito pela reportagem do Jornal Valor em 17/07?

TEXTO REPRODUZIDO NA ÍNTEGRA

O investidor brasileiro é, antes de tudo, um forte. É ele quem tem evitado que a Bolsa de Valores de São Paulo despenque ainda mais, comprando ações enquanto os estrangeiros batem em retirada e os fundos de pensão reduzem suas posições no mercado brasileiro. No ano, até dia 11, as pessoas físicas compraram liquidamente R$ R$ 7,820 bilhões direto na bolsa. Outros R$ 1,358 bilhões entraram no mercado via fundos de varejo até dia 14, segundo o site Fortuna, perfazendo um total líquido de R$ 9,179 bilhões em aplicações de milhares de investidores fiéis na recuperação do mercado acionário brasileiro. Ao mesmo tempo, os estrangeiros tiraram da bolsa R$ 9,861 bilhões no período e os institucionais, R$ 4,371 bilhões.

O comportamento das pessoas físicas segue a aposta de que o que aconteceu nos últimos cinco anos, em que a bolsa caiu e depois se recuperou fortemente, vai se repetir, diz Ezra Safra, sócio da M. Safra Investimentos. "As pessoas estão muito compradas em bolsa, algumas até alavancadas, compradas a termo e isso traz um risco técnico para o mercado", diz Azuri, como é conhecido. No mercado a termo, o investidor dá um sinal (margem) para adquirir um papel no futuro a um preço determinado.

Segundo ele, muitos compraram os papéis no pico da bolsa, logo após o Brasil obter o grau de investimento, e agora estão comprando mais à medida que o mercado cai para tentar fazer um preço médio. "O risco é que a queda continue ou que o mercado fique ruim por muito tempo, e aí o preço médio vira um desastre e haja uma onda de vendas", diz ele, lembrando que é difícil para alguns novatos conviverem com uma queda de 10% no índice como a do mês passado.

A estratégia de tentar fazer preço médio tem o risco de levar o investidor a ter mais papéis do que recomenda a boa norma da diversificação financeira. É o caso do engenheiro mecânico Marcelo Nicolas, funcionário da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Com 41 anos, há cerca de dez anos investindo em bolsa, ele hoje está com 80% dos recursos em ações. "É uma loucura", admite ele, que se animou com o grau de investimento obtido pelo país e aumentou a exposição em ações em maio. "Fui pego de surpresa, nada indicava que, de quase 75 mil, o Ibovespa fosse cair para 58 mil", afirma ele, que continuou comprando depois da queda. "Como meu horizonte é me aposentar aos 55 anos, posso segurar essas posições por pelo menos mais um ano."

Nicolas montou a carteira tendo como parâmetros ações que paguem bons dividendos ou que sejam sólidas, como
Petrobras, Vale, Light e Gerdau. Mas ele acabou sendo pego no contrapé em alguns papéis em que tentou fazer um giro rápido e que perderam valor mais rapidamente ainda, caso da Bematech, que cai 19,35% no ano. "Agora estou casado com ela, levando-a para passear, ao shopping, ao cinema...", comenta, bem-humorado. Ele fundamenta a estratégia da paciência com o argumento que "aparentemente, o Ibovespa no longo prazo foi muito acima dos juros e se você não mantiver a estratégia de 'buy and hold' (comprar e manter) pode perder a recuperação". E conclui: "Vou procurar manter a calma e levar daqui para frente, já perdi e não vou me desfazer das ações agora, nem que seja para receber dividendos".


O crescimento das pessoas físicas na bolsa não é um risco, mas sim um fator benéfico para o mercado, ao pulverizar o universo de investidores, diz Marco Antonio Franklin, sócio da Paraty Investimentos. "É melhor milhares de pequenos acionistas do que um grande estrangeiro que sai do mercado e leva centenas de bilhões de dólares embora", afirma ele, acrescentando, porém, que o investidor precisa entender do mercado ou procurar pessoas que o orientem.

Para Franklin, o momento é bom para os investidores entrarem no mercado acionário. "Depois das fortes vendas de estrangeiros em junho, as ações estão baratas, mas mesmo assim é preciso saber escolher", afirma. Ele diz que a preferência deve ser por empresas maiores, mais líquidas, as chamadas blue chips, que também estão baratas, mas tem menor risco que um papel de segunda linha. "Temos uma Vale, uma Petrobras, que perderam muito do valor que tinham no meio do ano", diz. Ele é especialmente otimista com Petrobras, que teria um potencial até de dobrar de valor, levando-se em conta a tendência de manutenção dos preços do petróleo em alta.


Fonte: Jornal Valor de 17/07/08

sexta-feira, 18 de julho de 2008

BOVESPA ainda não se sustenta acima dos 60 mil pontos!

Prezados,

O desempenho das ações da Petrobras e dos bancos não foi suficiente para segurar a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em território positivo. Depois de subir quase 2%, o Ibovespa encerrou o dia com perda de 0,20%, aos 59.988 pontos. O giro financeiro foi baixo, R$ 5,19 bilhões, ainda mais se comprado aos R$ 8,29 bilhões da quinta-feira.

Na semana, o indicador acumulou perda de 0,26%. No mês, a baixa da é de 7,73%. E em 2008, a bolsa contabiliza queda de 6,10%.

Nem o efeito da melhora na recomendação dada às ações brasileiras pelo Morgan Stanley também foi duradouro. Em relatório, o banco elevou os ativos brasileiros para acima da média, ou "overweight", citando a perspectiva positiva para os lucros corporativos.

VALE EM DESTAQUE!
Pelo segundo dia, o destaque do pregão ficou com as ações da Vale do Rio Doce. O ativo PNA girou mais de R$ 900 milhões, liderando o volume de negócios dentro do índice. O papel tentou subir, mas no final do dia valia R$ 40,16, baixa de 0,34%. Quando a ação PNA da mineradora se aproximou das máximas do dia, a R$ 41,50, houve forte pressão de venda, com aqueles investidores que compraram o papel a R$ 39,90 na oferta desmanchando suas posições. Com o terceiro maior volume do dia, Vale ON caiu 1,13%, para R$ 46,01. As novas ações de emissão da companhia, que levantou mais de R$ 18 bilhões com a distribuição, começaram a ser negociadas hoje.

INSTABILIDADE PERSISTE!

Ao meu ver, ainda não é possível vislumbrar um cenário mais estável para a Bovespa. A inflação continua preocupando nos mercados desenvolvidos e cresce a expectativa de elevação na taxa de juros norte-americana. Com isso, o preço das commodities, que já passa por correção, pode cair ainda mais, prejudicando as perspectivas para as principais ações que compõem o Ibovespa.

Ressalta-se que a instabilidade na sessão de hoje, também, foi garantida pelo vencimento de opções sobre ações que acontecerá na segunda-feira.

BANCOS MELHORANDO...
O destaque do pregão fica com os bancos, que seguiram alinhados à melhora de humor externo com o setor.

A ação PN do Bradesco fechou com alta de 3,49%, aos R$ 34,67. Em três dias o papel ganhou 11,33%.

Itaú PN também teve forte alta com bom volume negociado, avançando 3,06%, para R$ 34,59. Desde quarta-feira, o ativo subiu 13,80%
.

Ainda no setor, as units do Unibanco fecharam com alta de 3,09%, a R$ 20,99, e Banco do Brasil ON subiu 1,38%, para R$ 24,95.


Bom desempenho também para a Petrobras PN. Mas o ganho de 1,05%, para R$ 38,20, faz pouca frente à queda de 5,91% acumulada na semana. Dentro do setor de petróleo, mas fora do Ibovespa, a ação ON da OGX caiu 5,18%, para R$ 640. Com isso, o papel acumula baixa de 21% na semana. Desde o lançamento, em 13 de junho, o ativo da petrolífera de Eike Batista já perdeu 43%.

Ainda dentro do índice, Rossi Residencial ON caiu 6,78%, para R$ 11,40. Souza Cruz PN cedeu 4,30%, para R$ 43,34, e Cyrela ON se desvalorizou 4,11%, para R$ 20,50. Gafisa ON, JBS ON, Lojas Renner ON, Duratex PN, Klabin PN, AmBev PN, TIM PN, Telemar PN e Bradespar PN perderam mais de 3% cada.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

AÇÕES DA VALE SAEM ABAIXO DO ESPERADO

Prezados,

Seguindo o Cronograma, hoje (16/07/08), saiu a definição do preço da oferta da VALE.

Ao todo, a oferta de ações da mineradora Vale somou R$ 19,434 bilhões, incluindo o lote suplementar.

O preço das ações ordinárias (ON, com direito a voto) ficou em R$ 46,28, enquanto as preferenciais classe A (PNA, sem direito a voto) saíram a R$ 39,90. As informações constam do site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

No fechamento do pregão de 16/07/08, esses papéis estavam a, respectivamente, R$ 42,60 (VALE5) e R$ 49,20 (VALE3).

Desde o início de junho, pouco antes de terem início os rumores de captação da Vale, as ações preferenciais caíram 17% e as ordinárias, 20%.

A operação envolveu 445.989.984 ações, das quais 256.926.766 ações ordinárias e 189.063.218 ações preferenciais. Com as ON a empresa conseguiu levantar R$ 11,890 bilhões e com as PNA, R$ 7,543 bilhões, totalizando R$ 19,434 bilhões. Em dólares, a oferta somou US$ 12,17 bilhões e ficou abaixo do valor máximo pretendido pela empresa, de US$ 15 bilhões.

terça-feira, 15 de julho de 2008

VALE AINDA VALE!!! PROCURA PELA OFERTA É ALTA!!

Prezados,

A nossa querida mineradora planeja vender, no Brasil e no exterior pelo menos 256,926 milhões de ações ordinárias (ON, com direito a voto) e 164,403 milhões de preferenciais classe A (PNA, sem voto). Só que, ao dar direito de preferência de aquisição aos seus atuais acionistas (o que é justo!), a quantidade ofertada é justa (desculpem o trocadilho... rsss) para atender apenas a atual base. As sobras devem vir da parte do capital que está nas mãos dos estrangeiros, que não terão a mesma prerrogativa que os locais.

Os acionistas, donos de ON ou PNA, têm direito de subscrever o equivalente a 0,08564803 ação nova para cada ação presente na sua posição de custódia de hoje, fim do prazo de reserva. Naturalmente, é esperado que os atuais acionistas venham a aderir à operação para não ter o seu investimento diluído pelo aumento da base acionária, conta simples: aumentando os convidados a fatia proporcional do bolo para atender a todos diminuirá!


Do que sobrar, de 10% a 20% das ações vão para o público de varejo, que pode reservar lotes a partir de R$ 3 mil. Além disso, para conseguir levar algo para casa, o acionista novato vai ter de passar pelo filtro antiespeculadores da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC). Já no documento da reserva, o candidato tem de se classificar como "com prioridade de alocação", dando aval para a CBLC investigar o seu comportamento de manutenção de ativos nas ofertas da Metalúrgica Gerdau, Gerdau, Le Lis Blanc e SLC Agrícola.

Pelas regras de rateio, se houver excesso de demanda, quem ficou com 80% das ações compradas nas ofertas consideradas no dia seguinte ao início das negociações pode levar até R$ 20 mil. Já aqueles que venderam parcela superior em duas das operações avaliadas pode ficar com, no máximo, R$ 5 mil.

PERSPECTIVAS PODEM SER ANIMADORAS...
No início do mês, a área de pesquisa global do Lehman Brothers iniciou a cobertura dos American Depositary Shares (ADS, recibos de ações ON, negociados em Nova York) da mineradora com classificação "overweight" (acima da média de mercado). Para os seus analistas, a VALE está sendo negociada com múltiplos em linha com a média do setor (um Preço/Lucro de 9 vezes para 2009), mas tem potencial de crescimento maior do que os seus pares.

O risco operacional baixo e a exposição dos negócios de mineração em economias emergentes justificariam que os papéis fossem negociados com prêmio em relação às concorrentes globais, excluindo-se a BHP e a Rio Tinto, na lista "top pick" (alto potencial de valorização) da casa.

O RISCO É....
O risco do investimento é a percepção de que a companhia se prepara para uma mega aquisição, o que provavelmente dificultará a "digestão" é o porte do alvo!

Este dinheiro aumenta sua capacidade de comprar uma empresa maior, como a mineradora anglo-suíça Xstrata, a americana Freeport McMoran ou mesmo a Anglo!

Aguardemos os desdobramentos nos próximos dias!

Cronograma da oferta:
04/07/2008 - Publicação do Aviso ao Mercado
11/07/2008 - Início do Período de Reserva para a Oferta Prioritária
11/07/2008 - Início do Período de Reserva
15/07/2008 - Encerramento do período de reserva para a Oferta Prioritária
15/07/2008 - Encerramento do período de reserva
16/07/2008 - Fixação do Preço por Ação
17/07/2008 - Publicação do Anúncio de Início
18/07/2008 - Início de Negociação das Ações da Oferta
22/07/2008 - Data de Liquidação da Oferta
22/08/2008 - Publicação do Anúncio de Encerramento

BON$ INVE$TIMENTO$!!!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Alívio que não muda tendência de curto prazo!

Prezados,

Ao final do dia de hoje, 10/07/2008, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) garantiu fechamento em território positivo e retomou o patamar de 60 mil pontos . Depois de oscilar mais de 2.200 pontos entre a mínima e a máxima, o Ibovespa encerrou o dia com alta de 1,20%, aos 60.252 pontos, com giro financeiro em R$ 6,35 bilhões. O ganho de hoje é o melhor resultado em nove sessões.

As fabricantes de aço voltaram a ganhar valor depois de novos comentários positivos de analistas externos. A ação PNA da Usiminas ganhou 5,52%, para R$ 73,51, Gerdau PN teve valorização de 3,97%, para R$ 35,55, e CSN ON subiu 1,94%, para R$ 63,00.

Atuando em direção contrária, Petrobras PN, que girou mais de R$ 1,1 bilhão hoje, fechou com baixa de 1,37%, aos 40,05, mesmo com o petróleo tendo subido mais de US$ 5 por barril. Na semana, a ação da estatal já caiu 7,3%. Vale PNA perdeu 1,03%, para R$ 43,09.

Apesar da melhora de hoje, não há nenhum catalisador de alta de curto prazo. Seguimos com a preocupação com as baixas contábeis nos bancos norte-americanos e o preço do petróleo também tem peso negativo, ao sustentar a inflação mundial em patamares elevados.

Porém, por outro lado, o cenário externo negativo ainda não bateu na atividade interna, o que garante expectativa positiva para os resultados das empresas.

De volta ao âmbito corporativo, as elétricas também apresentaram desempenho positivo. Cemig PN teve alta de 3,71%, para R$ 38,82, Cesp PNB avançou 2,74%, para R$ 31,44, e Eletrobrás ON teve ganho de 6,01%, para R$ 28,89.

No setor de varejo, o destaque ficou com as ações PN da Lojas Americanas, que subiu 5,36%, para R$ 10,40. A empresa é melhor escolha do UBS dentro do setor.

A forte alta no preço do petróleo também não conteve a recuperação dos papéis do setor aéreo. TAM liderou os ganhos dentro do índice, avançando 8,40%, para R$ 27,85, e Gol PN subiu 3,17%, para R$ 14,63.

Fora do índice, as ações da Bovespa Holding e BM & F caíram de forma acentuada, devolvendo o ganho acumulado desde o começo do mês. A ação ON da BM & F perdeu 8,37%, para R$ 12,80, e o ativo de mesma classe da Bovespa recuou 5,75%, para R$ 18,85.

Em Wall Street o pregão também foi bastante instável, com os investidores divididos entre dados corporativos positivos e o tom negativo do setor financeiro, onde crescem os rumores de intervenção governamental na Fannie Mae e Freddie Mac, as duas maiores empresas hipotecárias do país.

Mas nem mesmo a alta no preço do petróleo, que subiu mais de US$ 5 hoje, conseguiu consumir por completo o ímpeto comprador do norte-americano. Ao final do dia, o Dow Jones subia 0,73 %, enquanto o Nasdaq apontava alta de 1,03%. Do lado positivo, os investidores reagiram à compra da Rohm and Haas pela Dow Chemical por US$ 15 bilhões mais dívidas.

BON$ INVE$TIMENTO$

Acesse o Link abaixo e Aprenda a Investir na Bolsa:

http://www.cce.puc-rio.br/administracao/bolsa.htm

quarta-feira, 2 de julho de 2008

HAVIA UMA PEDRA NO MEIO DO CAMINHO...

Prezados,

Como dizia o poeta CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE:

"No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra."

Podemos chamar esta pedra de inflação mundial!

Tudo ia muito bem no início de 2008, a crise do SubPrime parecia ter sido digerida, muitos se aventuravam a ditar a BOVESPA no final do ano em até 90.000 pontos.

O QUE HOUVE ENTÃO?
Bom... houve uma deterioração das expectativas, em função do aumento desenfreado do petróleo, que afeta todas as cadeias produtivas na economia, direta ou indiretamente.

O MUNDO TEM FOME!
Natural que com a CHINA em pleno ano de Olimpíadas e com seu apetite voraz os preços não iriam arrefecer...

O QUE FAZER AGORA?


Já comentei em outro post e parafraseando o JUVENAL: EPA EPA EPA.. MUITA CALMA NESSA HORA...

Crises vão e vem.. O medo é saudável, evita que nos coloquemos em posição de risco desnecessário, porém pânico não...

As boas oportunidades de compra surgem em momentos como o que vivemos, e no final das contas, "tirando o motorista e o trocador, tudo é passageiro!"

COMO APROVEITAR A XEPA ENTÃO?
Devagar e sempre...

Programa-se para comprar com periodicidade, aproveitando-se das janelas de oportunidade que se apresentam....

Veja que, por exemplo, a SLC Agrícola (SLCE3) fez nova emissão de ações, saiu a R$ 27,50 no final de junho e mesmo no meio desta turbulência está se saindo muito bem.. já passou dos R$ 32. Afinal, o MUNDO TEM FOME!!! E vender produtos agrícolas é o "must" do momento!!!

BON$ INVE$TIMENTO$

Acesse o Link abaixo e Aprenda a Investir na Bolsa:

http://www.cce.puc-rio.br/administracao/bolsa.htm

sexta-feira, 27 de junho de 2008

APRENDA A INVESTIR NA BOLSA

Prezados,

No próximo dia 29-julho-08 iniciarei, pela PUC RIO, o curso APRENDA A INVESTIR NA BOLSA.

O mesmo é composto de módulos, sempre terças e quintas, das 19h às 22h, na própria PUC Rio, Gávea.

Ao final, os participantes receberão certificado com a prestigiada chancela da PUC Rio.

Aos interessados peço que acessem o link abaixo para realizar sua inscrição o quanto antes, pois as vagas são limitadas e a demanda já é grande!! Felizmente!!!

http://www.cce.puc-rio.br/administracao/bolsa.htm

Volatilidade em voga!

Prezados,

O momento é de volatilidade (momento longo esse não?? rsss). Em um dia as bolsas mundiais operam em alta, em outro acabam desabando em função de notícias negativas sobre a economia do hemisfério norte do globo, destaque-se o "estado" do sistema bancário, além das ameaças no cenário inflacionário, no Brasil e no mundo, sem contar as ameaças de ataque de Israel ao Irã, um das maiores reservas de petróleo do mundo.

Ontem, quinta (27/06/08), o mau humor foi a tônica. Motivos: A começar pelo anúncio do G.S. (Goldman Sachs) sobre a perda no Citigroup e GM (General Motors), passando pelo cenário doméstico preocupado com a queda de rendimento dos trabalhadores, que recuou 1% entre abril e maio. Esta combinação serviu de pretexto para o lançamento de ordens de vendas, o que naturalmente contaminou o mercado, derrubando as bolsas mundo afora.

O QUE FAZER AGORA?
Como diria JUVENAL ANTENA.. EPA EPA EPA.. MUITA CALMA NESSA HORA!!

O mundo não mudou, é e seguirá sendo cíclico, momentos como esse são "janelas de oportunidade" para compras, para quem tem estômago e está habituado a este zig zag típico das bolsas, é uma boa hora de ir às compras, claro que com prudência, pois as cotações podem cair mais. Portanto, comprar devagar e sempre é uma alternativa interessante.

BON$ INVE$TIMENTO$!!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Prezados,

O Fomc (Federal Open Market Committee), comitê de mercado aberto do Federal Reserve, optou nesta quarta-feira (25) por manter a taxa básica de juro norte-americana no patamar de 2,00% ao ano, em decisão já apontada pelas projeções da maioria.

Com isso, a autoridade põe fim à flexibilização monetária iniciada em setembro do ano passado, quando a crise do subprime irrompeu sobre os EUA, e que reduziu a Fed Funds Rate em um total de 325 pontos-base.

As Próximas reuniões do Fomc serão em
- 05 de agosto
- 16 de setembro
- 28 e 29 de outubro
- 16 de dezembro

terça-feira, 24 de junho de 2008

INFLAÇÃO & PETRÓLEO - COMBINAÇÃO EXPLOSIVA

Prezados,



Inflação hoje não é um assunto exclusivo dos brasileiros, muito pelo contrário. É um aspecto que assombra os países ditos desenvolvidos, em função da contínua elevação do preço do petróleo, que pasmem: não deve diminuir sua continuidade.

No Brasil, em específico, após três anos acomodada em patamares invejavelmente baixos, as projeções de mercado já indicam que a inflação deve encostare no teto da meta estabelecida pelo CMN (6,5%), o que levou nosso Banco Central a atuar subindo os juros básicos da economia em um ponto percentual (por enquanto).

QUAIS OS IMPACTOS?
Com os juros voltando a subir, há uma tendência de realocação de ativos, privilegiando-se os de renda fixa, em detrimento dos renda variável.

O primeiro ponto relevante refere-se ao ganho real, que vai se reduzir e virar negativo em alguns casos. Este é calculado retirando-se da rentabilidade da carteira a inflação ocorrida. Se pegarmos como base a família dos IGPs (e não o IPCA usado no sistema de metas), a situação é ainda muito pior, pois já estão superando a casa dos 13% ao ano, próximo da remuneração atual do CDI.

O segundo aspecto importante tem relação aos papéis de renda fixa, que compõem as carteiras de praticamente todos os tipos de fundos de investimentos. Com a inflação em alta, os títulos prefixados passam a perder atratividade e a demanda por pós-fixados naturalmente se eleva. Assim sendo, ocorrem, muitas vezes, distorções nos preços, o que acaba influindo temporariamente de forma negativa nas cotas.

Outro ponto que se sobressai, quando a inflação é mais alta, é a variável taxa de administração, que se torna muito mais saliente, uma vez que ela "consome", por natureza, rentabilidade. Deve ser considerada na escolha do investidor.

Todavia, a questão de maior relevo é, a meu juízo, o impacto indireto nas bolsas de valores. Como no modelo macroeconômico vigente em nosso país os juros são eleitos os responsáveis pelo combate à alta dos preços, há um efeito multiplicador perverso sobre as empresas. Esse se dá, resumidamente, assim: 1) Juro em alta implica em crédito mais caro e, conseqüentemente, em menos consumo e menores vendas; 2) Juro em alta traz maiores custos financeiros. Efeito de 1 + 2 = menores lucros e baixa das cotações em bolsa. Dessa forma, os investimentos em ações deverão ser contaminados negativamente com essa onda de aperto monetário, especialmente se ele se prolongar e for de grande magnitude (maior que dois e meio pontos percentuais). Assim sendo, os fundos de ações podem vir a ser prejudicados.

Nesse cenário, os fundos multimercados, que possuem estratégias múltiplas em renda variável, são os mais indicados. Podem se utilizar, por exemplo, do long/short, para se aproveitar das distorções que ocorrem em momentos de mercados com maiores incertezas.

Para concluir, a despeito do grau de investimento conquistado, o cenário para as aplicações pode não ser mais róseo como no passado recente. A volta da inflação mais elevada é somente mais um fator complicador.

Acaba hoje o prazo para reserva de ações da SLC Agrícola

Prezados,

Em meio a um mercado muito ressabiado, termina hoje o prazo para o investidor reservar ações na nova operação da SLC Agrícola, uma das melhores performances de ofertas públicas iniciais (IPO, em inglês) da Bovespa. Desta vez, a produtora e exportadora de commodities como milho, soja e algodão pretende vender 11,673 milhões de papéis ordinários (ON, com direito a voto) e pode movimentar cerca de R$ 330 milhões, pelas cotações de ontem.

A companhia faz a sua segunda incursão no mercado de capitais num mau momento da Bovespa, mas se apropria do aumento das preocupações acerca da inflação global de alimentos. Ao que tudo indica, as investigações da polícia federal envolvendo a correlata Agrenco não devem influir na tomada de decisão dos candidatos a acionistas.

Para o varejo, será destinada uma fatia de 10% a 15% dos papéis, sem considerar o lote extra, que pode elevar a captação para a casa dos R$ 380 milhões. Copasa, Metalúrgica Gerdau, Gerdau e Le Lis Blanc serão as operações consideradas no filtro antiespeculadores (antiflipper) que será adotado na operação. Isso quer dizer que o investidor tem de se classificar, no documento da reserva, como "com prioridade de alocação", autorizando a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) a investigar o comportamento de manutenção de papéis nas ofertas avaliadas.

Quem tiver um perfil de manutenção de ativos, pode levar até R$ 20 mil em caso de rateio. Já aqueles que, no dia seguinte ao início dos negócios ficou com menos de 80% das ações, será considerado "sem prioridade de alocação" e corre o risco de ficar sem nada se houver excesso de demanda.

A SLC Agrícola estreou na Bovespa em junho do ano passado, numa operação que movimentou R$ 490 milhões. Desde o IPO, as ações subiram 104,15%, em comparação aos 20,35% do Ibovespa no mesmo período. Com a nova oferta, o capital em circulação vai ser ampliado de 33,9% para 42,5%.

A exemplo do IPO, nem tudo o que está sendo ofertado vai entrar no caixa da empresa. Isso porque 2,276 milhões ações correspondem à venda de papéis pertencentes à SLC Participações, da família Logemann, que vai reduzir a participação direta de 36,9% para 31% no negócio. Os cerca de R$ 250 milhões líquidos que efetivamente vão entrar no giro da companhia serão usados para aquisição de terras (66%); correção de solo (15%); compra de equipamentos (12%), e, capital de giro.

sábado, 14 de junho de 2008

O MAIOR IPO DA HISTÓRIA TEM NOME: OGX

Prezados,

Logo nos primeiros minutos de negociação, as ações da OGX, petrolífera do empresário Eike Batista, dispararam mais de 18%, depois de já terem seu preço inicial fixado no teto da faixa prevista pelo banco UBS Pactual, coordenador da operação. No fechamento, os papéis registravam alta de 8,31%, cotados a 1225 reais.

A empresa conseguiu captar 6,7 bilhões de reais, superando a Bovespa Holding – que levantou 6,6 bilhões de reais - e levando o título de maior IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial) da história da bolsa brasileira.

Ao todo, foram ofertadas 5.934.273 ações, ao preço de 1.131 reais cada. De acordo com analistas, a demanda pelos papéis da OGX foi dez vezes maior que a oferta.

No ano passado, foram realizadas 64 aberturas de capital, que movimentaram 55,6 bilhões de reais. A Bovespa nunca havia registrado tantas estréias em um único ano. Em 2008, no entanto, com a crise do crédito hipotecário de alto risco nos Estados Unidos (subprime), poucas foram as companhias que se arriscaram a entrar na Bolsa.

Agora, a OGX quebra esse ciclo de maus resultados e desponta como uma promessa de bons ganhos. Para os analistas, o preço recorde do petróleo no mercado internacional e a percepção entre os investidores de que Eike Batista é um bom gestor de negócios tornaram os papéis atraentes.

O OGX NASCE UMA GIGANTE!
A OGX já chega à Bovespa desbancando colossos como Eletrobrás, Aracruz, ALL e Cemig. Com valor de mercado de 36,5 bilhões de reais, a companhia conquista o 12º lugar no ranking das maiores empresas da Bolsa.

As 20 maiores empresas da Bovespa
Empresa Valor de mercado em 11/6/08 (R$ bi)**
1 - Petrobras 444
2 - Vale 256,5
3 - Bradesco 100,5
4 - Itaú 98,7
5 - Banco do Brasil 75,5
6 - Ambev 63,2
7 - CSN 56,7
8 - Gerdau 52,7
9 - Itaúsa 50,4
10 - Usiminas 41,3
11 - Unibanco 40,4
12 - OGX 36,5
13 - Eletrobrás 33,6
14 - Santander 28,8
15 - Telemar 24,2
16 - Telesp 22
17 - Gerdau Met 21,9
18 - Redecard 20,9
19 - Cemig 18,5
20 - Brasil Telecom 17,9

** Pela cotação de fechamento de 11/06/08
Fontes: Economática e OGX

HISTÓRICO DA OGX
Criada há menos de um ano, a OGX apresenta-se como “a maior companhia privada brasileira do setor de petróleo e gás natural em termos de área marítima de exploração, com concessões cobrindo aproximadamente 7.000 km 2””.

Como diferencial de mercado, a empresa destaca seu portfólio, que “inclui prospectos exploratórios de baixo risco evidenciado por meio de perfurações anteriores nessas regiões”.

Um estudo de viabilidade realizado pela consultoria DeGolyer & MacNaughton atesta que os blocos explorados pela OGX, localizados nas Bacias de Campos, Santos, Espírito Santo e Pará-Maranhão, contam com um potencial de extração de gás e petróleo de 20,2 bilhões de barris.

No final do ano passado, a companhia levou 21 dos 23 blocos ofertados no leilão realizado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) e levantou, por meio de uma oferta privada de ações, 1,3 bilhão de dólares para bancar seus investimentos.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

SEXTA FEIRA NADA 13 PARA A IPO DA OGX

Prezados,

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve pregão de forte oscilação nesta sexta-feira. No fechamento, o sentimento negativo prevaleceu e o Ibovespa registrou queda de 0,17%, a 67.203 pontos. Na semana, o principal índice do mercado brasileiro acumulou baixa de 3,70%.

O volume negociado na Bolsa nesta sexta-feira foi de R$ 7,02 bilhões, impulsionado pela estréia das ações da OGX Petróleo e Gás. A companhia do empresário Eike Batista, que realizou a maior oferta de ações (IPO, na sigla em inglês) da história do mercado de capitais brasileiro, foi o principal destaque do dia, com valorização de 8,31% e R$ 2,5 bilhões em negócios realizados. Confira a visão dos especialistas sobre a empresa.

O bom desempenho de OGX acabou ofuscando a nova descoberta anunciada pela Petrobras. Os investidores receberam bem a notícia, mas a reação das ações preferenciais (PN) da companhia foi morna, com alta de 1,59%. Na Europa, as ações das parceiras da Petrobras no novo campo, o BG Group e a Repsol, subiram 1,29% e 1,16%, respectivamente.

As ações da Vale registraram queda de 1,33%, acompanhando o recuo na cotação internacional das matérias-primas (commodities). Ontem à noite, a mineradora entrou com pedido de registro da oferta de ações, estimada em, no mínimo, US$ 14 bilhões. Os investidores especulam que a empresa usará os recursos para realizar a compra de uma de suas concorrentes internacionais.

Telefonia
As ações do setor de telefonia ficaram tanto a lista de maiores altas como as de maiores baixas do Ibovespa, após a aprovação do novo Plano Geral de Outorgas (PGO) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Como previsto, o plano trouxe as alterações necessárias para que a Oi possa comprar a Brasil Telecom.

Mesmo assim, os papéis das duas companhias registraram queda. De acordo com a analista Luciana Leocadio, da corretora Ativa, a proposta de separação das estruturas de banda larga e telefonia fixa – previsto no PGO – é negativa para as empresas e pode limitar os ganhos decorrentes da unificação das duas empresas. Por outro lado, as empresas de telefonia celular Vivo e TIM subiram, com a percepção de que o PGO é positivo para as companhias.

Dólar quase estável
O dólar comercial oscilou pouco durante o dia e encerrou a sexta-feira com pequena alta de 0,06%, negociado a R$ 1,636. No mês, a moeda norte-americana acumula ganho de 0,49% em relação ao real, mas no ano registra queda de 7,83%.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Pesquisa BF revela: Otimismo segue imperando!

Prezados,

Recentemente fizemos um enquete pelo BF, e o I.G. de fato animou as respostas... Pelo visto, o otimismo segue imperando...

Veja o resultado tabulado na figura ( clique na mesma para ver em tamanho legível












quarta-feira, 11 de junho de 2008

PETRÓLEO & PETROBRAS

Prezados,

Muitos acreditam que ao comprar as ações da Petrobras terão a alta da cotação do petróleo totalmente incorporada à valorização das cotações de suas ações.

NÃO É BEM ASSIM!
O pregão de sexta-feira passada (06/junho/08), que, diga-se de passagem, foi a maior alta da história em um único dia da cotação do petróleo, ilustra muito bem isso.

O primeiro vencimento de contrato futuro do barril do petróleo do tipo WTI, para julho, fechou o último pregão em Nova York a US$ 138,54, um recorde absoluto, com uma alta de 8,41% no dia.

As ações da Petrobras subiram, mas comeram uma poeira e tanto se comparadas com a commodity. As preferenciais (PN, sem direito a voto) subiram ínfimos 0,06% e as ordinárias (ON, com voto) insignificantes 0,01%.

Detalhe ainda mais importante: ao se analisar um período maior, a distância é ainda mais ampla, com o petróleo indo para um lado e os papéis da companhia, para outro.

Na semana passada, o barril subiu 8,79% e as PNs da estatal caíram 2,88%.

Já no ano de 2007, os dois ativos foram para a mesma direção, mas com uma distância abissal: o petróleo subiu 44,34%, enquanto as PNs da companhia se valorizaram 8,35%. Portanto, olhar o desempenho do petróleo e acreditar que o mesmo irá ocorrer com os papéis da Petrobras é, no mínimo, precipitado e arriscado.

A ESTATÍSTICA EXPLICA: A CORRELAÇÃO É BAIXA!
Um levantamento feito pela consultoria financeira CMA, com os dados dos últimos seis meses, mostra que a correlação entre o preço do petróleo e da ação da Petrobras é de 0,48.

Isso significa que, num intervalo de 100 dias, por exemplo, em 48 deles o papel da companhia e o barril caminham na mesma direção, subindo ou caindo.

O estudo da CMA aponta que, nos últimos seis meses, apenas 23% da variação das ações da Petrobras se explica pela oscilação do petróleo no período. Daí pode-se concluir que as ações da Petrobras nem sempre vão para a mesma direção que o petróleo e muito menos sobem ou caem na mesma intensidade que a commodity.

Com base nessas estatísticas, a CMA também fez algumas projeções sobre para onde iriam as ações da estatal conforme o nível do petróleo. Se o barril caísse para US$ 115, por exemplo, as PNs recuariam para R$ 43,66, uma queda de 8,26% ante o seu fechamento na sexta-feira.
Já se o petróleo voltasse para os US$ 100, as ações cairiam para R$ 39,44, uma desvalorização de 17,13%.

OUTROS FATORES IMPORTANTES A LEVAR EM CONTA!
Um deles, e que se refere exatamente ao petróleo, é que a empresa tem uma política muito particular de preços, e não repassa imediatamente para os seus produtos os aumentos do barril.

Em última instância, quanto mais o petróleo sobe e a estatal não reajusta seus preços, mais ela perde, e não o contrário, como muitos imaginam. À medida que o preço do petróleo fica em níveis elevados e por muito tempo, maiores são as chances da Petrobras ter perdas no seu negócio de refino.

A série de novas reservas - algumas com potencial de exploração gigantesco - que a companhia brasileira vem anunciando também é um fator relevante, que faz suas ações descolarem do preço do petróleo e, nesse caso, para o bem.

São exatamente esses anúncios que mais têm pesado no desempenho positivo dos papéis nos últimos meses. E, mesmo com toda a valorização que já tiveram, as ações ainda têm muito espaço para subir, por conta do quanto essas novas reservas irão agregar de produção para a companhia

terça-feira, 10 de junho de 2008

Tensão no Ar....

Prezados,

Primeiro foi a alta dos índices de preços que trouxe de volta o medo do fantasma da inflação. Depois foi a vez do cenário internacional, que há alguns meses não anda muito bem e, nas últimas semanas, voltou a preocupar. Inicialmente, com o risco de a festa da valorização das commodities estar próxima do fim e, em seguida, com a possibilidade de os bancos internacionais amargarem novas perdas significativas neste trimestre com os títulos hipotecários americanos. Uma pitada de pimenta daqui e outra de sal dali formaram o caldo ideal para que os investidores tirassem o pé do acelerador e fossem em busca de um porto mais seguro dentro da bolsa. O Ibovespa ontem seguiu em queda pelo segundo dia consecutivo, perdendo 0,72%, aos 69.281 pontos.

INVESTIDORES BUSCAM PROTEÇÃO NAS ELÉTRICAS.
Nessa linha de raciocínio, o mercado ontem foi com sede ao pote rumo às ações de energia elétrica. Esses papéis se destacaram entre as maiores altas do Índice Bovespa. As preferenciais (PN, sem direito a voto) da Transmissão Paulista subiram 5%, enquanto que as PNBs da Eletropaulo se valorizam 3,63% e as PNBs da Cesp outros 3,33%. Já as preferenciais da Cemig se valorizaram 2,36%.

As elétricas são tradicionalmente boas pagadoras de dividendos, que servem como excelente amortecedor em momentos de turbulência
. Esse tipo de papel geralmente sobe menos na hora da bonança, mas também cai menos na tempestade. E é exatamente esse tipo de proteção que os investidores estão à procura agora que o mar não parece estar para peixe.

As elétricas também se mostram como uma forma interessante de se proteger do repique da inflação, uma vez que os cálculos para os reajustes tarifários dessas companhias, entre outros fatores, levam em consideração o comportamento dos índices de preços no período. Para muitos, estar nessas ações é uma boa opção para continuar na bolsa e, ao mesmo tempo, evitar que os recursos sejam corroídos pela inflação.

A preocupação faz sentido, já que dia após dia os índices de preços vêm surpreendendo negativamente. Ontem, o Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI) de maio teve alta de 1,88%, a maior desde janeiro de 2003.

O reajuste tarifário de algumas elétricas considera principalmente o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), já o de outras se baseia no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e há ainda aquelas cujo reajuste usa um mix dos dois indicadores. O reajuste de companhias como AES Tietê, Eletropaulo, Transmissão Paulista e Terna considera o IGP-M, enquanto que na Light, Copel, Eletrobrás e Celesc o IPCA tem peso maior. Vale lembrar que o aumento dos preços está maior no atacado, que se reflete mais no IGP-M do que no varejo, traduzido pelo IPCA.

No começo do mês, a consultoria financeira CMA divulgou relatório de arbitragem com papéis de elétricas. Pelas estatísticas, as cinco ações com maior potencial de alta são: Equatorial Energia (+48,28%), Cesp (+40,56%), Light (+34,69%), Copel (+29,59%) e Cemig (+28,49%).


BOATOS SOBRE NOVAS COMPRAS CASTIGAM A VALE
As ações da Vale - segunda maior companhia da bolsa - contribuíram para a queda do mercado ontem. As ordinárias (ON, com voto) da mineradora caíram 3,38%. Já as PNAs tiveram queda de 1,74% e foram os papéis mais negociados, com volume de R$ 683,5 milhões. As PNs da Bradespar, que está no bloco de controle da Vale, caíram 3,60%. Além da queda das commodities, os papéis da mineradora sofreram com os fortes rumores de que, após o fracasso da aquisição da gigante Xstrata, a companhia estaria preparando uma megacompra no exterior. Num primeiro momento, uma grande aquisição pode representar um alto endividamento, sem saber se haverá a contrapartida do retorno.

A queda do níquel vem atrapalhando o desempenho das ações da Vale. A commodity, que em 2007 ultrapassou os US$ 50 mil a tonelada, hoje está na casa dos US$ 22 mil. Depois da compra da Inco, o níquel passou a representar cerca de 25% do lucro da Vale.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Parceria e.um & Bussola de Finanças

Prezados,

É com grande satisfação que comunico que a
e.um Investimentos está anunciando no Bússola de Finanças.

Após uma parceria com a corretora, conseguimos um desconto especial na corretagem para os usuários do Bússola, além de recomendarmos fortemente a corretora, por apresentar diferenciais, tais como:

- Atendimento personalizado através de um Gerente Exclusivo, com análise e acompanhamento diário da carteira do cliente;

- Homebroker em tempo real habilitado a operar em todos os ativos da Bovespa;

- Alavancagem de até 10x o patrimônio para operações day-trade, sem a cobrança de juros ou taxas, 5x para operações a termo e 2x para opções;

- Venda descoberta de ações e opções;

- Operações estruturadas, como financiamento, termociamento, BM&F, etc;

- Carteira Administrada, Clubes de Investimentos, áreas para iniciantes e traders profissionais;

- Relatórios completos e informações relevantes sobre o mercado enviados diariamente para todos os clientes;

- Cálculo automático do IR (ponto muito importante, principalmente após as novas resoluções para 2008).

Caso tenha interesse em entender como funciona o atendimento exclusivo, peço que contate o Paulo Hegg, operador que está recebendo os usuários do Bússola de Finanças, através do telefones abaixo, ou me envie seus contatos, que encaminho para o Paulo.

Dados da
e.um
Rua Iguatemi, 192 Cj.113/114
CEP:01451-010Itaim Bibi - São Paulo - SP
Tel.: (11) 3525-3533
E-mail
:
paulo.hegg@eum.com.br
Site: www.eum.com.br

BON$ INVE$TIMENTO$!

Novo Blog parceiro: Blog do Dinheiro

Prezados,

eis mais um Blog Parceiro: Blog do Dinheiro...

Bom título, não?

Eis o link:

http://doletas.blogspot.com/

SELIC SOBE E VAI PARA 12,25% A,A,

Prezados,

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, colegiado responsável por fixar os juros básicos da economia brasileira, confirmou as sinalizações e voltou a elevar a taxa Selic nesta quarta-feira (4).

Essa é a segunda reunião consecutiva de subida nos juros, que passaram de 11,75% para 12,25% ao ano, como esperava a maior parte dos economistas do mercado financeiro.

A decisão do Copom foi unânime.

Antes mesmo da reunião do Copom desta semana, a subida de juros já era tida como certa. Isso porque, após reunião do colegiado ocorrida em abril, o BC informou que a elevação de 0,5 ponto percentual daquele momento seria "parte relevante" do ciclo total de elevações - já antecipando, deste modo, que haveria outros "capítulos" na novela da subida dos juros para tentar conter o aumento da inflação.

Ao final do encontro desta semana do Copom, o BC divulgou a seguinte frase: "Dando prosseguimento ao processo de ajuste da taxa de juros básica iniciado na reunião de abril, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 12,25% ao ano, sem viés".

quarta-feira, 4 de junho de 2008

BOVESPA cede diante de conjunção de fatores...

Prezados,

Entramos em junho em queda, em função de um conjunto de fatores onde cabe destacar: a tensão PRE-COPOM, o receio de novas perdas decorrentes ainda da Crise do Subprime, e a sinalização dada pelo Mr. Mercado, ou seja, Ben Bernanke, Presidente do FED.

RESUMO DA ÓPERA

Hoje, terça, dia 03/06/08, o Ibovespa oscilou mais de 2.400 pontos e quase todos eles em uma mesma direção: para baixo. Depois de cair a 69.600 pontos, as vendas deram uma trégua e índice fechou o dia aos 70.011 pontos, ainda assim mostrando queda de 2,62%. O giro financeiro foi de R$ 6,56 bilhões.


As ordens de venda seguiram a piora de sentimento externo, em função de novos problemas no setor financeiro, e a queda no preço das commodities, que foi patrocinada pelas declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, Ben Bernanke.

MAS O QUE DISSE O MR. MERCADO DE TÃO IMPORTANTE?
O presidente do Fed evidenciou a relação entre a desvalorização do dólar e a inflação mundial, dando a entender uma possível parada e talvez alta de juros até o final do ano na economia dos EUA, o que exerceria pressão para elevação da cotação do dólar e queda das commodities, o que não é nada favorável à nossa Bolsa de Valores ....

segunda-feira, 2 de junho de 2008

FOCUS NA INFLAÇÃO!

Prezados,

Saiu hoje, 02/06/08 (Segunda-Feira), o relatório FOCUS, e o resultado já era previsível.... novamente subiram as previsões para juros e inflação em 2008. Pela primeira vez também, já se espera um aumento da inflação acima do centro da meta para 2009.

A pesquisa semanal do Banco Central conhecida como relatório Focus mostra que os analistas esperam que a taxa básica de juros termine 2008 em 13,75%, ante previsão de 13,05% ao ano feita na semana passada. No final de 2009, a Selic estaria em 12,50%, também 0,25 ponto percentual acima do previsto na última pesquisa.

Os economistas mantiveram a previsão de um aumento de 0,5 ponto percentual nos juros na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do BC), nesta terça e quarta-feira. A expectativa é que a taxa Selic passe dos atuais 11,75% para 12,25% ao ano. Na última reunião, em abril, a taxa passou de 11,25% para 11,75% ao ano.

A AMEAÇA DA INFLAÇÃO CONTINUA...
A expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que serve como meta de inflação, subiu pela 10ª semana seguida. O IPCA deve fechar o ano a 5,48%, acima dos 5,24% esperados até a semana passada. Se confirmado, o indicador ficaria acima do centro da meta de inflação para esse ano, que é de 4,5%. Para 2009, a previsão do IPCA subiu de 4,50% para 4,60%.

Os demais indicadores de inflação pesquisados pela instituição também tiveram as projeções para 2008 elevadas pelo mercado. O maior destaque foram os IGPs, que servem de base para o reajuste de aluguéis e tarifas.

A expectativa do mercado para o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) subiu de 8,66% para 8,92%; o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) teve a previsão aumentada de 8,49% para 8,70%; e o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) ficaria em 4,99%, ante 4,70% da semana anterior. A estimativa de inflação para os preços administrados ficou em 3,70%.

E O PIB?
Bom, a previsão para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) subiu de 4,70% para 4,75% em 2008. Para 2009, foi mantida a previsão de 4%. Ambas estão abaixo da projeção oficial do governo, de 5% para os dois anos.

A estimativa para o dólar ficou em R$ 1,70 no final deste ano. Para dezembro de 2009, a previsão recuou de R$ 1,77 para R$ 1,76.

A previsão do saldo da balança comercial em 2008 caiu de US$ 24,9 bilhões para US$ 24 bilhões. Para 2009, caiu de US$ 15,95 bilhões para US$ 15 bilhões.

Contas externas
Subiu a expectativa de investimentos estrangeiros diretos, de US$ 31,3 bilhões para US$ 33 bilhões (2008).

Houve ligeira queda na previsão para a relação dívida/PIB, de 41,30% para 41,20% neste ano. Por fim, piora no saldo em conta corrente, com um resultado negativo de US$ 20 bilhões para US$ 22 bilhões.

domingo, 1 de junho de 2008

JUNHO COMEÇA COM EVENTOS IMPORTANTES!!

Prezados,

A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, agendada para os próximos dias 3 e 4, é o evento doméstico econômico mais importante da primeira semana de junho. A despeito de alguns indicadores macroeconômicos fechados do mês de maio que deverão ser anunciados, bem como o resultado da produção industrial nacional referente a abril, o encontro da diretoria do BC é bastante aguardado pelo mercado financeiro, já que ratificará como será a intensidade do aperto monetário que foi iniciado em abril, com um surpreendente ajuste de 0,50 ponto porcentual na taxa básica de juros.

Rola um sentimento no mercado de que que o Copom repetirá a dose de abril (+0,50%), o que levaria a Selic ao nível de 12,25% ao ano. Uma parcela dos analistas, no entanto, aposta num ajuste mais agressivo, de 0,75 ponto porcentual, que conduziria os juros para a marca de 12,50%. Na avaliação do primeiro grupo, o BC já traçou um "plano de vôo" para os choques que vêm influenciando a inflação e simplesmente vai mantê-lo. Para o grupo dos mais pessimistas, a deterioração da expectativas de inflação aumenta a cada dia e precisa ser freada com uma atitude mais firme da autoridade monetária.

Outro evento de destaque da semana e que será de grande importância para as análises do Banco Central é o anúncio da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fará na terça-feira. Apesar de os dados serem de abril, poderão mostrar se a atividade permanece aquecida. Em março, a produção apresentou crescimentos de 0,40% ante fevereiro e de 1,30% em relação a março de 2007. Para alguns especialistas é pouco provável que a indústria mostre uma arrefecimento e há grandes possibilidades, depois do efeito calendário mascarar o levantamento de março, de o resultado em relação a abril do ano passado voltar a níveis em torno de 10,00%.

Quanto aos indicadores macroeconômicos de maio, as divulgações já começam na segunda-feira (2). Nesse dia, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) anunciará o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) fechado do mês. Para os economistas do mercado financeiro, o indicador mostrará uma aceleração importante, em relação às taxas de abril e da terceira quadrissemana de maio, ambas de 0,72%. Segundo eles, por causa do preço dos alimentos, é possível que a inflação fique mais próxima da casa de 0,90%.

Ainda na segunda-feira, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) anunciará o resultado da balança comercial fechada de maio. Em abril, houve um superávit de US$ 1,744 bilhão. Para maio, os especialistas trabalham com números bem maiores, próximos a US$ 4,000 bilhões, por conta, principalmente, do término dos efeitos da greve dos auditores fiscais, encerrada no dia 12 de maio. Até a quarta semana deste mês, a balança acumulou um superávit de US$ 2,960 bilhões, que já supera o número de abril.

Vale lembrar que, também na segunda-feira, o Banco Central divulgará, a partir das 8h30, a tradicional e bastante aguardada pesquisa Focus. As atenções continuam voltadas para o avanço das medianas das projeções para a inflação, tanto de varejo como de atacado, bem como dos números relacionados à taxa de juros e ao setor externo.

Outro sinalizador inflacionário importante é o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) fechado de maio, que a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) disponibilizará ao público na quarta-feira. Para os economistas do mercado financeiro, o indicador superará de maneira expressiva o resultado de abril, quando a taxa chegou a 0,54%. Na terceira quadrissemana de maio, também por conta da pressão dos alimentos, a inflação na capital paulista variou 1,08%, a taxa mais significativa desde a primeira quadrissemana de março de 2003, quando subiu 1,20%.

E O QUE INTERESSA ISSO TUDO?
Interessa que certamente estes eventos impactarão a percepção dos investidores a respeito da condução da política econômica, ainda mais após o segundo I.G. dado pela Fitch e, por conseqüência a própria Bolsa.

Fiquemos atentos!

sábado, 31 de maio de 2008

LIGHT VIVE APAGÃO

Prezados,

Segue abaixo análise da LIGT3, que até agora vive um "apagão"....

Clique na figura para poder ler em tamanho legível (rs)...



E O RISCO BRASIL?

Prezados,

Considerado um dos principais termômetros da confiança dos investidores na economia brasileira, o EMBI+, calculado pelo Banco JP Morgan Chase, marcava 178 pontos perto do fechamento de ontem, sexta, dia 30/05/08. Na véspera, o índice encerrou aos 191 pontos.

No mercado secundário de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40 era negociado a 136,000% do seu valor de face, com alta de 0,79%. O segundo papel mais representativo do índice do JP Morgan, o Global 18 ou A-Bond (Amortizing Bond ou Bônus de Amortização), marcava 114,250%, com alta de 0,88%.

Sobre o EMBI + Brasil
O Emerging Markets Bond Index - Brasil é um índice que reflete o comportamento dos títulos da dívida externa brasileira. Corresponde à média ponderada dos prêmios pagos por esses títulos em relação a papéis de prazo equivalente do Tesouro dos Estados Unidos, tido como o país mais solvente do mundo, de risco praticamente nulo.

O indicador mensura o excedente que se paga em relação à rentabilidade garantida pelos bônus do governo norte-americano. Significa dizer que a cada 100 pontos expressos pelo risco Brasil, os títulos do país pagam uma sobretaxa de 1% sobre os papéis dos EUA.

Basicamente, o mercado usa o EMBI+ para medir a capacidade de um país honrar os seus compromissos financeiros. A interpretação dos investidores é de que quanto maior a pontuação do indicador de risco, mais perigoso fica aplicar no país. Assim, para atrair capital estrangeiro, o governo tido como "arriscado" deve oferecer altas taxas de juros para convencer os investidores externos a financiar sua dívida - ao que se chama prêmio pelo risco.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

AS IPO´S QUE DERAM CERTO!!!

Prezados,

Em tempos de crises as novatas sofrem mais do que as tradicionais Blue Chips, mas há que se destacar as que deram certo!

Abaixo a posição até 15/05/08 da rentabilidade acumulada das Melhores IPO´s ocorridas X a rentabilidade da BOVESPA.


BON$ INVE$TIMENTO$!

RECEBEMOS MAIS UM I.G. E DAÍ?

Prezados,

Ontem, dia 29/05/08, 1 mês após a S&P ter elevado o Brasil a I.G. (Investment Grade), outra importante agência classificadora de risco fez o mesmo, a Fitch.

A confirmação do grau de investimento pela
Fitch Ratings marca o início de um novo ciclo para o Brasil. Se no começo da década havia a expectativa de que o selo de economia não-especulativa representaria grandes saltos para os ativos locais, a percepção, agora, é de que muito disso já está nos preços. No longo prazo, a chancela de menor risco aos olhos do capital internacional significa maior fluxo para o país, menor volatilidade, mas potencial reduzido de retornos extraordinários também.

O investidor terá de se habituar a tempos mais previsíveis. No curto prazo, as tendências para bolsa (de alta), câmbio (de queda) e juros (também de alta) não se alteram significativamente.


À medida que seguradoras e fundos de pensão estrangeiros aumentarem a parcela de investimento dedicada ao Brasil, as ações, os títulos públicos e o real tenderão a capitalizar o ingresso desse dinheiro novo. Mas as movimentações estarão mais do que nunca condicionadas a fundamentos e menos a especulações.

A elevação da nota brasileira já se concretizou
Ninguém descobrirá o Brasil agora. Não esperem que haverá mais grandes eventos que manterão os ativos brasileiros em ascensão tão forte e tão distante do mercado mundial. Tudo agora passa a ser mais gradual, o que é mais condizente com um país considerado nível de investimento, não é mesmo?.

O que muda agora?
Bom, com as notas dadas por duas agências de classificação, o que muda é que aumenta o percentual que os aplicadores com perfil de longo prazo podem distribuir nos diversos mercados. O grau de segurança passa a ser maior e isso se emenda com a fusão das bolsas, um fato muito positivo do ponto de vista institucional.

E a queda de ontem no dia do anúncio do 2º I.G.?
A a queda de 1,85% do Ibovespa ontem é um indício de que não só o "investment grade" já foi em boa medida antecipado, como também é uma demonstração de maturidade. O hoje já está no preço, mas o que vamos ver no futuro é uma maior consistência nos movimentos. O incremento do fluxo estrangeiro deve será relevante para mudar tendências de curto prazo. O 2º selo corrobora tendências que já existiam.

E a partir de agora então?
Nos próximos seis meses, a alta das commodities, o aumento dos preços dos alimentos e as pressões inflacionárias tendem a ditar a dinâmica de preços dos ativos locais, mais do que o grau de investimento.
Os juros tendem a subir até o fim do ano e isso deverá desacelerar a economia, resultando num menor crescimento para o lucro das empresas, o que naturalmente é precificado pelo mercado.

Ao ampliar o leque de recursos que podem ser alocados no Brasil, o "investment grade" tende a levar a um juro real potencialmente mais baixo para o país no médio prazo. Bom para quem quer se antecipar a esse movimento nos títulos da dívida brasileira, seja nos prefixados, seja nos papéis atrelados a índices de preços.

O ciclo de aumento do juro brasileiro representa uma certa contradição para o Brasil, nesse momento em que o país recebe o aval de bom crédito por duas agências de classificação de risco, os setores mais beneficiados na bolsa tendem a ser
bancos, varejo, construção civil e as ações das próprias bolsas, que vão se beneficiar do maior fluxo para o mercado local. Na renda variável, as companhias vão se beneficiar pelo acesso a capitais a custos mais favoráveis.

O primeiro impacto do novo grau e investimento será no câmbio, com o dólar podendo até romper a barreira de R$ 1,60. Esta tendência já existia, por conta do diferencial de juros, e ganha reforço agora.

Por sua vez, no longo prazo, outra conseqüência será o maior fluxo de recursos para cá nas próximas ofertas públicas iniciais (IPO, em inglês). Embora a promoção brasileira represente um incentivo para a retomada das ofertas de ações num ritmo mais consistente, a seletividade segue na ordem do dia.

No frigir dos ovos, ao mesmo tempo em que o Brasil fica credenciado para receber um fluxo novo, a aversão ao risco, trazida pela crise do "subprime" e o freio na economia dos EUA mantêm algumas dúvidas no ar.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

CHEGOU O I.G. QUE FALTAVA!!!!

Prezados,

A agência de classificação de risco Fitch Ratings elevou nesta quinta-feira (29/05/08) o rating do Brasil em moeda local e estrangeira para grau de investimento.

A nota foi elevada de "BB+" para "BBB-".

O mercado agora espera a elevação da nota pela agência Moody's, que seria a última entre as três principais empresas de classificação de risco do mundo a elevar o rating do Brasil.

Atualmente a nota do País com a Moody's é Ba1.

Em
comunicado recente, a agência disse que o Brasil precisa melhorar os índices de dívida para ter a sua nota elevada.

COMPARATIVO DE CUSTOS DE CORRETAGEM

Prezados,

O Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getúlio Vargas mapeou quais as corretoras mais baratas para quem quer aplicar em títulos públicos via Tesouro Direto e em ações, abaixo segue o resultado.

1) Para quem tem a partir de 5 Mil reais para aplicar em títulos públicos via Tesouro Direto

Corretora / Custos de operação sobre o valor investido

Banif / Gratuito
Socopa / Gratuito
Ativa / 0,20% ao ano
Agora / 0,23% ao ano
Banco Fator / 0,25% ao ano
Spinelli / 0,25% ao ano
XP Investimentos/ 0,25% ao ano
Easynvest (Título) / 0,30% ao ano
Elite Corretora / 0,30% ao ano
Geração Futuro / 0,30% ao ano
HSBC / 0,30% ao ano
Safra Corretora / 0,30% ao ano
Votorantim corretora / 0,30%
Coinvalores / 0,35% ao ano
Geraldo Corrêa / 0,35% ao ano
Unibanco (Invest Shop) / 0,35% ao ano
Isoldi / 0,37%
Planner / 0,37% ao ano
Solidez / 0,40%
Gradual / 0,40% ao ano
Win / 0,40%
ABN Corretora / 0,40% ao ano
Caixa / 0,40% ao ano

SLW / 0,50% ao ano
Link / 0,50%
Mundinvest / 0,50%
Solidus / 0,50% ao ano
Banco do Brasil / 0,50%
Intra / 0,50% ao ano
Itaú / 4% ao ano
Bradesco / 4% ao ano mais 25 reais por compra


2) Para quem tem a partir de 5 Mil reais para aplicar em Ações.

Corretora / Custos por operação
Banif / 15,99 reais
Solidez / 14,99 reais mais 10 reais por mês (2)
Ativa / 15 reais e não há taxa de custódia
Planner / 15 reais mais 9,90 reais por mês

Link / 18,80 reais (1)
HSBC / 18 reais mais 6,90 reais por mês
Agora / 20 reais mais 6 reais por mês
Banco do Brasil / 20 reais mais 9 reais por mês
Easynvest(Título) / 30 reais (3)
Gradual / 20 reais mais 10 reais por mês
Socopa / 20 reais mais 20 centavos a cada intervalo de 100 reais operados
Win / 20 reais (mínimo 100 ações) mais 10 reais por mês (4)
Geraldo Corrêa / 20 reais mais 10 reais por mês
Safra Corretora / 0,25% mais 12,50 reais mais 25 reais ao mês
Bradesco / 0,30% sobre o valor operado mais 10,80 por mês
Concórdia / 0,5% mais 25,21 reais
Spinelli / 0,5% reais mais 25,21 reais ou 16,90 reais
Unibanco(Invest Shop) / 0,5% mais 30 reais por mês
Mundinvest / 0,5% mais 25,21 reais mais 6,90 por mês
XP Investimentos / 0,5% mais 25,21 reais mais 9,86 por mês
Banco Fator / 0,50% mais 25,21 reais mais 10 reais por mês
Prosper / 0,5% mais 25,21 reais mais 10 reais por mês
Solidus / 0,5% mais 25,21 reais mais 10 reais por mês
Itaú / 0,5% mais 25,21 reais mais 10,80 reais por mês
SLW / 0,5% mais 25,21 reais mais 12 reais por mês
Elite Corretora / 0,5% mais 25,21 reais mais 13 reais por mês
ABN Corretora / 0,5% mais 25,21 reais mais 13,50 por mês
Coinvalores / 0,5% mais 25,21 reais mais 15 por mês
Intra / 0,5% mais 25,21 reais mais 15 reais por mês
Superbroker – Santander / 0,5% mais 25,21 reais mais 30 reais por mês


(1) Adicional de 8 reais por mês se não for feita operação no período.
(2) Isenção a partir da sexta operação do dia
(3) 10 reais por operação e mínimo de três operações por mês
(4) Ou 5 reais no mercado fracionário por ordem executada

Vale a pena verificar quanto você paga e se as alternativas acima são mais atrativas!

SEGUEM RUMORES SOBRE NOVA CONCESSÃO DE INVESTMENT GRADE

Prezados,

Pela manhã ao observar o começo do pregão, a indicação mais clara seria de um dia de realização de lucros, mas a recuperação do preço das commodities e depois os rumores de grau de investimento garantiram um pregão de forte valorização na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que retomou os 73 mil pontos.

Ao final da quarta-feira, o Ibovespa apontava 73.153 pontos, acumulando alta de 3,04%, maior ganho diário desde 29 de abril. O giro financeiro também foi elevado, de R$ 7,45 bilhões.

Pode-se creditar a melhora de humor seguiu à recuperação do preço do petróleo e também à volta dos rumores quanto ao grau de investimento pela Fitch Ratings.

De fato, o país ganhou hoje mais um selo de grau de investimento, mas de uma agência de menor expressão, a canadense DBRS. Contribuindo também para o otimismo, o país teve sua recomendação melhorada pelo Deutsche Bank.

Mais um fato que ajudou a reacender os boatos de grau de investimento no mercado foi o bom desempenho das contas públicas em abril.

A relação dívida/PIB voltou a recuar, e de janeiro a abril, o governo passou a registrar superávit nominal, ou seja, pagou o que devia e ainda sobrou dinheiro. Vale lembrar que a classificação recebida pela S&P no mês passado seguiu a divulgação das contas públicas.

Sustentando a valorização do índice, Petrobras PN subiu 2,18%, para R$ 50,99, Vale PNA avançou 2,02%, para R$ 55,80, e Bradesco PN ganhou 3,57%, para R$ 39,40.

Ainda no setor bancário, o papel ON do Banco do Brasil subiu 6,01%, para R$ 30,85. Analistas do Goldman Sachs elevaram o preço do papel que é tido como melhor escolha dentro do setor. O Goldman também alterou a recomendação para o papel do Unibanco, de venda para neutro, o que ajudou a puxar uma alta de 4,64% nas units do banco, que fecharam a R$ 24,80. Bom desempenho também para o papel PN do Itaú, que subiu 3,49%, para R$ 48,85.

As siderúrgicas também contribuíram para os ganhos do dia, com o papel PNA da Usiminas avançando 2,28%, para R$ 89,50. CSN ON subiu 2,95%, para R$ 83,60, e Gerdau PN ganhou 2,44%, para R$ 84,20.

O destaque do pregão fica com a ação PNB da Cesp, que operou em forte alta desde o começo do dia, refletindo o ressurgimento de notícias apontando para a possibilidade de um novo leilão de privatização, com a empresa garantindo a renovação de concessões. O papel fechou o dia a R$ 31,50, alta de 9,60%.

Forte alta também para JBS ON, que fechou a R$ 9,30, valorização de 7,51%. TIM ON subiu 7,52%, para R$ 7,00, refletindo rumores de fusão com a Vivo. Gafisa ON, Usiminas ON, Rossi ON, Cemig PN e Cyrela ON ganharam mais de 5% cada.

Apenas 3 dos 66 papéis que compõem o índice apresentaram queda. AmBev PN perdeu 2,61%, para R$ 115,50, Embraer ON cedeu 2,15%, para R$ 14,96 e Telesp PN perdeu 0,84%, para R$ 46,00.

Fora do Ibovespa, destaque para a Tenda construtora, que ganhou 8,47%, para R$ 12,80. MRV ON avançou 7,34%, para R$ 38,00, e São Martinho subiu 5,92%, para R$ 25,20.

Em Wall Street, o pregão foi bastante instável, mas o Dow Jones garantiu fechamento em alta de 0,36%, enquanto a bolsa eletrônica Nasdaq ganhou 0,22%.

PETROBRAS VALE MAIS DO QUE O BRASIL!

Prezados,

A agência de classificação de risco Standard & Poor`s ontem, dia 28/05/08, a nota de crédito da Petrobras de BBB- para BBB, segundo degrau dentro da categoria de grau de investimento.

Segundo comunicado da Petrobras, a nota da empresa estava com perspectiva positiva desde a elevação do rating da dívida soberana brasileira, no último dia 30 de abril.

Para a agência, a elevação reflete a melhoria do ambiente operacional da Petrobras no país e os sólidos fundamentos para os preços do petróleo no médio prazo. "Esses fatores contribuem para que a empresa capture um fluxo de caixa adicional para financiar seu programa de investimentos agressivo", afirma a S & P, em nota.

A Standard & Poor`s menciona ainda "a ampla oportunidade de crescimento para a Petrobras no médio prazo", na medida em que a companhia começa a explorar óleo na região do pré-sal.