sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Bolsa confirma sua posição de melhor investimento em 2007

Prezados,

Tal e como as 506 das 655 pessoas que responderam à Pesquisa BF estimavam, o mercado de renda variável mais uma vez se confirmou como a melhor opção de investimento, e deu um belo resultado em 2007, apesar de momentos de volatilidade (o que é normal, diga-se de passagem).....

O mercado acionário brasileiro emplacou seu 5º ano consecutivo de valorização e fechou 2007 como a melhor opção entre os investimentos tradicionais.

Apurando a maior elevação anual desde 2003, o Ibovespa subiu 43,66%, terminando o período cotado a 63.886 pontos, após ter estabelecido 43 novos recordes de fechamento. Se descontada a variação de 7,75% do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), o ganho real foi de 33,32%.

Otimismo acabou prevalecendo
Basicamente, o ano foi positivo à renda variável em nível global. A manutenção de um bom ritmo de crescimento econômico mundial e a liquidez ainda favorável estimularam a busca pelos investimentos em ações.

O Brasil, um dos destinos preferidos dos investidores estrangeiros, se inseriu neste contexto, beneficiando-se ainda de um ambiente macroeconômico doméstico favorável e da possibilidade de obtenção da classificação investment grade já em 2008.

Em determinados momentos, a volatilidade proveniente da cena externa chegou a ameaçar a trajetória positiva da bolsa. No final de fevereiro, a queda de quase 9% do principal índice de ações da China espraiou pessimismo aos mercados e o Ibovespa despencou 6,63% em apenas um pregão.

Dissipada a preocupação em torno da renda variável chinesa, o otimismo retornou às bolsas. Em meados de agosto, porém, um novo abalo, desta vez oriundo da deterioração das condições de crédito imobiliário de alto risco nos EUA.

O segundo semestre, de uma forma geral, foi marcado pelos temores envolvendo o subprime. Para acalmar os ânimos, o Federal Reserve adotou uma política monetária mais restritiva, além de injetar recursos no sistema financeiro com certa freqüência, visando prover liquidez. A atuação da equipe comandada por Ben Bernanke ajudou a restabelecer maior normalidade nos mercados.

Ganhos mais modestos na Renda Fixa
Embora tenha mostrado rentabilidade inferior à bolsa, o desempenho das aplicações de renda fixa foi relativamente satisfatório, proporcionalmente ao seu risco, ao meu ver. Quem investiu em renda fixa também registrou ganho expressivo em termos reais, apesar dos sucessivos cortes implementados pelo Banco Central na taxa Selic.

Quem aplicou em CDBs pré-fixados de trinta dias obteve um ganho bruto médio de 11,91% no ano, o que corresponde a uma rentabilidade de 3,87% em termos reais. O CDI, por sua vez, rendeu 11,49% no ano em termos nominais, ou 3,47% quando descontada a inflação medida pelo IGP-M.

Mesmo a tradicional caderneta de poupança apresentou rentabilidade positiva. Com ganho nominal de 7,77%, o retorno em termos reais foi de 0,02%.

Apresentando-se como uma alternativa de investimento menos difundida no Brasil, mas tida como interessante em tempos de maior turbulência nos mercados internacionais, o ouro também mostrou-se favorável em 2007. A cotação da commodity na BM&F registrou alta de 11,26%, que corresponde a um ganho real de 3,26%.

Dólar: quarto ano seguido de perdas
Já o pior investimento ficou com o dólar, que emplacou a quinta perda consecutiva anual. Com novos saldos positivos da balança comercial e ingresso de recursos financeiros, a moeda norte-americana voltou a amargar perdas frente ao real, a despeito das intervenções do Banco Central.

A cotação do dólar PTAX, calculada pelo Banco Central, a R$ 1,7705, registrou queda de 17,19% em 2007, que cresce para 23,15% quando analisada em termos reais.

Confira na tabela abaixo a rentabilidade dos principais investimentos:

Investimento 2007 Real* 2006 Real**
Ibovespa +43,66% +33,32% +32,92% +28,02%
CDI*** +11,49% +3,47% +14,86% +10,62%
CDB **** +11,92% +3,87% +15,23% +10,98%
Poupança +7,77% +0,02% +8,51% +4,51%
Dólar Paralelo -17,16% -23,12% -7,03% -10,46%
Dólar Ptax -17,19% -23,15% -8,66% -12,03%
Ouro +11,26% +3,26% +12,69% +8,54%
IGP-M +7,75%
+3,83%

* Deduzida a inflação pelo IGP-M, que ficou em 7,75% em 2007
** Deduzida a inflação pelo IGP-M, que ficou em 3,83% em 2006
*** Taxa Efetiva Andima
**** Taxa pré 30 dias

Aproveito e desejo a todos um ótimo Reveillon!!!!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Vale a penar recordar: Leis da Natureza atuando na BOLSA

Pessoal, não posso me furtar de falar o que muitos sabemos, mas HESITAMOS em aceitar: Tudo que sobe, desce também!

Na BOLSA não é diferente.

Há motivos para a queda de hoje? Sim, há. Eles são per si o mais importante? Não, não são.

Em minha forma de entender, que não é melhor do que a de ninguém [ vale dizer ], o mais importante é entender que a BOLSA, como todo produto ou serviço derivado do comportamento humano, possui características relacionadas ao ser humano. Logo, a imprevisibilidade, e o movimento de massas também fazem parte desta dinâmica.

Enquanto a BOLSA batia recordes atrás de recordes, ninguém duvidava do seu fôlego. Porém, um movimento na CHINA, associado à declaração do SENHOR MERCADO [ Mr. Allan Greenspan ] deram o tempero necessário para um movimento de correção, que diga-se de pasagem é MUITO SAUDAVEL,
e ser SAUDAVEL muitas vezes é passar por momentos de desconfortos.

Quem malha, possivelmente já ouviu falar na expressão: "
NO PAIN, NO GAIN"... Ou seja, quer um musculo bonito? Um biceps bacana? VAI TER QUE SENTIR DOR!!!

Na BOLSA é o mesmo! Quer ganhar mais? Quer superar o rendimento "seguro" [ou dito menos arriscado]... VAI TER QUE SE EXPOR... E possivelmente SENTIR DOR!!!

Dói ver o dinheiro diminuir [ ainda que temporariamente ], mas é parte do processo natural de correção. Contudo, é preciso saber como agir, há vários mecanismos de proteção... Desde os mais simples e intuitivos como
NUNCA SE COLOCA TODOS OS OVOS NA MESMA CESTA, até o mais sofisticados, via derivativos.. Fica ao gosto e conhecimento de cada um....

Esta nota tem como propósito trazer um momento de reflexão, e sinalizar que pode ser um bom momento para pensar em fazer uma comprinhas.... com prudência, é claro! Afinal, como dizem os mais experientes:
MUITA CALMA NESSA HORA!!

Adicionalmente, o que ocorreu hoje pode ser entendido fazendo um paralelo com o que medicina moderna chama de SINDROME DO PANICO, só que no caso da BOLSA foi em MASSA!!!

O que é Síndrome do Pânico ?

A Síndrome do Pânico é caracterizada pela ocorrência de freqüentes e inesperados ataques de pânico. Os ataques de pânico, ou crises, consistem em períodos de intensa ansiedade e são acompanhados de alguns sintomas específicos.

Os ataques de pânico se iniciam geralmente com um susto em relação a algumas sensações do corpo. Estas sensações disparadoras podem ser desde uma alteração nos batimentos cardíacos, uma sensação de perda de equilíbrio, tontura, falta de ar, alguma palpitação diferente ou um tremor, por exemplo.

A
partir deste susto inicial, começa um processo de medo e ansiedade que vai crescendo até atingir uma intensidade em que a pessoa se sente em estado de desespero e pânico.

Uma das características da Síndrome do Pânico é a pessoa viver com muita ansiedade, na expectativa constante de ter uma nova crise. Este processo, denominado ansiedade antecipatória, leva muitas pessoas a evitarem certas situações e a restringirem suas vidas a um mínimo de atividades.

A Síndrome do Pânico faz parte dos chamados
transtornos de ansiedade conjuntamente com as fobias (fobia simples e fobia social), o estresse pós-traumático, o transtorno obsessivo-compulsivo e a ansiedade generalizada.

Quando duas pessoas estão conversando, elas estão em contato, porém não necessariamente em conexão. Contato é uma interação de presença, que pode ser superficial, enquanto conexão é uma ligação profunda que ocorre mesmo quando as pessoas estão distantes. Duas pessoas podem estar em contato, conversando, mas com baixíssima conexão, como numa situação social formal. Por outro lado, duas pessoas podem estar distantes, e, portanto sem contato, mas se sentirem conectadas.

Geralmente, as pessoas com pânico conhecem estas sensações: uma sensação de estar "ausente", meio fora da realidade, se sentindo distante dos outros, mesmo de quem está ao seu lado. Os olhos perdem o foco...Neste momento a crise se inicia.

Enfim, qualquer semelhança com o dia de hoje pode não ser mera coincidência....

Minhas DICAS???


Prudência com um tom de Ousadia!!! Paradoxal para você??

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Bovespa perde os 60 mil pontos em segunda-feria tensa

Prezados,

Os dados negativos provenientes da economia norte-americana e o clima de incertezas no âmbito doméstico foram o tom desta segunda-feira (17).

A agenda de indicadores dos EUA trouxe dados preocupantes do setor industrial local no início da sessão, fator que disseminou um clima de cautela entre os investidores. O NY Empire State Index veio abaixo das projeções dos analistas, amplificando os temores de um mercado já preocupado com o noticiário corporativo ruim.

Em adição, a cena interna se deteriorava com indicadores que apontavam um avanço da inflação em dezembro. Tanto o IPC-S quanto o IGP-10 marcaram aceleração inflacionária, sendo que o último registrou o maior aumento nos preços desde fevereiro de 2003. Estas preocupações se aliaram às incertezas em torno da política fiscal a ser praticada após o insucesso da CPMF no Senado.

Com o clima já pesado nos mercados, o período da tarde trouxe novas influências negativas do mercado imobiliário dos EUA. Sugerindo que os problemas da crise do subprime podem se intensificar em 2008, o índice de confiança dos construtores daquele país marcou seu menor patamar histórico, completando o quadro.

Bolsa despenca e o dólar sobe
Em meio a este cenário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou com expressiva baixa de 4,19%, variação que o levou de volta à margem de 59.828 pontos. O volume financeiro foi de R$ 8,036 bilhões, inflado pelo vencimento de opções.

Já no mercado de câmbio, o dólar comercial subiu 0,89%, a R$ 1,8120, com investidores repercutindo o impacto dos dados negativos divulgados nas futuras decisões do Fed sobre a taxa básica de juro do país.

Maiores altas e baixas
O destaque negativo da sessão dentro do Ibovespa ficou por conta das Lojas Renner, que despencaram 7,66%, a R$ 34,35. Os papéis da empresa continuam penalizados pela redução das projeções de vendas para o quarto trimestre. A forte queda de 7,28% das ações da B2W demonstra as piores perspectivas com o desempenho do setor de varejo na virada do ano.

Outro setor que chamou a atenção foi o imobiliário. Os indicadores negativos para o setor nos EUA se estenderam ao mercado doméstico, impondo uma queda de 7,07% para as ações da Gafisa, que fecharam cotadas a R$ 31,94. Os papéis da Cyrela Realty encerraram com queda de 6,48%, a R$ 25,25.

Na contramão, os papéis da Gol resistiram à queda generalizada e foram os únicos a fechar no campo positivo entre os participantes do Ibovespa, em leve alta de 0,58%, cotados a R$ 43,30.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Novos Blogs Adicionados

Prezados,

Eis a indicação de mais 2 Blogs de Finanças interessantes para difusão de informações.....

1 - Ondas Financeiras







http://ondasfinanceiras.blogspot.com/

2 - Análise Técnica by Lavarini






http://www.lavarini.blogspot.com/

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

O número 1 da Bolsa

Prezados,

Ao estilo Warren Buffet, a GERAÇÃO FUTURO desbancou muitos outros fundos de investimento em ações, e no mínimo merece atenção a leitura do texto abaixo. Não, eu não tenho dinheiro aplicado na Geração Futuro, mas algumas ações que eles possuem, eu também possuo, como a Taurus, pois como já havia dito aqui, VIOLÊNCIA DÁ LUCRO!!! (por favor, não estou fazendo apologia à violência, é apenas um comentário amoral, não imoral.... apenas me concentro no fato de que as ações da Taurus obtiveram excelente valorização).

Eis o texto publicado no portal da exama, abaixo transcrito...
Logo que saiu da faculdade, o administrador de empresas Wagner Salaverry, de 30 anos, tornou-se um especialista em armas e munições. Desde 1999, faz parte de seu dia-a-dia conhecer polímeros e outros materiais usados para fabricar revólveres. Salaverry jamais trabalhou numa fábrica de armas. E a militância em ONGs pró-desarmamento não faz parte de suas atividades.

Salaverry só quer ganhar dinheiro com seu conhecimento de armas. Ele coordena a gestão do fundo de ações Geração FIA, da corretora e gestora de recursos gaúcha Geração Futuro, e aplica nos papéis da Forjas Taurus, a principal fabricante brasileira de armas e equipamentos de segurança.

Salaverry também entende de aço, de papel e de motores, produtos fabricados por empresas que fazem parte do portfólio da Geração Futuro. Por enquanto, essa estratégia à la Warren Buffett tem dado resultados. O Geração FIA foi o fundo de ações que mais rendeu nos últimos quatro anos, mostra um levantamento feito pelo Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio Vargas a pedido de EXAME.

O retorno, de janeiro de 2003 a setembro de 2007, chegou a 945%, o dobro da alta registrada pelo Índice Bovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo.

Com esse desempenho, a Geração Futuro, gestora de porte médio e relativamente desconhecida, fundada em Porto Alegre em 1994, superou a rentabilidade de casas consagradas, como Hedging-Griffo e Pactual, e também dos grandes bancos de varejo (veja quadro na pág. 182). Sua receita é especialização e foco.

Desde 2001, quando passou a seguir a estratégia que mantém até hoje, Salaverry aplica o patrimônio do fundo nas ações de pouquíssimas empresas. Hoje, são apenas nove -- Taurus, Gerdau, Guararapes, Petrobras, Plascar, Randon, Usiminas, Votorantim Celulose e Papel e Weg. "É uma radicalização do modelo de Warren Buffett, que aplica em cerca de 50 empresas", diz William Eid, professor da FGV e coordenador do levantamento. O megainvestidor americano Warren Buffett, terceiro homem mais rico do mundo, é conhecido por olhar com lupa as companhias em que investe e extrair retornos memoráveis desse estilo de gestão.

Ao colocar dinheiro em poucas empresas, a Geração fica com grandes participações do capital de cada uma delas. É a segunda maior acionista de Plascar, Randon e Taurus e a oitava da Usiminas. "Com isso, não queremos ensinar, por exemplo, a Usiminas a produzir aço", diz Salaverry. "Nosso objetivo é poder sair do escritório e olhar de perto as operações dessas empresas."

A cada dois meses, Salaverry e os outros nove analistas que o auxiliam na gestão do Geração FIA reúnem-se com os executivos das companhias e, duas vezes por ano, visitam fábricas e instalações. "Eles são muito detalhistas e já aconteceu de saberem antes de nós o que estava ocorrendo na nossa indústria", diz Edair Deconto, gerente de relações com investidores da Taurus. Deconto se refere a um episódio que ocorreu em outubro, quando a fabricante americana Smith & Wesson reduziu sua previsão de lucros para o trimestre, o que fez com que suas ações caíssem quase 40%. Com a queda, a Taurus passou a valer mais que a concorrente em bolsa.

OUTRA CARACTERISTICA
de Salaverry e equipe é manter as ações em carteira por mais tempo que a concorrência -- em média, cinco anos e meio. O banco Crédit Agricole, por exemplo, substitui a cada 12 meses todos os papéis de seu fundo Selection, o terceiro mais rentável da lista da FGV. No HG Strategy, da Hedging-Griffo, as ações são mantidas no portfólio por, no máximo, um ano. "Alguns clientes perguntam por que, com o passar do tempo, os papéis que compõem a carteira não mudam", diz Salaverry.

A resposta: "Não achamos relevante aplicar 1% numa empresa, pois, mesmo que ela tenha uma valorização extraordinária, o impacto no ganho do cotista será mínimo." Além disso, faz parte da estratégia do fundo investir em ações que estão fora do radar da maioria dos analistas mas apresentam perspec tivas de crescimento ao longo dos anos. Para chegar a esses achados, eles acompanham 31 companhias, além das nove que fazem parte do Geração FIA.

Uma das descobertas mais rentáveis foi a da fabricante de autopeças Plascar. A ação entrou no portfólio do fundo em 1997, mas teve um desempenho ruim até 2005. Ainda assim, Salaverry decidiu mantê-la em carteira por acreditar nas perspectivas para o mercado de veículos no Brasil.

A empresa acabou, de fato, beneficiada pela recente recuperação da indústria automotiva e pela troca de seus controladores, com a entrada da tradicional gestora americana de recursos Franklin Mutual e do IAC Group, do bilionário Wilbur Ross. O valor de mercado da Plascar, que estava em 60 milhões de reais em 2005, bateu em 1,6 bilhão de reais em novembro deste ano.

A Plascar é um exemplo de quanto os cotistas do Geração FIA podem ganhar quando as apostas dos gestores dão certo. Quando algo sai errado, porém, as perdas podem ser especialmente dolorosas. "A concentração excessiva em poucas empresas é perigosa", diz Marcelo Cavalheiro, chefe da equipe de análise da Hedging-Griffo.

Diz uma das regras mais básicas sobre investimentos que é perigoso colocar todos os ovos na mesma cesta -- ou em poucas cestas. Salaverry garante que o fundo ainda não teve um grande revés. Mas boa parte do tempo em que o fundo segue a estratégia atual compreendeu um período de bonança da bolsa. "Não houve nenhuma grande crise financeira desde 2003", diz William Eid, da FGV.

Ainda assim, acrescenta o professor: "Quatro anos é tempo suficiente para descobrir gestores aventureiros, que arriscam desnecessariamente o patrimônio de seus clientes. Não parece ser o caso da Geração". Ao menos até agora, os riscos que o fundo corre têm sido bem remunerados.

Wagner Faccini Salaverry
IDADE 30 anos
QUEM É Gestor do fundo Geração FIA, da Geração Futuro, o mais rentável desde 2003
ESTRATÉGIA Investe em poucas empresas e mantém as ações em carteira por cinco anos e meio, em média


Onde estão os bancões?
O melhor fundo de ações nos últimos quatro anos(1) é o Geração FIA, da Geração Futuro, uma gestora de tamanho médio. Entre os cinco primeiros colocados, não há nenhum dos grandes bancos

Fundo Rentabilidade
1o GERAÇÃO FIA
Geração Futuro
945%
2o TEMPO CAPITAL FI AÇÕES
Tempo Capital
714%
3o CRÉDITAGRICOLE SELECTION CASPIA FIA
Crédit Agricole
705%
4o HG STRATEGY II FIA
Hedging-Griffo
666%
5o FIA PACTUAL AÇÕES
Pactual
628%
ÍNDICE BOVESPA
437%
(1) De 1O/1/2003 a 30/9/2007
Fonte: Centro de Estudos em Finanças FGV/EAESP

Decisão do FED não agrada o mercado

Prezados,

Após subir em grande parte do intraday, o corte de 25 pontos-base na taxa básica de juro dos EUA não foi bem recebido pelos mercados, agora em 4,25% aa. Minutos depois da divulgação, as principais bolsas norte-americanas despencaram refletindo a frustração da parte do mercado que projetava um corte mais ousado no juro básico.

Com a influência externa negativa, o Ibovespa virou a alta de quase 1% verificada anteriormente para uma baixa de quase 2% no momento. O índice, que havia superado levemente o patamar de 66 mil pontos, volta para a margem de 64.200 com o recuo.

A autoridade monetária considerou os riscos de um impacto significativo sobre a economia por conta da crise do subprime e deu seqüência ao ciclo de afrouxamento monetário. No entanto, não houve unanimidade quanto à magnitude do corte, tendo Eric Rosengren optado por uma diminuição de meio ponto percentual.

Ações da Lojas Renner lideram perdas
O principal destaque negativo fica com as ações ordinárias da Lojas Renner (LREN3), que registram desvalorização de 9,53% e são cotadas a R$ 40,30. Apesar dessa variação, a alta acumulada desde o início do ano chega a 32,61%.

Por outro lado, o melhor desempenho fica com os papéis preferenciais do Pão de Açúcar (PCAR4), que são cotados a R$ 33,90 e apresentam alta de 2,07%.


As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
LREN3 Lojas Renner ON 40,30 -9,53 +32,61 160,28M
CYRE3 Cyrela Realty ON 25,89 -5,68 +45,63 34,97M
DURA4 Duratex PN 44,80 -5,64 +38,04 33,71M
CCRO3 CCR Rodovias ON 30,28 -5,37 +9,41 29,05M
CMIG4 Cemig PN 36,23 -5,15 +13,82 80,85M










As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
PCAR4 Pao de Açucar PN 33,90 +2,07 -9,30 61,70M
PRGA3 Perdigão ON 45,75 +1,66 +54,62 29,97M
GFSA3 Gafisa ON 35,24 +0,68 +10,67 34,60M
NETC4 Net PN N2 25,01 +0,64 +3,17 39,12M
PETR3 Petrobras ON 93,10 +0,32 +76,30 194,78M








quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

SEM SURPRESAS: SELIC fecha 2007 em 11,25%aa

Prezados,

Tal e como esperado por todos, o COPOM anunciou a pouco a manutenção da taxa SELIC em 11,25% aa.

A decisão não surpreende o mercado (muito pelo contrário!), uma vez que a piora no cenário externo verificada desde o último encontro no colegiado, em 17 de outubro, somada às pressões inflacionárias domésticas não justificariam outra postura.

As apostas, como já mencionei em outro post, estão para a redução no 2º trimestre de 2008... A conferir....

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Oferta do BB: Para quem quer entrar, o que é melhor? Ações ou o FIA-BB?

Prezados,

Para os que desejam comprar ações do BB, que ficam disponíveis até o dia 11/dez/07, terça da semana que vem, é interessante pensar em função do montante desejado.

Uma simulação do InfoMoney publicada recentemente, a qual transcrevo abaixo, desconsiderou os ganhos com os dividendos no caso da opção pela compra direta, mas não deixa de ser um bom parâmetro.

No frigir dos ovos, a conclusão é a seguinte: se deseja comprar até R$ 5.000 a opção pelo FIA-BB é a mais atraente.

Veja a íntegra da matéria abaixo....

Oferta do BB: é mais vantajoso investir direto nas ações ou optar pelo fundo?
A oferta secundária de ações do Banco do Brasil trouxe ao investidor de varejo a opção de investir diretamente, comprando os papéis ofertados pelo banco junto às corretoras credenciadas, ou de maneira indireta, via um fundo de ações (FIA-BB) que terá, no mínimo, 90% de seu patrimônio líquido composto por ações ordinárias do BB.


A importância de se comparar a mais vantajosa opção entre ambas estas alternativas é tamanha ao ponto de a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) ter exigido a inclusão do prospecto final do FIA-BB e dos custos envoltos no investimento direto e indireto no prospecto preliminar da oferta.

A começar pelos custos, o BB estimou faixas de investimento de R$ 1 mil a R$ 10 mil, com manutenção da aplicação por um ano e rentabilidade de 10% neste período. No caso do FIA-BB, o único custo é a taxa de administração do fundo de investimento, que será de 1,5% ao ano.

Custos envoltos no investimento via fundo FIA-BB

Investimento

Valor do Resgate*

Taxa de Adm.
(1,5% ao ano)




1.000,00

1.100,00

16,50




3.000,00

3.300,00

49,50




5.000,00

5.500,00

82,50




8.000,00

8.800,00

132,00




10.000,00

11.000,00

165,00





Já o investimento direto em ações envolve mais custos ao investidor. No caso da corretagem, que varia entre corretoras e pode ser fixa ou um percentual do montante negociado, o valor considerado nestes cálculos (R$ 20) é o cobrado pelo Banco do Brasil por ordem via internet.

Cabe lembrar que o valor mínimo de investimento na oferta de varejo é de R$ 1 mil. No caso do FIA-BB, a aplicação mínima é de R$ 200,00. Ou seja, para montantes entre R$ 200,00 e R$ 999,99, só é possível o investimento indireto.

Custos envoltos na compra direta de ações do Banco do Brasil

Investimento

Valor do Resgate*

Taxa de Custódia**

Taxa de Corretagem***

Emolumentos (Bovespa)

Custo Total

1.000,00

1.100,00

108,00

20,00

0,39

128,39

3.000,00

3.300,00

108,00

20,00

1,16

129,16

5.000,00

5.500,00

108,00

20,00

1,93

129,93

8.000,00

8.800,00

108,00

20,00

3,08

131,08

10.000,00

11.000,00

108,00

20,00

3,85

131,85

*Supondo valorização de 10% em 12 meses
**Taxa de custódia de R$ 9,00 mensais, totalizando R$ 108,00 em 12 meses
***Taxa de corretagem por ordem via internet cobrada pelo Banco do Brasil

Considerando os custos totais de ambas as alternativas oferecidas aos investidores de varejo, conclui-se que os investimentos de R$ 1 mil, R$ 3 mil e R$ 5 mil são mais vantajosas via FIA-BB. Para montantes de R$ 8 mil e R$ 10 mil, o resgate líquido é superior nas aplicações diretas (compra de ações).

Resgate líquido no investimento direto e indireto

Investimento

Resgate
Compra direta

Resgate
FIA-BB

1.000,00

971,62

1.083,50

3.000,00

3.170,85

3.250,50

5.000,00

5.370,08

5.417,50

8.000,00

8.668,92

8.668,00

10.000,00

10.868,15

10.835,00


Custos das operações e impostos
Vale mais uma vez lembrar que estes dados estimam uma rentabilidade de 10% das ações do Banco do Brasil no período de um ano investido. Não há garantias de qual será o retorno do investimento nesta oferta, seja este positivo ou negativo.

Além disso, as tarifas variam entre corretoras, o que deve ser observado pelo investidor na hora de decidir qual é a melhor alternativa de investimento. Por fim, o Banco do Brasil pode vir a ter outros fundos de ações com exposição significativa em ações do banco, porém, com taxas de administração superiores ou inferiores à que será cobrada pelo FIA-BB (1,5% ao ano).

Custos envoltos na compra direta de ações do Banco do Brasil

Tarifa

Investimento direto

Aplicação via FIA-BB




Taxa de Corretagem*

- Preço fixo de R$ 10 a R$ 25;

- Percentual de 0,5% a 2,0% sobre o valor negociado

não incide




Tarifa de custódia

de R$ 0 a R$ 30

não incide




Taxa de Administração**

não incide

de 0,5% a 6% ao ano




*Não há incidência de taxa de corretagem na aquisição via ofertas públicas. Os valores indicados referem-se à compra e venda de ações fora de ofertas públicas.
**Taxa anual cobrada pró-rata temporis.

Esta decisão também deve levar em conta a tributação incidente, tanto no investimento direto em ações quanto nas aplicações em fundos.

Tributação aplicada em ambas as formas de investimento

Tributo

Investimento direto

Aplicação via FIA-BB




Imposto de Renda

- 15% sobre o ganho líquido de capital;

- para pessoas físicas, há isenção de IR se o total de vendas de ações durante o mês for igual ou inferior a R$ 20 mil

15% sobre os rendimentos na data do resgate/amortização das cotas




CPMF

alíquota zero na compra e venda de ações

- isenção, com relação a aplicações a partir de conta investimento;

- 0,38% em aplicações a partir de conta corrente de depósitos




IOF








BON$ INVE$TIMENTO$

O "Debut" que paralisou a Bolsa

Prezados,

O número de ordens de compras e vendas dos papéis da debutante BM&F foi tão grande que o sistema de negociação da Bovespa (o Mega Bolsa) entrou em pane. Já no leilão de abertura do mercado, às 11 horas, para fixar o primeiro preço de negociação da BM&F, o grande número de ofertas sobrecarregou o sistema.

Segundo a Bovespa, o volume de negócios foi três vezes maior que o recorde anterior, que foi o da estréia da Bovespa Holding.

Isso atrapalhou a definição de preço dos papéis da BM&F, que só ocorreu às 12h14, mais de uma hora após a abertura da bolsa.
A avalanche de ofertas para a BM&F prejudicou a negociação de todos os outros papéis listados na bolsa, já que o sistema é o mesmo e as ordens da BM&F atravancaram o fluxo dos negócios.


No frigir dos ovos....

As ações ordinárias da BM&F fecharam o primeiro dia em alta de 22%, com volume de R$ 2,612 bilhões. Os números são significativos, mas ficaram abaixo dos da Bovespa HLD, que no dia de sua estréia negociaram R$ 5 bilhões e se valorizaram 50%.